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Bitcoin cruza os US$ 50 mil e valor de mercado beira US$ 1 trilhão

Bitcoin (BTC) bate recorde de preço e supera os US$ 50 mil; valor de mercado da criptomoeda atinge máximo histórico de US$ 918 bi

Bruno IgnacioPor

O bitcoin (BTC) atingiu nesta terça-feira (16) o preço mais alto de sua história, ultrapassando os US$ 50 mil. Enquanto isso, seu valor de mercado também disparou para quase US$ 1 trilhão. A criptomoeda passou os últimos dias se valorizando lentamente e quebrando recordes. Ela foi movimentada principalmente por investimentos de gigantes do mercado, como a Tesla que recentemente comprou US$ 1,5 bilhão na moeda digital.

Bitcoin bate recorde de US$ 50 mil (Imagem: BitCongress/Flickr)

Bitcoin bate recorde de US$ 50 mil (Imagem: BitCongress/Flickr)

Na manhã de hoje, o bitcoin chegou ao valor histórico de US$ 50.584, conforme aponta o índice CoinDesk. A demanda pela criptomoeda se encontra extremamente alta, principalmente pela procura de investidores institucionais, enquanto sua oferta é cada vez mais escassa. Além disso, grandes players do mercado já demonstraram apoio à criptomoeda, como o Twitter, Mastercard e outros.

Preço do bitcoin nas últimas 24 horas (Imagem: Reprodução/CoinDesk)

Preço do bitcoin nas últimas 24 horas (Imagem: Reprodução/CoinDesk)

O valor de mercado do bitcoin também se aproxima de US$ 1 trilhão, conforme apontam dados do CoinMarketCap. No momento em que a criptomoeda bateu seu recorde de preço, sua capitalização também chegou ao seu máximo histórico de US$ 918 bilhões.

Valor de mercado do bitcoin atinge máximo histórico (Imagem: Reprodução/CoinMarketCap)

Valor de mercado do bitcoin atinge máximo histórico (Imagem: Reprodução/CoinMarketCap)

MicroStrategy anuncia US$ 600 mi para comprar BTC

Diante do aumento de demanda, se especula que a criptomoeda possa chegar aos US$ 100 mil ao longo de 2021. O investimento bilionário da Tesla foi seguido pelo anúncio da Mastercard, que deverá oferecer suporte à moedas digitais em seus pagamentos.

A MicroStrategy, empresa de software empresarial, anunciou hoje que pretende arrecadar US$ 600 milhões em notas conversíveis para a compra de bitcoin, de acordo com comunicado. A companhia já é conhecida por deter mais de 70 mil BTC, o que equivalem a mais de US$ 3,5 bilhões.

“Acho que o bitcoin é uma classe de ativos muito mais estável hoje do que há três anos”, disse Michael Saylor, CEO da MicroStrategy, à CNBC. “O mercado costumava ser dominado por comerciantes de varejo”, completou. Hoje o cenário é de grande disputa empresarial pela compra da criptomoeda. Assim, empresas tendem a manter preços no alto e geram picos de valorização com compras de grandes quantidades do ativo de uma vez.

“A partir de março de 2020, as instituições começarem a chegar no mercado, e acho que em 2021 se viu essa tendência continuar”, acrescentou Saylor. O CEO conclui que por mais que muitos entusiastas vejam o criptoativo como uma futura moeda de troca universal, ele acredita no bitcoin como reserva de valor.

Com informações: CNBC

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Claudio (@claudio)

Pra quem ainda não entende muito de Bitcoin, aqui vai um resumo:

É uma moeda 100% digital, “matematicamente” impossível de fraudar. Todas as transações e os históricos são públicos, consultáveis e auditáveis. Existe um limite máximo de moedas que serão geradas (21.000.000). Já foram geradas mais de 18.6 Milhões dessas 21 Milhões disponíveis. A cada 4 anos, a quantidade de moedas geradas cai pela metade (halving). Existem mais milionários no mundo do que moedas BTC em circulação. Consequentemente, isso gera uma escassez absurda.

Ela costuma ser muito comparada ao ouro, por ser um ativo digital que pode servir como reserva de valor e como medida de segurança contra moedas governamentais problemáticas (um exemplo extremo seria o bolívar, na Venezuela).

Com a crise econômica gerada pela pandemia, as grandes instituições perceberam o valor prático do Bitcoin como possível reserva de valor e aposta contra o Dólar, visto que durante essa pandemia houve a maior impressão de dólares da história monetária mundial.

Dinheiro impresso do “ar” = risco de inflação. Muito dinheiro impresso = risco de hiperinflação.

Como o FED (banco central americano) está jogando um jogo perigoso ao começar uma impressão desenfreada de dólares para tentar recuperar a economia, as grandes instituições financeiras perceberam o perigo e acharam uma boa ideia se posicionar em outros ativos mais “seguros” e “escassos”, que são mais resistentes contra perda de valor (inflação). O BTC está sendo visto como um desses ativos.

Então essa é a diferença dessa alta de preços para os outros anos. Dessa vez, não são “sardinhas” entrando no BTC porque é legal, ou porque tá subindo muito. São as “baleias” donas do jogo, que estão prevendo problemas monetários à frente, e consequentemente estão apertando os cintos e se preparando pro impacto. E como elas fazem isso? Diversificando seu portifólio de ativos, tirando um pouco dos ativos ligados ao dólar (e outras moedas governamentais), e focando em ativos escassos, como ouro, prata, e agora, bitcoin.

// (@Francisco)

Halving todo ano e moeda impossível de fraudar? Cara, você não sabe mesmo como funciona o Bitcoin. O halving ocorre a cada 4 anos e as criptomoedas são suscetíveis ao ataque de 51% em suas redes. Isso é uma forma de fraude, apesar de ser complexa e requerer muito poder computacional.

Claudio (@claudio)

Sobre o Halving, você tá certo, eu confundi o número de blocos (no caso do BTC, o halving acontece a cada 210k blocos ou seja: ~4 anos).

Já sobre o ataque de 51%… sim, é tão possível quanto conseguir a paz mundial. Ou pegar o dinheiro do mundo todo e acabar com a fome. Na teoria olha só, funciona. Mas na prática, com politicagem, opinião pública, custos… não.

Eu tinha criado uma historinha prática aqui do que aconteceria se um governo tentasse aplicar o ataque de 51%, mas é perda de tempo. A historinha toda pode ser resumida em três palavras: não vai rolar.

Simplesmente muito caro, muito custoso politicamente, vão lutar de volta, sai mais barato banir a internet do país ou bombardear os galpões de mineração ao redor do mundo, e começar uma guerra mundial, sei lá.

E a blockchain já consolidada é imune a esse ataque. Ele só afeta transações enquanto ele tá ocorrendo. Ou seja, seriam bilhões de dólares e um governo destruído, pra roubar, sei lá, 1h de haspower da rede do bitcoin e depois ela voltar a funcionar normalmente. Tão eficiente quanto tentar desviar um rio com um palito de dente.

Rodrigo Dias (@rodrigodias)

Daqui a pouco o Bitcoin vai valer mais que o PIB do Brasil.

É, meus amigos