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Arquiteto dos chips Core volta à Intel após anúncio de novo CEO

Arquiteto dos primeiros chips Core, Glenn Hinton deixou aposentadoria e decidiu voltar à Intel após anúncio de novo CEO

Emerson AlecrimPor

Pat Gelsinger ainda não assumiu como CEO da Intel, mas a sua iminente chegada à liderança da companhia já surte efeito. Nesta semana, por exemplo, Glenn Hinton anunciou o seu retorno à Intel. Ele foi um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento dos processadores Nehalem, que correspondem à primeira geração de chips Core.

Chip Core i7 (imagem: divulgação/Intel)

Chip Core i7 (imagem: divulgação/Intel)

Em meados da década de 2000, a Intel viu a necessidade de colocar no mercado uma gama de processadores capaz de superar as limitações da família Pentium, sobretudo nos chips Pentium D, que vinham sendo criticados por sua baixa eficiência.

A situação começou a melhorar com a chegada dos processadores Nehalem que, apesar de serem baseados na já utilizada tecnologia de fabricação de 45 nanômetros, trouxe novidades estruturais significativas.

Nascia então a primeira geração de chips Core. O projeto deu tão certo que, como você sabe, a linha é atualizada até hoje, embora, de lá para cá, tenha passado por várias mudanças de arquitetura.

Glenn Hinton é considerado o principal nome por trás dessa “revolução” dentro da Intel. Ele ingressou na companhia em 1983 e só saiu de lá em 2017 em razão de sua aposentadoria.

Nesses quase 35 anos de casa, Hinton participou de numerosos projetos importantes, incluindo o desenvolvimento dos chips Pentium (como os icônicos Pentium Pro e Pentium II). Ele também conduziu o projeto de arquitetura do Intel i960, chip com tecnologia RISC relativamente popular na década de 1990.

No decorrer de sua carreira, Glenn Hinton acumulou mais de 90 patentes e designs ligados a CPUs. Nos últimos anos de Intel, ele trabalhou em projetos de chipsets e de chips de memória.

Volta de Pat Gelsinger pesou na decisão

Com um currículo tão extenso, a aposentadoria foi mais do que merecida. Porém, nesta semana, Hinton surpreendeu ao anunciar em seu perfil no LinkedIn que está voltando para a Intel. Na mensagem, ele deixa claro que a sua decisão tem como base o retorno de Pat Gelsinger à companhia, agora como CEO.

Mensagem de Glenn Hinton no LinkedIn (captura: AnandTech)

Mensagem de Glenn Hinton no LinkedIn (captura: AnandTech)

Glenn pensava sobre o seu retorno desde novembro de 2020. Fo a definição de Gelsinger como CEO que o fez, finalmente, decidir por sua volta à Intel.

Pat Gelsinger vinha ocupando o cargo de CEO da VMware nos últimos meses, mas, antes disso, trabalhou por 30 anos na Intel. Entre as suas realizações está o projeto do processador Intel 80486.

Por Gelsinger ter um perfil técnico bastante avançado, não causa surpresa que Hinton tenha ficado à vontade para também retornar à Intel. Há um burburinho de que outros nomes importantes também podem voltar à companhia motivados pela futura gestão de Gelsinger.

Hinton se limitou a dizer que irá trabalhar em um “empolgante projeto de CPU de alto desempenho”. Ninguém de fora sabe qual. O que todo mundo sabe é que, com a AMD avançando a passos largos no mercado e a Apple provando que a arquitetura ARM não combina só com celulares, a Intel precisa mesmo reagir.

Com informações: AnandTech.

Comentários da Comunidade

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João M. (@RonDamon)

Agora vai.

Gabriel Arruda (@gdarruda)

A Intel está fazendo igual time brasileiro em crise, trazendo técnico medalhão que fez sucesso no passado.

Anedota: lembro que estava montando computador – acho que em 2006 ou 2007 – Pentium D com 3.4Ghz rodava pior que um Core 2 Duo em 1.8Ghz.

Everton Favretto (@evefavretto)

Pentium D era horrível demais…a menos que seu objetivo fosse aquecer o ambiente.

Felipe Insfran (@felipous)

Festival Promessas

Rafael Machado de Souza (@rafael.mds)

Ainda tenho um aqui… com 2GB de DDR2.
não sei o que fazer com ele. Estava pensando em doar, mas tenho receio que a criança saia frustrada. hahaha.