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Bitcoin volta aos US$ 50 mil após banco dos EUA retomar negociações

Nesta semana, o bitcoin (BTC) recuperou sua força e passou dos US$ 52 mil; banco Goldman Sachs voltará a negociar com o ativo

Bruno IgnacioPor

O bitcoin (BTC) retomou sua força após as sucessivas quedas da última semana. Nesta quarta-feira (03), a criptomoeda recuperou o patamar de US$ 50 mil em meio a relatos de que o Goldman Sachs, um dos principais bancos e gestores de investimentos dos Estados Unidos, está voltando a negociar o ativo digital.

Bitcoin retoma os US$ 50 mil (Imagem: Andre Francois/Unsplash)

Bitcoin retoma os US$ 50 mil (Imagem: Andre Francois/Unsplash)

Bitcoin ultrapassa os US$ 52 mil

Após fortes valorizações nos últimos dias, o bitcoin chegou a valer hoje US$ 52.636, conforma aponta o índice CoinDesk, seu preço mais alto desde 22 de fevereiro. Naquele dia, a moeda digital começou a despencar em meio a vendas em massa, correções de mercado e declarações de múltiplas figuras públicas, como Elon Musk, Janet Yellen e Bill Gates, contra o criptoativo.

Porém, nesta última segunda-feira (01), a Reuters publicou informações exclusivas revelando que o banco americano Goldman Sachs está retomando negociações de contratos futuros de bitcoin e investimentos derivados. Para investidores institucionais, essa forma de aplicação em ativos digitais é mais segura e procurada em um momento de muitas incertezas sobre a criptomoeda.

Preço do bitcoin ultrapassou os US$ 52 mil (Imagem: Reprodução/CoinDesk)

Preço do bitcoin ultrapassou os US$ 52 mil (Imagem: Reprodução/CoinDesk)

Criptomoeda havia despencado para US$ 43 mil

Na última semana de fevereiro, o bitcoin sofreu a maior desvalorização semanal em mais de um ano. A criptomoeda chegou ao mínimo de US$ 43.113 no domingo, acumulando uma queda de mais de 33% em comparação ao preço de abertura do dia 21.

Na época, Elon Musk havia afirmado que o preço do ativo estaria alto demais, enquanto a Secretária do Tesouro americano, Jannet Yellen, alertou para o risco que as moedas digitais apresentam por supostamente facilitar atividades ilícitas. Até Bill Gates voltou a falar sobre a criptomoeda, avisando investidores para “tomarem cuidado” para não perderem dinheiro.

Notícia mais importante desde o investimento da Tesla

Naeem Aslam, analista-chefe de mercado da exchange Avatrade, contou ao Yahoo! que a reentrada do Goldman Sachs no mercado de criptoativos seria “a notícia mais significativa desde a Tesla”. No começo de fevereiro, a empresa de carros elétricos de Elon Musk anunciou a compra de US$ 1,5 bilhão em bitcoin.

Desde então outras empresas como a Square, de Jack Dorsey, e a desenvolvedora de software empresarial MicroStrategy também compram milhões no criptoativo. “Estamos vendo o bitcoin voltar a ser impulsionado”, disse Aslam. “Não há dúvida de que o sentimento é forte entre investidores e traders que acreditam firmemente (na criptomoeda).”

Bitcoin é montanha-russa

O maior ativo digital do mercado começou sua onda ascendente em meados de outubro de 2020. Desde então, houve uma valorização de aproximadamente 400% do bitcoin. Mas essa definitivamente não é a regra. A febre das criptomoedas aconteceu desde que grandes empresas começaram a integrar moedas digitais em seus serviços, enquanto outras “whales” do mercado financeiro passaram a investir bilhões nesses ativos como uma forma de reserva de valor e de lucro a longo prazo.

O PayPal passou a aceitar criptomoedas em suas transações e integrou até serviços de compra e venda de bitcoin em 2020. Então vieram a MicroStrategy, Tesla e muitas outras empresas para o setor como importantes investidores institucionais que são os principais catalisadores dos preços de criptoativos.

Uma vez que se entende que essa última onda do bitcoin é completamente fora da curva, também se torna mais fácil de enxergar como a criptomoeda opera em constantes picos de altas e baixas desde sua criação. Facilmente influenciado por notícias e diretamente determinado pela oferta e demanda do mercado, o bitcoin demonstra que opera em ciclos.

Neste mesmo período de múltiplos preços máximos, também ocorreram diversos recordes de desvalorizações diárias da criptomoeda. A lógica disso tudo é simples, mas imprevisível. Quando a euforia estimula a compra do ativo, os números vão às alturas enquanto a oferta cai. Assim, quando um novo valor máximo é atingido, a venda em massa é o passo seguinte visando o lucro imediato e a curto prazo que praticamente nenhum investimento tradicional consegue proporcionar. Assim, o ciclo continua.

Com informações: Reuters, Yahoo!

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