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Após Twitter banir Trump, número de posts com desinformação cai 73%

Levantamento apontou queda em posts com fake news sobre eleição dos EUA uma semana após bloqueio de Donald Trump

Victor Hugo Silva Por

A decisão de banir Donald Trump teve impacto significativo nas redes sociais. Uma semana após o presidente dos Estados Unidos ser bloqueado do Twitter, houve queda de 73% em posts com desinformação sobre a eleição americana. É o que aponta a Zignal Labs, que analisou alegações de fraude na disputa eleitoral, algo negado pela Justiça do país.

Donald Trump (Imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Donald Trump (Imagem: Gage Skidmore/Flickr)

A redução de posts com fake news sobre a eleição americana ocorreu de 9 e 15 de janeiro, na comparação com a semana anterior. Após Trump ser banido do Twitter em 8 de janeiro, as conversas sobre uma suposta fraude eleitoral em redes sociais despencaram. A Zignal Labs diz que as menções ao tema em várias plataformas caíram de 2,5 milhões de posts para 688 mil posts.

O movimento acontece depois de Trump e seus apoiadores serem bloqueados em várias plataformas. O Twitter removeu 70 mil contas que promoviam a teoria da conspiração QAnon. O republicano ainda foi suspenso por tempo indeterminado de Facebook e Instagram, e teve medidas desfavoráveis em outras plataformas.

Ainda de acordo com o levantamento, houve queda de 95% em posts com a #FightforTrump e de mais de 95% em posts com #HoldTheLine ou “March for Trump”, considerando várias plataformas. Já os tweets com termos como “voter fraud”, “stop the steal”, “illegal votes” e “shredded ballots” registraram quedas entre 67% e 99%.

Os posts com expressões relacionadas à teoria QAnon caíram, mas houve alta de 15% em menções a “Q” e “QAnon”. A Zignal Labs acredita que o crescimento aconteceu devido às publicações que comentavam sobre a participação dos apoiadores dessa teoria na invasão ao Capitólio dos EUA.

Trump promoveu desinformação sobre eleição

A Zignal Labs afirma que uma rede formada por Trump, influenciadores e outros seguidores conhecidos contribuiu para eleitores comuns realizarem acusações sem provas de fraude na eleição americana. A desinformação levou à invasão ao Capitólio no dia da certificação da vitória de Biden. O ato resultou em cinco mortes.

Depois do bloqueio de Trump e vários de seus apoiadores no Twitter e em outras plataformas, ainda há incertezas sobre como esta rede de fake news atuará. No entanto, parece cada vez mais claro que as plataformas têm ferramentas para evitar a desinformação com mais antecedência.

Com informações: The Washington Post, Mashable.

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José Vieira (@Jose_Vieira)

rs… estatística oferecida pelo próprio twitter.

Gigo CAP (@GigoCAP)

Não, fera. Pela Zignal Labs, tá na matéria.

“Ain, mas o Twitter que forneceu os dados pra essa estatística”.

Sim, provavelmente a empresa dispõe de um software que captura todas o tuítes de acordo com palavras-chave, como toda ferramenta de estatística de redes sociais. Sem filtro nenhum do Twitter.

André Cardoso (@andre)

“Ain mas tem que banir também o fulaninho com 100 seguidores, a regra vale pra todos”

Maycon Cruz (@MikeCross)

Até esquecem que tweets são públicos pra galera ver.

Daqui a pouco, vão alegar que a empresa está sendo enviesada e que há um suposto complô (sério, já tive que discutir isso com fulaninho, e teve a pachorra de me chamar de degenerado por “compactuar com a restrição de livres ideias”).

O vilão sempre está lá fora, e quando mostramos que o que falam é idiotice, nos chamam de vendidos.

Douglas N. (@dougeureka)

Grande dia

² (@centauro)

O Twitter só é mecionado como o marco temporal que usaram pra fazer o corte dos dados. Pegaram o conteúdo uma semana antes e uma semana depois do banimento no Twitter. E esse marco temporal provavelmente foi o escolhido porque a plataforma foi a primeira a tomar essa decisão.

A análise de conteúdo foi feito em diversas redes sociais, não só no Twitter.

André Cardoso (@andre)

Claro que vale, mas o que não entendem é que o impacto de banir uma conta aleatória é zero, enquanto banir um dos maiores propagadores de fake news do site é esse aí: menos 73% de notícias falsas.

Igor (@igor_meloil)

Ta difícil o pessoal entender isso…

O q não é complô pra esse bando de lunáticos?

José Vieira (@Jose_Vieira)

certeza que o software da plataforma é isento, rs… a lista de parceiros da Zignal >> https://zignallabs.com/partners/

rs… o Twitter: obrigado, de nada… rs…

Gigo CAP (@GigoCAP)

Verdade, os robôs de captação de publicações em redes sociais são esquerdalhas.

@doorspaulo

Considerando que outras 100k contas foram pra vala pouco depois, não é de se espantar.
Btw, nem uso Twitter, parece que só tem sequelado naquela rede.

José Vieira (@Jose_Vieira)

Mas pelo menos não são sócios do twitter, rs… https://zignallabs.com/partners/

Gigo CAP (@GigoCAP)

Você traduziu Partner como “Sócio” e não como “Parceiro”? O cara tem enviesamento até em tradução. Deve deixar o Google Tradutor ativado no navegador pra acessar a internet.

O máximo que o Twitter faz é fornecer a API pra captação de publicações.

Helliton Soares Mesquita (@Helliton_Soares_Mesq)

Noticia certa: Após bloquear quem não gosto e seus seguidores. Post que eu não gosto cai 73%.

² (@centauro)

Título mais imparcial (portanto, argumentável que seja a mais certa): Após banir conta X, o número de posts com determinadas palavras-chaves caíram 73%.

Se você gosta ou não é opinião e, portanto, argumentável que não seja o título mais certo.

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