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Google Pixel detecta acidente de carro e ajuda a salvar dono

Nos Estados Unidos, Google Pixel 4 XL aciona equipes de emergência automaticamente após detectar acidente de carro

Bruno Gall De BlasiPor

Um proprietário de um Google Pixel 4 XL foi resgatado de um acidente com ajuda de seu celular. De acordo com o relato publicado no Reddit, o smartphone acionou os serviços de emergências pouco após uma carregadeira deslizar de uma ribanceira nos Estados Unidos. O socorro chegou com o auxílio de uma ferramenta disponível nos telefones do Google que detecta acidentes de carro.

Google Pixel 4 XL (Foto: Daniel Romero/Unsplash)

Google Pixel 4 XL (Foto: Daniel Romero/Unsplash)

Os detalhes sobre o acidente foram compartilhados nesta segunda-feira (22). O usuário upostnospam identificado como Chuck Walker conta que estava na carregadeira quando deslizou de uma ribanceira e caiu de cabeça para baixo em uma ravina. Ele também afirma que não se recorda exatamente de como tudo aconteceu.

“Eu só me lembro de acordar com uma dor horrível, lutando para respirar”, disse. “Gritei por socorro, sabendo que era inútil quando ouvi uma voz vindo do único fone de ouvido que ficou no lugar. Para minha surpresa, era um despachante de emergência!”

Como o Google Pixel 4 XL acionou a emergência?

O resgate se deu devido à ferramenta de detecção de acidentes de carro do Google Pixel, habilitada pelo usuário algumas semanas antes do imprevisto. Ainda que Walker estivesse desacordado e sem acesso ao celular, o próprio smartphone ligou para o número de telefone 911 para que equipes de emergência pudessem socorrê-lo.

“[O despachante de emergência] me disse que a ajuda estava a caminho e que já haviam entrado em contato com minha esposa”, relatou. Depois, não demorou muito e os bombeiros do Distrito de Proteção Contra Incêndios de Southern Platte chegaram para resgatá-lo do incidente.

Ferramenta de detecção de acidentes do Google Pixel (Imagem: Reprodução/9to5Google)

Ferramenta de detecção de acidentes do Google Pixel (Imagem: Reprodução/9to5Google)

Isto é possível graças a uma função que está disponível no Google Pixel 3, 4, 4a, 4a 5G e 5. A fabricante explica que, ao detectar um possível acidente, o telefone irá emitir alertas ao usuário para saber se ele precisa de ajuda. Em seguida, o dono do celular terá de escolher duas alternativas: ligar para serviços de emergência ou cancelar a chamada.

Caso o usuário não responda em 60 segundos, o celular automaticamente tentará acionar o resgate em viva-voz para informar o acidente. A localização aproximada também será compartilhada para que as equipes cheguem ao local da ocorrência.

“A ‘detecção de acidente de carro’ não funciona no modo avião nem quando a ‘Economia de bateria’ está ativada”, informa a página de suporte do Google. “Esse recurso só funciona no país do chip do smartphone e não funciona em roaming”. A função também vem desativada por padrão.

Walker ainda conta que teve fraturas em sete costelas e quatro vértebras torácicas. “O acidente ocorreu nas profundezas da minha propriedade e ninguém esperava que eu retornasse por algumas horas”, relata. “Teria sido uma espera miserável”.

Com informações: 9to5Google, Google e Reddit

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Andre Luiz Silva (@Andre_Luiz_Silva)

Sensacional. Que seja liberado para mais aparelhos!

Orley Tadeu de Lima (@orley_sc)

Fantástica ferramenta!

Sérgio (@trovalds)

Aqui no BR não funcionaria porque os atendentes dos serviços de emergência não tem preparo pra atender ocorrências em que a própria vítima é que aciona o serviço. Aliás já são despreparados quando são terceiros ligando. Imagina atender um robô.

Dia desses mesmo me envolvi (ou fui envolvido) numa colisão com uma motocicleta. O atendente do SAMU me transfere para um paramédico. “A pessoa está sangrando? Está com alguma fratura? Está inconsciente? Aparenta confusão ou tontura?” Como é que eu vou saber isso? Mesmo com o treinamento (precário) de primeiros socorros que eu tenho algumas coisas eu não saberia distinguir. Poderia afirmar que é uma fratura mas é só uma luxação e vice-versa. E se é tontura ou confusão, como assim?

Edilson Junior (@Edilson)

Sem falar que os serviços de emergência não tem integração total e falta a modernização: acho que nem as informações que um iPhone ou Android poderia enviar (localização, ficha médica, etc) são utilizadas.

🤷‍♀️ (@xavier)

Não sei se você só está querendo reclamar, porém esse é o procedimento em qualquer atendimento, inclusive internacional. Qualquer ser humano, mesmo com dificuldade cognitivas leves conseguem responder a essas perguntas.

Está sangrando: é só ver se tem um líquido vermelho escorrendo. fratura: é muito fácil ver um osso saindo pra fora. inconsciente: se a pessoa está se mexendo, olho aberto, falando algo. confusão ou tontura: só é perguntado se a pessoa está consciente.

