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Mineração de bitcoin será banida em parte da China para poupar energia

Região da China determinou fechamento de todas as instalações de mineração de criptomoedas para reduzir consumo de energia

Bruno Ignacio Por

A China irá encerrar todas as instalações de mineração de criptomoedas na região da Mongólia para reduzir os altos gastos de energia. O país é conhecido por ter uma dos custos de eletricidade mais baratos do mundo, e isso atrai muitos mineradores para operarem lá.

Mineração de bitcoin (imagem: Consulting 24/Flickr)

Mineração de bitcoin (imagem: Consulting 24/Flickr)

Fábricas versus criptomoedas

Essa região da Mongólia é também um enorme parque industrial para produção de aço, metanol e outros. Assim, normalmente a área já consome muita eletricidade. Ela também foi a única das 30 divisões territoriais continentais que não conseguiu cumprir as metas energéticas mais recentes planejadas por Pequim. O governo chinês levantou críticas ainda em setembro de 2020 sobre o problema.

Porém, foi agora no final de fevereiro que se determinou o fechamento de todas as novas e existentes instalações de mineração de criptomoedas na região. O governo local deu até abril como prazo limite para que os mineradores cessem as atividades.

A mineração de bitcoin e de outras criptomoedas consome uma grande quantidade de energia. Com Pequim lançando planos de economia de eletricidade por todo o país, as instalações dos mineradores são dispensáveis em comparação aos vastos parques industriais chineses.

Mineração vai contra plano de sustentabilidade

Além disso, a China se comprometeu em reduzir suas emissões de carbono. O plano é diminuir pela metade a poluição atmosférica até 2030 e atingir a neutralidade de CO2 até 2060. Uma vez que a energia barata chinesa vem principalmente de usinas que queimam carvão, a redução no consumo elétrico é absolutamente necessária para os planos de sustentabilidade.

O Departamento de Indústria e Energia da Mongólia Interior revelou o plano anti-mineração de criptomoedas na última semana de fevereiro, mas ele ainda está sujeito a discussões diante da opinião pública e a possíveis alterações. Ainda que ele não esteja completamente aprovado, é quase certa a aplicação da proibição tendo em vista que órgãos regionais e federais estão quase em consenso sobre o assunto.

Mesmo sem as metas de economia de energia definidas para 2021, as autoridades locais da Mongólia propõem reduzir o consumo de eletricidade na região em 3% neste ano. Dito isso, a mineração de criptomoedas é o primeiro obstáculo a ser eliminado. Contudo, o plano se estende para pequenas empresas industriais e ineficientes que também deverão parar de funcionar até 2022.

Região aumenta consumo desde 2016

A Mongólia oferece um dos custos de eletricidade mais baixos do mundo todo. De 2016 até o final do ano de 2019, as autoridades viram um aumento de 9,5% no consumo energético. Não se sabe ao certo qual a participação que a mineração de criptomoedas tem nessa alta, mas enquanto a fonte das usinas locais for principalmente o carvão, a energia continuará sendo barata e mineradores permanecerão na China, mesmo que não seja na Mongólia.

Com informações: Reuters

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