Início » Computador » No desespero, Intel lança anúncios criticando Apple M1

No desespero, Intel lança anúncios criticando Apple M1

Intel tem veiculado campanhas nas redes sociais contra Macs com chip M1, mas argumentos são pouco convincentes

Emerson Alecrim Por

Com a chegada do chip M1 (Apple Silicon) aos Macs, a Intel perdeu a Apple como cliente. É um baque e tanto, mesmo assim, ninguém esperava se deparar com o, digamos, desespero da companhia diante da nova realidade: a Intel tem promovido anúncios nas redes sociais que tentam, de vários modos, destacar as “deficiências” do M1.

MacBook Pro (2020) com Apple M1 (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

MacBook Pro (2020) com Apple M1 (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

O problema é que apontar limitações no M1 não é tarefa fácil. De modo geral, o chip tem sido bastante elogiado pelos usuários por aliar alto desempenho com eficiência energética.

Recentemente, a empresa divulgou uma série de benchmarks mostrando que os processadores Core i7 de 11ª geração são mais rápidos que o chip da Apple, mas os testes foram baseados em uma metodologia questionável, logo, não convenceram.

Talvez seja por isso que, nos anúncios divulgados em redes sociais, a Intel tenta enfatizar limitações funcionais nos Macs com chip M1. Em um deles, veiculado no Twitter, a companhia insinua que o usuário deveria comprar um PC porque o Mac não é compatível com games como Rocket League (o suporte ao jogo no macOS chegou a existir, mas foi descontinuado no início de 2020).

Em outro, veiculado no início de fevereiro, a Intel argumenta que apenas um PC pode oferecer um modo tablet, isto é, suportar telas sensíveis a toques e canetas (stylus), coisa que os Macbooks não oferecem.

Ambos os anúncios levam a um vídeo publicado no final de janeiro no YouTube que, em resumo, tenta mostrar que laptops com processadores Intel possuem recursos mais interessantes que os Macs com chip M1.

Anúncio da Intel contra o Apple M1 (imagem: reprodução/Twitter)

Anúncio da Intel contra o Apple M1 (imagem: reprodução/Twitter)

Porém, os anúncios e o vídeo têm argumentos fracos. O anúncio que indica que laptops Intel suportam um “modo tablet” diz a verdade, mas não conta que esse recurso beneficia um número muito limitado de usuários, só para dar um exemplo.

Por conta disso, essa campanha acaba tendo o efeito de manchar a imagem da Intel. O clima é de “vergonha alheia”. Como alguns usuários comentaram nos anúncios, o ideal seria a companhia se preocupar com o avanço da AMD no mercado, afinal, a parceria com a Apple já está perdida.

Com informações: MacRumors.

Comentários da Comunidade

Participe da discussão
24 usuários participando

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação

🤷‍♀️ (@xavier)

A Intel está atirando pra todos os lados e ainda assim não consegue acertar nada. Chega a dar dó. Logo mais veremos uma empresa falir (se nada de concreto for feito, óbvio).

Gustavo Guerra (@GustavoGuerra)

Acho que o dinheiro que a Apple gastava na Intel está começando a fazer falta pra dona dos chips Core.

Apelar pra comerciais que exaltam “falhas” do M1 que nenhum usuário Mac se importa é uma tática ridícula e que não agrega em nada a imagem da marca.

O futuro é ARM, é uma arquitetura que já está num nível de miniaturização muito bom, trabalha com núcleos variados, não esquenta, tem performance energética, e como a Apple provou com o M1, não é só para mobile.

Se a AMD e Intel quiserem sobreviver, será preciso correr, porque elas já estão atrasadas, sendo esta última a mais prejudica por estar atolada a anos numa dificuldade de melhorar e inovar seus chips.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

A intel só se enfia ainda mais no buraco tentando provar que os melhores processadores dela, são superiores ao mais básico da Apple para Macs.

Imagino que eles devam ter rido da cara dos executivos da Apple quando anunciaram que não iriam mais usar intel nos próximos lançamentos.

Certamente não acreditavam que seriam superados, mas foram, e por um SoC de entrada de uma empresa de “lifestyle”.

João Almeida (@Joao_Almeida)

Calma Intel, o vídeo ainda tá renderizando!!!

Sérgio (@trovalds)

Já falei: menos executivos e mais engenheiros.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Acho que ele estava se referindo a coisas como RAM e memória.

E mesmo assim nem tem muito sentido, esses Macs são de entrada, óbvio que eles não vão ter 64 GB de RAM e 8TB de armazenamento.

Vinicius Schulz (@vinnamaral)

Onde eu trabalho (banco) está acontecendo isso, principalmente com quem precisa de algo mais parrudo. A engenharia de software já migrou todos notebooks de Windows com Intel para Macbooks nos últimos 2 anos. Outras áreas também estão fazendo o mesmo. Além de melhor desempenho, existe a questão da baixa desvalorização do equipamento quando a empresa coloca as máquinas pra revenda. No meu círculo de amizade, vejo que outras empresas estão no mesmo caminho. Não é questão de idiotice, é questão de análise do quanto benefício a máquina vai trazer pra equipe e também o quanto a empresa pode pegar de volta numa revenda.

A intel fez a campanha nas redes sociais.