E essas perguntas são feitas para saber qual o tipo de atendimento deve ser deslocado ao local e qual a urgência.
Agora, se a ideia era omitir socorro, está certo, não vai saber mesmo responder a nada disso.

André (@andre00)

E depois disso aguarda 1 hora pra chegar a ambulância (se tiver disponível).

Sérgio (@trovalds)

Obrigado pela aula. Só que você confundiu as coisas um pouquinho. Quem pediria esse tipo de orientação normalmente é o Resgate do Corpo de Bombeiros Militar. SAMU é pra atender ocorrência médica independente do tipo de trauma.

E eu sei que você não dá a mínima mas vou te contar uma coisa: em uma colisão que tive anos atrás, um cidadão prestou queixa-crime contra mim por omissão de socorro e de quebra me acionou na esfera cível por danos materiais (a motocicleta dele) e danos morais. Só que ele se esqueceu que no dia do acidente ele se recusou veementemente a procurar assistência médica, mesmo sendo orientado pela Polícia Civil, que foi acionada APÓS a Polícia Militar atender a ocorrência e eles orientarem isso. Na hora “tava tudo bem, o cara não queria largar a moto lá, blablablá”. Dias depois começou a ter dores de cabeça fortes e perda de cognição. Procurou o médico, fez exames: trauma no cérebro causado pelo acidente. Claro que como ele não tinha a mínima condição de bancar a encrenca que ele causou pra ele mesmo, resolveu que eu teria que pagar pra ele “pelo trauma sofrido”. Isso sem contar que no laudo pericial da Polícia Civil estava escrito com todas as letras que foi ele quem invadiu a via preferencial em que eu circulava. Claro, levou uma invertida da justiça e ficou na mesma merda de antes. Quer dizer, ficou em uma merda pior ainda porque meu advogado acionou ele judicialmente pelo desgaste que ele me fez passar em sair do meu local de trabalho conduzido pela polícia sob voz de prisão.

Daí te pergunto: se o SAMU se recusa a atender e acontece algo parecido, eu chamo quem pra testemunhar e anexo quais provas de que a pessoa recusou o atendimento por conta e risco? Vai ser “a minha palavra contra a palavra de quem colidiu comigo”. E o negócio vai estourar é na minha cara. “Ah, tira foto com o celular”. Sim, daí o juiz e/ou delegado não admite como prova e… azar o meu.

Isso é de experiência própria? Negar socorro, evadir-se do local e alegar que desconhece como diagnosticar uma pessoa que recém se envolveu em uma colisão? Me conte mais.

🤷‍♀️ (@xavier)

Não sou jurista para dar o parecer, mas parece que o colega esqueceu ou não sabe que todas ligações para serviços de emergência são gravadas, logo, caso a negativa de atendimento ocorra, qualquer bom advogado vai recorrer ao registro telefônico (tanto do aparelho de origem quanto gravação da emergência) como primeira prova.

O caso é que você está confundindo alhos com bugalhos. Qualquer que seja o serviço de emergência negar o socorro é diferente da pessoa que está ligando não saber responder perguntas básicas para auxiliar no quão urgente é o atendimento no local, apenas isso, tanto que minha primeira citação referencia apenas isso.

Sérgio (@trovalds)

Bem falado: bom advogado. Bons advogados custam caro. E esse seria o tipo de situação entre eu ser obrigado a prestar esclarecimentos e sair logo em seguida ou ser detido até que o órgão responsável pelo atendimento de urgência do SAMU responda a ordem judicial solicitando a gravação pra que daí eu consiga me eximir da culpa. Em um cenário perfeito, eu ficaria detido pelo menos umas 24h até que tudo fosse esclarecido. Se não houvesse essa “preguiça” do SAMU em atender as ocorrências, a vítima assinaria um termo de recusa que eu portaria uma cópia e me livraria de situações embaraçosas e desnecessárias. E como o colega citou aí nos comentários, mesmo que fosse uma situação de emergência séria, o SAMU ia demorar mais que o necessário e isso poderia ser a diferença entre a vida e a morte da vítima. Já fui socorrido pelo SAMU tempos atrás. Apenas informei que tinha saído de dentro do meu apartamento que estava se incendiando e não ficaram fazendo pergunta de que “o Sr. está sangrando? Está com alguma fratura?” Apenas vieram. MAS como sempre tudo que é BR uma hora é sucateado.

E não adianta querer se livrar do pré-julgamento em me dizer que eu seria capaz de omitir socorro alegando ignorância. Mas é o tipo de debate que vai se tornar infrutífero porque você sequer foi capaz de se atentar ao contexto do tópico em si e querer justificar um sistema de socorro precário e falho.

Vítor Gomes Neves Oliveira (@vctgomes)

O sistema de emergências do Brasil ainda é pouco intuitivo.

Ele não coleta informação da localização do usuário e nem se quer funciona se o seu celular estiver fora de área. Sabe aquele “Somente chamadas de Emergência”?, pois bem, não vale de nada…