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Intel Alder Lake-S aparece com 16 núcleos e clock de até 4 GHz

Registros de um processador Intel Alder Lake-S com 16 núcleos e 32 threads foram encontrados no SiSoftware Sandra

Emerson Alecrim Por

Com o avanço da AMD no mercado e a perda da Apple como cliente, a Intel aposta nos processadores Alder Lake para reagir. Os detalhes sobre esses chips ainda são vagos, mas, aos poucos, informações vão surgindo, ainda que extraoficialmente. A mais recente é um registro no SiSoftware Sandra que indica a existência de um Alder Lake-S com 16 núcleos e 32 threads.

Processador Rocket Lake-S (imagem: divulgação/Intel)

Processador Rocket Lake-S (imagem: divulgação/Intel)

Os chips Alder Lake farão parte da próxima geração de chips Core e chamam atenção pela promessa de uma abordagem híbrida que lembra a tecnologia big.LITTLE presente em processadores com arquitetura ARM.

Basicamente, os modelos Alder Lake combinarão núcleos de alto desempenho com núcleos mais econômicos, por assim dizer, mas que podem lidar com tarefas simples com desenvoltura. Essa abordagem deve ajudar, sobretudo, a diminuir o consumo de energia pelo computador.

A Intel ainda não liberou informações detalhadas sobre a nova geração, mas, nesta semana, um usuário no Twitter identificado como @momomo_us descobriu na base de dados do SiSoftware Sandra (ferramenta para diagnóstico e benchmark) registros sobre um processador Alder Lake-S (voltado a desktops).

Os registros apontam que o chip tem 16 núcleos, 32 threads, frequência base de 1,8 GHz e máxima de 4 GHz, cache L2 de 12,5 MB e cache L3 de 30 MB. O clock está 400 MHz acima do que foi registrado em um vazamento que ocorreu em outubro de 2020 — com exceção do clock, os chips de ambas as situações parecem ter a mesma configuração.

Não ficou claro se os dois vazamentos dizem respeito ao mesmo processador ou a modelos diferentes da mesma família, mas é comum que, na fase de desenvolvimento, um único chip seja avaliado com variados níveis de frequência, o que também explicaria um clock base relativamente baixo (1,8 GHz, relembrando) em um processador tão avançado.

Registros do Alder Lake-S no SiSoftware Sandra (imagem: site/SiSoftware)

Registros do Alder Lake-S no SiSoftware Sandra (imagem: site/SiSoftware)

O Tom’s Hardware observa que, apesar de o chip do vazamento atual ter mais clock, a unidade do primeiro vazamento registrou desempenho 21% maior no teste de multimídia do SiSoftware Sandra. Mas é preciso levarmos em conta que, provavelmente, a ferramenta ainda não está otimizada para avaliar a família Alder Lake.

Toda ferramenta de benchmark precisará de ajustes, principalmente por conta da tal abordagem híbrida. O Alder Lake-S em questão tem oito núcleos Golden Cove (potentes) e oito núcleos Gracemont (econômicos). A forma como eles são acionados pode influenciar nos resultados dos testes.

Vale destacar também que os registros mais recentes apontam que os processadores Alder Lake-S serão compatíveis com memórias DDR5. Provavelmente, os novos chips também serão baseados em um novo soquete (LGA 1700) e terão suporte ao PCI Express 5.0.

As primeiras unidades Alder Lake deverão ser apresentadas pela Intel no segundo semestre de 2021.

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Hélio Márcio Filho (@heliommsfilho)

Desde que a Apple lançou o M1 tem ficado difícil não comparar tudo com ele. Estava de olho em outros ultrabooks topo de linha com Windows para comprar em breve e não pude deixar de notar como tudo parece caro e desvantajoso agora comparado com o Macbook Air M1. Exemplos:

Macbook Air M1 (RAM 8GB e SSD 256GB): 1 159,00 €.

Lenovo Carbon X1 8th Gen (Intel Core i5-10210U, RAM 8GB e SSD 256GB): 1 401,47 € Surface Laptop 3 (Intel Core i5, RAM 8GB e SSD 256GB): 1 274,00 €

Analisando o custo-benefício (no meu caso dou prioridade a desempenho e bateria) todas as opções com Windows parecem piores. E talvez sejam. Os Core i7 têm apanhado do M1. Então não tenho dúvidas que esses Core i5 perderiam feio. E nem vou falar bateria.

No meu caso está sendo difícil comprar um novo computador com Windows/Intel/AMD enquanto essa situação dos processadores não mudarem. O que é uma pena, pois o Windows 10 vem se tornando um sistema melhor.

Com esses preços (de Portugal) fico até surpreso em dizer que para uma pessoa como eu que procura um novo ultrabook para produtividade pode estar fazendo um mau negócio em não comprar um Macbook Air M1.