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YouTuber tenta gravar vídeo de pegadinha e é morto a tiros

Polícia diz que Timothy Wilks e um amigo estavam gravando vídeo de pegadinha para o YouTube ameaçando pessoas com facas

Felipe Ventura Por

Timothy Wilks, de 20 anos, foi baleado e faleceu na noite da última sexta-feira (5) no que parecia uma tentativa de pegadinha para o YouTube: ele e um amigo abordaram um grupo de pessoas com facas de açougueiro, e outro rapaz sacou uma arma alegando legítima defesa.

YouTube (Imagem: Szabo Viktor/Unsplash)

YouTube (Imagem: Szabo Viktor/Unsplash)

“Detetives foram informados de que Wilks e um amigo estavam participando de uma ‘pegadinha’ como parte de um vídeo do YouTube”, diz o comunicado da polícia de Nashville (EUA). O nome do amigo não foi revelado, e não foi possível identificar o canal em questão no YouTube.

David Starnes Jr., de 23 anos, admitiu aos policiais ter baleado Wilks após ser abordado com as facas. Ele disse que atirou no rapaz por legítima defesa e que não sabia da pegadinha. A divisão de homicídios está investigando o caso, mas não fez uma acusação formal até o momento.

O incidente ocorreu no estacionamento de um parque de diversões, o Urban Air Trampoline and Adventure Park localizado na cidade de Hermitage. “Este é um local que atrai muitas crianças”, relata uma cliente ao WKRN, canal local de TV. “Quando estávamos lá, havia um monte de crianças pequenas.”

YouTube proíbe pegadinhas perigosas

Em sua política de conteúdo perigoso ou nocivo, o YouTube proíbe “conteúdo que mostra pegadinhas em que as vítimas acreditam estar sujeitas a danos físicos graves e iminentes ou que geram estresse emocional grave em menores”.

Isso começou a valer no início de 2019: na época, estava bombando o desafio de Bird Box, em que as pessoas tentavam andar pela rua e até mesmo dirigir com os olhos vendados – um motorista causou um acidente por causa disso, sem deixar feridos.

A regra também vale para pegadinhas que levam pessoas a pensarem que estão em perigo – a ameaça com facas provavelmente iria entrar nessa categoria. No entanto, buscas por “knife prank” (pegadinha com faca), “robbery prank” (roubo) e “home invasion prank” (invasão de domicílio) ainda retornam diversos resultados.

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Goku SSGSS (@renatodantas)

Enfim… mais uma “brincadeira saudável” e o perigo da busca excessiva por “likes” nas redes sociais fazendo vítimas.

Guilherme Machado (@meioprato)

A seleção “natural” se encarregando dos idiotas caça-likes…

· (@Francisco)

Menos um idiota no mundo

Diego M. Viegas (@Diego_Viegas)

Já vi também Youtuber brasileiro fazendo pegadinhas de assaltar pessoas nas ruas. Tem que ser muito demente para achar que todo mundo vai levar algo assim na brincadeira.

Eu (@Keaton)

ele e um amigo abordaram um grupo de pessoas com facas de açougueiro,

/r/WhatCouldGoWrong

Bicho burro é uma desgraça… sério, agora vai complicar a vida de quem achou que era de verdade e se defendeu…

@Diego1

Ameaçar pessoas no sul dos EUA? Que otário.

brad (@brad)

Uma ideia infeliz com um fim trágico.
Mas é assustador ver um bando de marmanjo achando “legal” e “bem feito” como se nunca foram jovens e nunca agiram com um mínimo de inconsequência na vida.

Ainda bem que é um grupo pequeno e se um dia acontecer com algum filho(a) ou qualquer pessoa que tenha o mínimo apreço vai repensar essa vida vazia e sem empatia.
E aposto que boa parte é cristão.

Eu (@Keaton)

Boa parte é, não todas. Mas pra que tu quer ver essa m? De qualquer jeito, parece ter o video no YouTube se tu souber o que procurar.

Quando se é inconsequente, sofre-se as consequencias. E a consequencia de querer like à custo de brincadeira irresponsável (se é que dá para chamar abordar pessoas desconhecidas com faca de açougueiro na rua de brincadeira), foi essa.

O que ele esperaria que acontecesse quando ele abordasse pessoas na rua com um facão de açougueiro? Todos dariam as mãos e sairiam dançando? Parece a mesma idéia infeliz que um capitão do exercito (não lembro a patente exata) teve de testar seus subordinados simulando um assalto… o resultado foi exatamente o mesmo.

Me responda com sinceridade essas duas perguntas:

Tu faria uma brincadeira super inteligente como essa descrita logo no primeiro paragrafo? Aprova fazer isso?

Se tu se visse na mesma situação de quem atirou, esperaria para confirmar que era pegadinha mesmo com o alto risco de não ser?

Sério, não sei se dá para sentir pena de alguém que faz uma coisa dessas. Empatia serve pra ambos os lados, você pode se colocar do lado da familia do infeliz que morreu… mas agora tenta se colocar no lado de quem achou que certamente morreria naquele momento. Sério, não é uma experiência nada agradável.

O pior que matar alguém deve detonar o psicológico da pessoa que o fez. Deve ser ainda pior depois que a pessoa descobre que ele acabou matando alguém por causa de uma brincadeira infeliz desse tipo… vai ser PTSD pro resto da vida.