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Editor da Wired inglesa diz não ao Facebook

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9 anos atrás

A Wired, considerada por muitos como a bíblia da tecnologia, é uma revista que de vez em quando se propõe a tentar acertar o futuro — nem sempre consegue, mas futurologia é assim mesmo. Recentemente, no entanto, o editor da edição britânica da publicação decidiu abordar o presente. David Rowan tomou coragem para escrever um artigo no qual diz “não” ao Facebook.

Por sinal, não somente ao Facebook, mas praticamente a todas as redes sociais e ferramentas nesse estilo.

Abaixo você confere os seis motivos enumerados por Rowan para fugir das redes sociais. O artigo completo, em inglês, pode ser lido aqui.

  1. “As empresas privadas não são motivadas pelos melhores interesses”. De acordo com Rowan, empresas como Facebook e Google estão interessadas no lucro. Não é por acaso que tornou-se cada vez mais comum discutir a privacidade nas redes sociais, assunto que ainda carece de qualquer regulação governamental.
  2. “Elas tornam difícil reinventar a si mesmo”. Uma vez que tudo fica registrado, será cada vez mais difícil tentar mudar de vida. E como todos cometem erros enquanto são jovens, é provável que esses erros estejam para sempre disponíveis a qualquer um.
  3. “Informações que você fornece para um determinado propósito serão invariavelmente usadas para outro…”. Com informações cada vez mais disponíveis, o cruzamento de dados permitirá que empresas tomem decisões que antes não seriam possíveis. Isso pode ser usado tanto para o bem como para o mal, claro.
  4. “…e há uma grande chance que [essas informações] sejam usadas contra você”. Segundo Rowan, um oponente político ou um concorrente no trabalho poderão expor informações suas fora de contexto, apenas para ganhar vantagem.
  5. “As pessoas bagunçam as coisas e dão mais do que percebem”. Ao atualizar o Facebook, muitas pessoas não sabem que esses posts serão publicados na rede e acessíveis a qualquer um.
  6. “Por que nós deveríamos deixar empresas privatizarem nosso discurso social”. Para o jornalista, a política de privacidade do Facebook dá à rede social o direito de fazer o que quiser com as informações que os usuários lá publicam.

David Rowan termina seu artigo dizendo “Pode me chamar de careta. Mas essa é uma característica que eu quero compartilhar com meus amigos. Pessoalmente”.

Facebook tomou!