Não foi o foco dos ataques da Intel, que a propósito não tem nada a ver com a matéria. O que a intel fez foi ataques sem fundamentos e desesperados, já que vem perdendo mercado tanto pra AMD quanto pra Apple.

Empresa boa essa ein, sem restrição de orçamentos primeira vez que vejo…
Ainda assim, se é sem restrição, porque não investir em um notebook mais premium e melhor que o LG? XPS, por exemplo…o dobro de bateria do LG e mais leve.

Não existe “arquivo no formato intel”, o que existe é arquivo compatível só com o Windows. E você pode usar um processador ADM sem problemas para essas máquinas.

Gustavo Guerra (@GustavoGuerra)

Se não leu até o final, lá está a fonte original do texto, devidamente citada. E não é uma revista, mas sim um blog focado em Apple.

Existem fanáticos de PC gamer, AMD, Intel, Windows, Linux, Xiaomi, Samsung, PlayStation, Xbox, etc também.

E não é porque você é um consumidor da empresa que não pode reclamar do produto.

Algo que a grande maioria faz na verdade, como as clássicas reclamações da falta de portas e da webcam de qualidade baixa, por exemplo.

O que isso tem haver com o fato da Intel atacar o M1 usando como exemplos games e apps otimizados para seus chips, numa clara comparação injusta?

Sim, mas considere que para o app estar rodando no seu iOS ou Android ele foi otimizado para ARM, ou seja, mesma arquitetura do M1.

Eu mesmo no ramo de tecnologia na minha empresa só tenho computadores Apple rodando macOS.

A Intel é líder de servidores à muitos anos, e de fato isso não deve mudar tão cedo, já que AMD não tem foco neste mercado, pois assim como a Apple o nicho dela é profissionais e usuários finais.

Primeiramente, acabei de descobrir que a LG fazia computadores, acho que nunca vi um review de notebook da marca.

Segundo, um Macbook Pro i7 de 2015 aguenta 9h de uso, o M1 de 2020 além ser bem mais superior que o seu, chega a bater de frente com um i9, topo de linha da familia x86, e aguenta 17h fora da tomada.

Se você tirar os impostos de importação, o computador da Apple sai mais barato que o seu. Mas só pelo fato do chip ser superior, já compensa pagar pelo extra da Apple.

Depende da sua empresa. Existe hoje diversos apps que funcionam 100% na nuvem, justamente para serem compatíveis com qualquer SO e dispositivo.

Além disso, o ecossistema Apple tem bem mais suporte no mundo corporativo que o Linux, por exemplo, que neste setor se encontra limitado principalmente a parte de servidores/infraestrutura.

A extensão do arquivo não tem nada haver com a otimização para Intel ou ARM. Cada programa tem seu formato, cabe ao app ser compatível ou não com SO e maquina em que roda.

Por que não? Se existem vantagens para alguns migrarem de Windows para Linux, porque não macOS?

O sistema de Apple além de mais estável que o da Microsoft, tem menos riscos de segurança por ser bem mais fechado, e sabe gerenciar melhor a memória, fora o fato de travamentos serem bem raros.

É perfeito para o mundo corporativo que exige dispositivos competentes e de alta disponibilidade.

Um Mac consegue fazer qualquer coisa que um PC faz dependendo do uso que você da pra ele.

Compatível? Justamente pelo fato dos PCs serem montados com peças de todas as fabricantes conhecidas e desconhecidas, somado a diversidade de SOs e apps para eles, essa é a plataforma mais caótica em termos de compatibilidade.

No Mac tudo é da Apple, tudo foi pensado para funcionar daquele jeito, e tudo funciona igual. A compatibilidade é plena porque você não tem escolha, tu compra aquilo e vai ficar do mesmo jeito até quebrar.

Você tem noção de como funciona o sistema bancário do Brasil? Existe caixa eletrônico com Windows XP de 2001 em plena operação.

Bancos são extremamente conservadores, eles não podem sair trocando ao bel prazer todas suas maquinas por Apple mesmo que fosse o melhor computador do mundo.

Mas vamos mudar de direção. Pergunte dentro de um fintech se a maioria dos devs prefere PC ou Mac, garanto que uma parcela considerável vai votar nos produtos da Apple.

O nicho principal da Apple são profissionais, designers, programadores, editores de fotos/vídeo/audio, etc.

O público também tem espaço, mas não é para eles que a Apple desenha seus Macs e coloca à venda.

Se o seu gerente de TI vai tentar lhe dar um conselho que pode poupar recursos, maximizar seus resultados, garantir mais segurança na sua operação e você demite ele porque acha uma idéia idiota, se eu fosse a pessoa pedia demissão, porque sinceramente não conseguiria me sentir motivado a trabalhar com alguém assim.

Filipe Espósito (@filipeesposito)

Sobre essa questão da GPU, alguns desenvolvedores já pontuaram que a arquitetura da GPU do M1 é praticamente uma cópia da utilizada no A14 do iPad, incluindo drivers e afins — e isso significa também que o M1 não tem implementações pra GPUs externas, acesso aos controles de monitor externo, suporte para dois monitores via USB-C/Thunderbolt e outras coisas relacionadas.

Pelo que andei acompanhando entre a comunidade dev, muitos não esperam que isso seja resolvido por software. Mais provável de ser uma limitação definitiva de hardware que vão resolver com um novo chip ainda mais pensado para o Mac.