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Licitação do governo cita celulares da Xiaomi e barra iPhones

Claro fornecerá linhas fixas, enquanto TIM fica responsável por telefonia móvel; celulares em comodato não poderão ser iPhones

Lucas BragaPor

As operadoras TIM e Claro venceram a licitação do governo federal para fornecimento de serviços de telecomunicações. Os contratos preveem plano de dados 4G com franquia de 20 GB, além de smartphones em comodato – são mencionadas as fabricantes Samsung, Motorola, Xiaomi, Asus e Huawei. Na prática, o contrato não permite o fornecimento de iPhones.

Mi 9 Lite (Imagem: Divulgação/Xiaomi)

Mi 9 Lite (Imagem: Divulgação/Xiaomi)

Governo menciona celulares da Xiaomi

O Tecnoblog apurou que o governo quer que os smartphones em comodato tenham as seguintes especificações mínimas:

  • processador de no mínimo 8 núcleos (octa-core) com 1,7 GHz;
  • pelo menos 4 GB de memória RAM;
  • tela com resolução mínima Full-HD e pelo menos 6 polegadas;
  • bateria com pelo menos 4.000 mAh;
  • carregador bivolt incluso;
  • cores predominantes preto, prata, cinza escuro ou azul escuro.

O contrato também diz que o sistema operacional pode ser Android ou iOS, mas os requisitos mínimos não permitem a compra de um smartphone da Apple, já que nenhum iPhone tem processador octa-core. Além disso, a fabricante deixou de incluir o adaptador de tomada na caixa.

O governo ainda lista alguns aparelhos encontrados no mercado, homologados pela Anatel e que obedecem às especificações técnicas. São eles:

TIM fica responsável por telefonia móvel do governo

Samsung Galaxy A51

Samsung Galaxy A51 é um dos modelos aceitos pelo governo (Imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A TIM vai fornecer os celulares, assim como modems 4G e tablets, em regime de comodato. A licitação envolve uma solução completa com chip, linha e aparelho.

As linhas para celular deverão ter pelo menos 20 GB de internet, ligações ilimitadas para qualquer operadora, 2.000 SMS e uso liberado em roaming internacional. Enquanto isso, para modems 4G e tablets, o chip terá franquia mínima de 10 GB.

A estimativa do governo era que o valor do contrato chegasse a R$ 135,24 milhões. No entanto, o pregão foi firmado em R$ 62,18 milhões, com redução obtida de 46%.

Claro venderá telefonia fixa para governo federal

A licitação do governo também procurava um fornecedor para telefonia fixa, e a Claro ganhou no pregão eletrônico. A tele deverá fornecer linhas com ligações para telefones fixos e móveis, incluindo chamadas locais, de longa distância e internacionais.

O preço inicial estimado pelo governo era de R$ 107,37 milhões, e a Claro foi a vencedora com a proposta de R$ 11,81 milhões, redução de 89%.

No total, o país pagará R$ 74 milhões pelo funcionamento durante 12 meses com telefonia fixa e móvel.

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Reinaldo Boson (@Ticano)

Seria muito, mas muito melhor, dar cem conto pra cada profissional que precisar de uma linha, no contracheque, e ele compraria um chip e um aparelho e pronto, tudo responsabilidade do funcionário, se perder, se estragar, é com ele.
Mais barato e um milhão de vezes mais fácil de gerenciar.

Matheus Motta (@Matheus_Motta)

Milagre não terem super faturado

Michel (@Michel1)

Nossa, eu presidente pediria no mínimo um Galaxy S20. Como sou pobretão, tô no Motorola G6 até hoje.

wesley soares (@wesley_soares)

Não funciona assim, tem questões de privacidade, compliance etc…