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Grupo vende arte de Banksy como NFT por US$ 382 mil após queimar original

Grupo Injective Protocol queimou pintura de Banksy ao vivo e vendeu digitalização como NFT pelo quádruplo de seu valor original

Bruno Ignacio Por

Uma obra original do famoso artista inglês Banksy foi queimada durante uma transmissão ao vivo e então vendida digitalizada como NFT, ou token não fungível, por quatro vezes seu valor original. Os responsáveis são um grupo de investidores de criptoativos conhecidos como Injective Protocol. A pintura destruída se chamava “Morons”, que em sua última avaliação valia US$ 95 mil. Contudo, seu token foi vendido por mais de US$ 382 mil.

Pintura "Morons" de Banksy é queimada ao vivo (Imagem: Reprodução/

Pintura “Morons” de Banksy é queimada ao vivo (Imagem: Reprodução/
Burnt Banksy)

O acontecimento é inédito no mundo da arte. O grupo digitalizou a obra e então organizou um evento transmitido ao vivo para queimá-la. O vídeo abaixo mostra um homem mascarado representando os Injective Protocol ateando fogo na peça com um isqueiro.

Logo após a queima, eles registraram o arquivo como um NFT e o negociaram através da plataforma Open Sea. O valor final da venda foi de US$ 382.336, quatro vezes mais do que o valor original da obra. O comprador foi um usuário sob o nome de GALAXY e a transação foi feita através da criptomoeda ether (ETH).

Ofensa ou movimento artístico?

“É totalmente um esquema, considerando que essas coisas (NFTs) estão sendo vendidas por muito dinheiro”, disse o reconhecido crítico de arte contemporânea Ossian Ward à BBC. “Você pode dizer que qualquer coisa é uma obra de arte, mas se você queima um Banksy e depois quer dinheiro por isso é algo de um patamar artístico muito baixo para mim”, concluiu.

Julgado como um ultraje e como um esquema para se ganhar dinheiro, as ações dos Injective Protocol foram muito mal vistas dentro do mercado artístico. Contudo, Mirza Uddin, uma porta-voz do grupo, falou à BBC: “Vemos este evento de queima como uma expressão da própria arte”.

Eles também se defendem, afirmando que escolheram especificamente um trabalho de Banksy para fazê-lo porque o artista já rasgou uma de suas obras durante um leilão no passado e isso foi tido como um protesto válido ou movimento artístico. Porém, as críticas são majoritariamente direcionadas ao fato do grupo ter capitalizado sua ação, e não exatamente à destruição da pintura em si.

NFTs emergem: Steve Aoki vende token por US$ 888 mil

Cada vez mais artistas e setores de todo o mercado aderem à onda dos tokens não fungíveis. Após Kings of Leon lançarem o primeiro álbum registrado como NFT, o DJ Steve Aoki também criou e vendeu um ativo digital próprio por US$ 888.888 na última segunda-feira (08).

O NFT foi nomeado de “Hairy” e é um vídeo de 36 segundos que apresenta um ser colorido repleto de pelos se movimentando ao som de uma trilha original produzida pelo DJ. Seu comprador foi John Legere, antigo CEO da empresa de telecomunicações T-Mobile.

Com informações: BBC, The Verge

Comentários da Comunidade

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Matheus Motta (@Matheus_Motta)

Olha, sem comentários…

André Gorgen (@Banana_Phone)

As pessoas fazem muita comparação com produtos de arte, um exemplo que usam é a Monalisa.
Nesse caso, seria como se você pagasse pela Monalisa, mas você não teria poder nenhum sobre a obra. Você não poderia tirar ela do museu e levar pra sua casa, não iria receber nenhuma participação dos lucros de faturamento do museu, não teria seu nome escrito junto a obra, se o museu decidisse transferir ela para outro lugar você não teria poder nenhum nessa decisão.
Basicamente você compraria o direito de dizer que a Monalisa é sua, embora na prática você não teria nenhum poder sobre ela.
A única vantagem disso seria poder revender no futuro por um valor mais alto.
(Essa é uma comparação com o vídeo do Aoki, que pra mim não faz sentido pagar por isso, mas existem outros usos para o NFT)