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Uso de criptomoedas em crimes cai para US$ 10 bilhões

Chainalysis aponta redução no volume transacionado em criptomoedas por entidades criminosas em 2020

Bruno Ignacio Por

Criminosos utilizaram menos criptomoedas em 2020 comparado ao ano anterior. Cerca de US$ 10 bilhões provenientes de atividades ilícitas foram transacionados através de moedas digitais, enquanto em 2019 esse volume foi de US$ 21,4 bilhões. Os dados são de um novo relatório da Chainalysis, empresa de análise de dados em blockchain.

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Hacker de criptomoedas (imagem: BeatingBetting/Flickr)

Hacker de criptomoedas (imagem: BeatingBetting/Flickr)

De acordo com o documento, apenas 0,34% de todo o volume de transações em criptomoedas vieram de atividades criminosas no ano passado. O novo percentual representa uma grande redução em comparação a 2,1% em 2019. “Crimes relacionados a criptoativos estão caindo e ainda são uma pequena parte da economia geral do mercado de moedas digitais”, afirma o relatório.

Volume movimentado em criptomoedas por entidades criminosas (imagem: Reprodução/Chainalysis)

Volume movimentado em criptomoedas por entidades criminosas (imagem: Reprodução/Chainalysis)

Ransomware apresenta crescimento de atividade

Em entrevista à CNBC, Kim Grauer, chefe de pesquisa da Chainalysis, detalhou um pouco mais as descobertas da empresa. “Vimos uma diminuição significativa na participação de atividades associadas a entidades ilícitas”, concluiu. Contudo, mesmo diante de uma redução geral, uma categoria específica de crimes envolvendo criptomoedas disparou em 2020. “Ransomware foi de longe a maior em termos de crescimento de atividade e o que estamos vendo agora é um recorde histórico”, afirmou Grauer.

Trata-se de um software malicioso que infecta computadores e toma o sistema como uma espécie de refém virtual. O vírus então exibe mensagens diversas exigindo pagamentos para que a vítima retome o controle de sua máquina. As transações envolvendo o golpe geralmente ocorrem através de bitcoin (BTC) e outras criptomoedas.

A instalação do malware ocorre mais frequentemente através de links infectados que podem ser disseminados através de e-mails falsos e janelas pop-up em sites diversos. Segundo o chefe de pesquisa da Chainalysis, a pandemia foi um catalisador para que esse tipo de crime disparasse. Com a vasta adoção do sistema de trabalho home office, as pessoas começaram a utilizar computadores pessoais com mais frequência e por mais tempo.

A categoria não gerou o maior volume de transações apontado pelo relatório, apenas 7% de todos os fundos recebidos por criminosos em criptomoedas vieram de ransomware. Porém, a atividade apresentou um aumento de 311% de um ano para o outro, tornando-se o tipo de crime que mais cresceu ao longo de 2020.

Esquemas movimentaram mais criptomoedas

Volume recebido por entidades criminosas por tipo de crime (imagem: Reprodução/Chainalysis)

Volume recebido em criptomoedas por entidades criminosas por tipo de crime (imagem: Reprodução/Chainalysis)

Quanto a fundos recebidos por entidades criminosas em criptomoedas, esquemas online lideram nas estatísticas. A Chainalysis explica que é importante analisar volumes adquiridos por contas vinculadas a atividades ilícitas para identificar efetivamente a arrecadação. Em contrapartida, moedas digitais enviadas por esses endereços geralmente apontam para a lavagem de dinheiro.

Assim como em 2019, os esquemas foram a maior fonte de renda em criptomoedas utilizada por criminosos, representando 54% de todo volume movimentado sob o valor bruto de US$ 2,6 bilhões. A Chainalysis destaca que por mais que o montante pareça impressionante, o ano anterior se destacou por grandes golpes como do PlusToken, que arrecadou mais de US$ 2 bilhões e vitimou milhões de pessoas em todo o mundo.

Com informações: CNBC

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