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Disney+ atinge 95 milhões de clientes e chega mais perto da Netflix

Disney+ revisa metas e espera ter até 260 milhões de usuários de streaming até 2024; receita por usuário caiu com planos baratos

Lucas BragaPor

A Walt Disney Company divulgou seus resultados financeiros de 2020, e a empresa comemora que o Disney+ atingiu a marca de 94,9 milhões de assinantes. Com esse número, o grupo está mais próximo de alcançar a Netflix, o maior serviço de streaming do mundo. A empresa também se prepara para lançar o Star+, que terá conteúdos não-infantis como Simpsons e outras produções da Fox.

Disney+ pode ser acessado na Apple TV (Imagem: Marques Kaspbrak/Unsplash)

Disney+ conquistou 94,9 milhões de usuários em 14 meses (Imagem: Marques Kaspbrak/Unsplash)

A Disney não ultrapassou a Netflix e ainda mantém uma distância considerável: a concorrente encerrou o ano passado com 203,67 milhões de usuários de streaming. Ainda assim, a comparação é inevitável porque o Disney+ conquistou 94,9 milhões de assinantes em apenas 14 meses de existência.

Considerando os usuários do Hulu e ESPN+, o conglomerado atingiu a marca de 146 milhões de assinantes de streaming, o que deixa ainda mais próximo da Netflix.

A Disney esperava atingir a marca de 90 milhões de assinantes no Disney+ apenas em 2023. Com a meta alcançada antes da hora, a empresa revisou o planejamento e espera ter cerca de 260 milhões de usuários até 2024.

Disney+ tem perda na receita por usuário

Apesar de ter mais usuários, o gasto médio mensal por assinante caiu 27,3%. Isso faz sentido, uma vez que a Disney se mostrou agressiva nos novos mercados.

No Brasil a empresa dá meses de assinatura grátis ou desconto para quem aderir ao Disney+ com parceiros como Globo, Mercado Livre, Vivo e Bradesco. O preço mensal é de R$ 27,90, mais barato que o plano padrão da Netflix.

Outro mercado que contribuiu para a queda da receita por usuário é a Índia, onde o Disney+ possui um plano gratuito e opção premium por menos de R$ 120 ao ano.

Nos Estados Unidos, o Disney+ custa US$ 6,99 por mês. No entanto, a assinatura mensal irá subir para US$ 7,99 a partir de 26 de março de 2021; o aumento de US$ 1 também irá atingir o Hulu e ESPN+.

Com informações: Engadget

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Eita (@mandatario)

Quem será o assinante médio da Disney+?
Pra mim lá não tem nada que me agrade.

imhotep (@imhotep)

Alguma coisa interessante, além das séries da Marvel?
Achei o catálogo bem mé ainda.

Jedielson (@Jedielson)

Pais com crianças/adolescentes, marmanjos com síndrome de Peter Pan e saudosistas que gostam das velharias do Rato.

Jedielson (@Jedielson)

Mandaloriano, Os Eleitos, tem muita série/documentário legal do NatGeo, Pixar pra quem curte tem bastante coisa também… mas vejo que o grande apelo do D+ é pegar a galera pela nostalgia, porém falta muita coisa ainda na plataforma.

imhotep (@imhotep)

Vejo dessa forma também. Não tenha dúvidas da qualidade das obras da Disney, mas realmente é pra um público muito jovem ou que, mesmo velho, ainda gosta desse tipo de obra.

Particularmente, não me chamou a atenção.

Emanuel Schott (@Emanuel_Schott)

Pra quem é fã da Marvel e de Star Wars não tem muito o que fazer além de assinar. As séries, principalmente da Marvel, tem ligação direta com os filmes.

A Disney tá com uma série atras da outra engatilhada. Após Wandavision, já será lançado Falcão e o Soldado Invernal. Como adoraram a eficiente estratégia de lançar um episódio por semana, obrigam a galera a manter a assinatura.

Mickey Sigrist (@Mickey)

O crescimento daqui pra frente vai depender muito do conteúdo proprietário que a Disney vai lançar, uma vez que a hype do lançamento da plataforma já acabou. O catálogo atual é bem limitado e precisa de um boost considerável (principalmente em conteúdo não infantil) pra manter a base de usuários.

Joseilton Júnior (@Joseilton_Junior)

WandaVision nada mais é que a história do luto de uma mulher egoísta e com superpoderes contada “a la” Once Upon A Time