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Rede de fibra da Oi está na mira do BTG e de fundo canadense

BTG Pactual e fundo CPPIB fazem oferta pela InfraCo; negócio de fibra óptica da Oi é avaliado em R$ 20 bilhões

Lucas BragaPor

A Oi Móvel já foi vendida para Claro, TIM e Vivo, mas outro ativo importante da companhia está próximo de conseguir novos sócios: o banco BTG Pactual e o fundo Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) devem apresentar uma proposta pela InfraCo, avaliada em R$ 20 bilhões. A unidade de fibra da operadora deve se transformar numa nova empresa, que alugará infraestrutura para outros competidores.

Equipe da Oi construindo rede da Oi Fibra. Foto: Lucas Braga/Tecnoblog

Equipe da Oi construindo rede da Oi Fibra em Belo Horizonte. Foto: Lucas Braga/Tecnoblog

A intenção de compra da InfraCo foi divulgada pelo Bloomberg, que também afirmou que a Highline (a mesma empresa que tentou comprar a Oi Móvel) irá apresentar uma oferta. As companhias devem apresentar propostas vinculantes, mas a venda será concretizada apenas em leilão realizado pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

Apesar de estar no mercado financeiro, o BTG Pactual tem Amos Genish no seu quadro de sócios. O executivo foi o fundador da GVT e teve o cargo de CEO na TIM e Vivo.

Negócio de fibra da Oi vale R$ 20 bilhões

A InfraCo é avaliada pela própria Oi pela cifra de R$ 20 bilhões, e tem como principal ativo a rede de fibra com mais de 400 mil km de extensão e presença em mais de 2 mil cidades, sendo a maior infraestrutura óptica do Brasil.

A Oi está disposta a vender 51% dessa nova companhia, o que permite que o comprador também seja o controlador da empresa. A tele continuaria usando a infraestrutura mas como cliente, uma vez que os assinantes de fibra óptica permaneceriam na divisão ClientCo.

Com um novo sócio para a InfraCo, a Oi busca fôlego para expandir sua rede de fibra óptica para residências (FTTH) no Brasil. Ter um parceiro acaba otimizando o investimento, uma vez que a capacidade não utilizada pela tele poderia ser alugada para outras empresas.

Com informações: Telesíntese

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Matheus Motta (@Matheus_Motta)

R.I.P Oi, vai virar só mais uma empresinha de Internet

@ksio89

Apesar de estar no mercado financeiro, o BTG Pactual tem Amos Genish no seu quadro de sócios. O executivo foi o fundador da GVT e teve o cargo de CEO na TIM e Vivo.

Xiiii, lá vem aumento de preço e piora na qualidade, não tinha alguém menos pior que ele? Toda empresa por onde ele passou conseguiu piorar os serviços e elevar os preços. Como dizia a campanha do Haddad em 2018, “Ele não”.

Jefferson Rodrigues (@Jefferson_Rodrigues)

Logo, logo, a Oi estará totalmente recuperada!

Gustavo Vieira Theml (@gustavo_vieira)

Pois é. Fora aquele aquele papo de franquia de dados.

Felipe Silva (@Felipe_Silva)

Parece que a não vai sobrar nada da Oi controlado pela Oi.

Everton Favretto (@evefavretto)

E isso lá é ruim? HAHAHAHA

Mas bem, desde a fusão completamente trapalhada com a Portugal Telecom (agora PHarol) a Oi tem um contrato social que limita o voto dos sócios a 15%, e já operou milagres pela Oi.

// (@Francisco)

A matéria poderia ter citado a venda da empresa de fibra óptica submarina da OI (Globenet) para o BTG Pactual em 2013. Isso pode explicar o atual interesse do BTG em comprar a InfraCo.

Thiago Moraes Barbosa (@thimorbar)

É bom termos concorrência porque se ficar uma merda a gente vai e troca. Fiz isso quando tinha TimLive (era excelente), mas eram só 50 MBs, hoje uso 400 MBs da Oi e é só alegria.

@ksio89

E quando era CEO da Vivo, ele acusou WhatsApp de “pirataria”, porque a operadora estava perdendo receita com chamada de voz do aplicativo. Eu quero esse indíviduo bem longe da Oi fibra.

@ksio89

A primeira coisa que devem fazer após a aquisição é aumentar os preços, odeio essas aquisições, ainda mais por um banco e um fundo de investimentos.

Felipe Silva (@Felipe_Silva)

E diminuírem o investimento em expansão, afinal o importante é o lucro a curto prazo