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MSI promove seus notebooks para gamers usando mineração de criptomoeda

Novo experimento da MSI demonstrará lucratividade de mineração de criptomoedas em um notebook gamer com RTX 3080

Bruno IgnacioPor

A MSI, empresa multinacional de tecnologia, revelou no final de fevereiro que está realizando um experimento de mineração de criptomoedas com um de seus notebooks para gamers. O estudo se estenderá por um mês para mostrar se vale ou não a pena realizar a atividade no computador.

Notebook gamer da MSI (Imagem: Dilvulgação)

Notebook gamer da MSI (Imagem: Dilvulgação)

Além do valor acadêmico do experimento, a MSI também viu uma oportunidade para promover seu modelo top de linha GE76 Raider em um momento no qual as criptomoedas estão passando por uma onda de valorização e tomando os noticiários. “Você pode obter um notebook gamer e tentar aumentar sua renda enquanto desfruta dos jogos ao mesmo tempo”, diz a publicação.

Notebook teria capacidade de mineração razoável

O modelo em questão é fora dos padrões convencionais para um notebook gamer. O computador vem equipado com uma GeForce RTX 3080 de 155W, um chip gráfico raramente visto em produtos do tipo pelo tamanho limitado que existe para um sistema de refrigeração que dê conta de tamanha potência. Além disso, ele vem com um processador Intel Core i9 10980HK.

Dentre as informações divulgadas pela MSI, está a taxa de hash (eficiência de mineração) do GE76 Rider usando o algoritimo DaggerHashimoto, a versão inicial do Ethash da ethereum, através da plataforma NiceHash. A potência da RTX 3080 seria de 52,8 MH/s (milhões de hashes por segundo), o que é equiparável a uma GPU RTX 3070 de desktop.

Taxas de hash de GPUs demonstrada pela MSI (Imagem: Divulgação)

Taxas de hash de GPUs demonstrada pela MSI (Imagem: Divulgação)

MSI quer conciliar jogos e mineração

No final das contas, o experimento irá demonstrar se é ou não lucrativo minerar com um notebook gamer. Contudo, a própria MSI reconhece que “o GE76 pode não ser a opção de mineração mais econômica”.

Porém, a empresa não quer promover seu produto como uma boa opção de extração de criptomoedas. Na realidade, ela busca fundamentar sua tese de que um computador como esse poderia suprir as necessidades de jogos enquanto ainda renderia algum lucro para seu usuário durante seu tempo ocioso.

Mineração com GPUs cresce

Em 2021, múltiplas criptomoedas se valorizaram a ritmos assustadores. O bitcoin (BTC) saiu da casa dos US$ 29 mil para o recorde histórico de mais de US$ 58 mil. O ether (ETH) acumula mais de 150% de crescimento em seu preço somente neste ano. Outros criptoativos como o dogecoin (DOGE) também chamaram a atenção das pessoas para o mercado.

Nesse cenário, a mineração com GPUs se tornou visada por ser mais acessível. Como o ether ainda permite esse tipo de extração, a atividade também se mostrou lucrativa. A Nvidia, por exemplo, viu um surto na demanda por sua série de placas de vídeo RTX, o que levou a uma escassez em seus estoques e ao aumento de preço dos produtos, prejudicando a comunidade de jogadores.

Como resposta, a Nvidia decidiu implementar um sistema que corta pela metade a taxa de hash de mineração de ether na GeForce RTX 3060, deixando-a pouco atrativa para mineradores e retomando sua disponibilidade para gamers. Contudo, a fabricante também anunciou a volta das CMPs, GPUs sem saída de vídeo completamente voltadas para a extração de criptomoedas, para atender a nova demanda.

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