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Telegram avança contra WhatsApp no Brasil e chega a 45% dos celulares

Mesmo com o crescimento do Telegram entre os brasileiros, a falta de contatos próximos impede uma adoção maior do público

André Fogaça Por

O WhatsApp ainda reina quase solitário no topo dos mensageiros mais utilizados no Brasil, mas o Telegram continua crescendo mesmo após a polêmica gerada pela nova política de privacidade do serviço. Em pesquisa recente, o mensageiro de Durov está presente em 45% da base de smartphones.

Aplicativo do Telegram (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Aplicativo do Telegram (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

A pesquisa, realizada pelo Mobile Time, mostra que o Telegram foi o aplicativo com o maior crescimento de todo o país nos últimos dois anos. O mensageiro criado na Rússia é conhecido por ser uma solução para momentos de bloqueio ao WhatsApp, com seus usuários voltando para o concorrente verde assim que ele era liberado pela justiça brasileira.

Parece que com a recente mudança na política de privacidade do WhatsApp, o crescimento do Telegram acelerou e continua forte desde janeiro do ano passado, quando passou dos 13% em 2019, para 27% em 2020. O resultado registrado no mesmo mês deste ano aparece justamente quando o mensageiro mais popular alterou seus termos, criando temores entre os usuários.

Abrindo os dados dos entrevistados, o Telegram está presente em 50% dos aparelhos dos jovens de 16 aos 29 anos. Ele também é mais popular quando o filtro separa por classe, onde marcou 58% nos smartphones dos representantes das classes A e B – contra 42% na C, D e E.

Mais pessoas instalaram o Telegram, mas não usam muito

Este valor é promissor para o CEO Pavel Durov, mas ter o app instalado não significou automaticamente pessoas utilizando. Este cenário não é novo para a plataforma, mas nos últimos seis meses o número de pessoas que abrem o Telegram ao menos uma vez ao dia caiu, fechando janeiro de 2021 com 46%. No mesmo período, 21% das pessoas relataram nunca ou quase nunca ter aberto o mensageiro.

Olhando para a pergunta sobre a quantidade de abertura por aplicativo, o WhatsApp reina com 86% das pessoas que utilizam o programa todo dia, seguido do Instagram com 64%, Telegram e seus 23%, chegando ao Facebook Messenger que registrou 22%.

O maior problema para os usuários que aderem ao Telegram é a ausência de outros contatos dentro da mesma lista, junto da falta dos grupos com assuntos como família e trabalho. Por outro lado, basicamente a mesma proporção de pessoas presentes em grupos de política no WhatsApp está no mensageiro de Durov.

Outro dado levantado é a propensão dos usuários a desinstalarem um ou outro mensageiro do smartphone. O recente Signal aparece em primeiro lugar com 38%, seguido do Facebook Messenger com seus 26%, Telegram vem em terceiro marcando 21%, o Instagram em penúltimo e registrou 5%, para então o WhatsApp aparecer com apenas 1% das respostas.

Por fim, as mensagens de texto enviadas através da operadora, ou SMS, continuam sumindo do gosto popular. A pesquisa levantou que apenas 8% dos entrevistados enviaram algum texto por este meio. Do público geral, 41% quase nunca enviaram e 24% jamais concluíram este processo na vida.

A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 207 de janeiro de 2021, com 2.026 entrevistados de todo o país, com igual proporção de gênero. A chance dos resultados retratarem a realidade é de 95%.

Eu nem me lembro quando foi a última vez que enviei uma mensagem SMS, provavelmente aconteceu muitos anos atrás. E você?

Com informações: Mobile Time.

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Daniel R. Pinheiro (@DiFF7Skyns)

Sim, ainda tá fraco, mas se for comparar com anos anteriores, está bem avançado mesmo. Eu, particularmente, abria pouco o Telegram, especialmente pra conversar, mas o número de pessoas com quem converso, dentro do meu círculo de amigos, aumentou bastante. Fora que são cerca de 40 pessoas da minha lista de contatos que sempre aparecem como “visto recentemente”, comparado com apenas 5-10 de alguns meses atrás.

A adoção tá grande e penso que irá aumentar (ainda bem).

Bruno (@Unknown)

BBB deve ser um grande responsavel ai.

Vítor Gomes Neves Oliveira (@vctgomes)

Eu vi uma série de pessoas migrando depois das aulas online da pandemia. Vários professores hoje possuem grupos para cada turma no Telegram, já que é bem fácil gerenciar, limitar conversas etc. Eles desligam áudios, stickers, limitam o tempo e alguns já até fazem pesquisas anônimas para definir datas, por exemplo. Tudo lindo.

Já os meus professores que continuam usando o WhatsApp, sofrem com a falta de gerência dos grupos, que acarreta em alunos mandando imagens, propagandas, stickers etc. É realmente uma zona e nem eles gostam, mas, mesmo assim, não abrem mão do “zapzap”.

João Carlos Silva da Matta (@Joao.Matta)

Reparei isso também. Mas acho que é pelo fato de ser na nuvem, além de ele não diminuir a qualidade do vídeo enviado como o whatsapp faz.

VaGNaroK Mist (@VaGNaroK_Mist)

Muitos dos meus contatos tem conta no telegram, atualmente pode não ter os seus contatos em específico, e o argumento de “de que adianta ter algo que faz tudo isso que você falou se seus contatos também não usam?” , não tira o mérito dele ser obsoleto, limitado e até inseguro, já que na ultima versão do telegram é possível importar todas as conversas do whattsapp para o telegram.

Daniel S. Fonseca (@danielsfo1981)

Uso desde 2014, melhor substituto das antigas comunidades do Google +
Em relação a lista de contatos, falo com quem está lá, afinal! O mensageiro é tão completo que vai muito além da possibilidade de conversas privadas, mantenho zap instalado pela minima obrigação de se comunicar.