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Governo da Índia pressiona WhatsApp a reverter política de privacidade

Governo da Índia envia carta a CEO do WhatsApp, Will Cathcart, e pede para que empresa reverta nova política de privacidade

Bruno Gall De Blasi Por

A polêmica envolvendo a atualização da política de privacidade do WhatsApp ganhou um novo episódio. Nesta terça-feira (19), o governo da Índia pressionou o mensageiro para reverter a atualização dos termos, que tiveram o prazo de adesão adiado.

WhatsApp (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

WhatsApp (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

A solicitação partiu de uma carta enviada ao CEO do mensageiro, Will Cathcart, pelo Ministério de Eletrônicos e Tecnologia da Informação do país. O governo afirma que as regras atualizadas levantam “sérias preocupações em relação às implicações para a escolha e autonomia dos cidadãos indianos” e pede o recuo da nova política.

O governo indiano ainda lembra que o país asiático é um mercado onde boa parte dos usuários do aplicativo de mensagens do mundo todo se encontram e enviou um questionário sobre dados e privacidade. “Quaisquer alterações unilaterais nos termos de serviço e privacidade do WhatsApp não seriam justas e aceitáveis”, afirmaram.

Na semana passada, autoridades da Índia chegaram a questionar o mensageiro devido à atualização da política. A petição foi registrada no último dia 14 na Corte Superior de Deli. No Brasil, a Senacon e o Procon-SP também solicitaram explicações.

WhatsApp anuncia em jornais contra fuga de usuários

A pressão do governo indiano ocorre após mudanças na política de privacidade do WhatsApp, o que refletiu em uma fuga de usuários a alternativas como o Signal e Telegram. Mas, para evitar a debandada, os responsáveis pelo aplicativo de mensagens recorreram até mesmo a anúncio de jornais.

É o caso da Índia. Na semana passada, a empresa veiculou, em dez jornais impressos, um anúncio com o título “o WhatsApp respeita e protege a sua privacidade” (em tradução livre). A equipe do app ainda publicou stories e um FAQ (perguntas e respostas a fim de explicar e conter a saída dos usuários.

“O WhatsApp não pode ler ou ouvir suas conversas pessoais pois elas são criptografadas de ponta a ponta”, afirma um dos stories compartilhados pela companhia. Ao todo, a sequência possui quatro imagens, sendo a primeira com os dizeres “estamos comprometidos com a sua privacidade”.

Após as críticas, o WhatsApp decidiu adiar a nova política de privacidade para 15 de maio de 2021. Antes, o prazo era até 8 de fevereiro de 2021.

Com informações: Bloomberg Quint e The Next Web

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