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Xiaomi consegue bloquear sanções dos EUA com liminar da Justiça

A decisão do governo dos Estados Unidos (agora derrubada) proibia a Xiaomi de receber novos investidores americanos

Darlan HelderPor

A Xiaomi conseguiu derrubar sanções do governo dos Estados Unidos da era Donald Trump. A gigante da tecnologia estava proibida de receber novos investidores no país junto de outras oito companhias chinesas classificadas como “empresas militares comunistas chinesas”. A Xiaomi comemorou a decisão e viu suas ações subirem na bolsa de valores de Hong Kong.

Xiaomi Mi Store no Shopping Center Norte (Imagem: Felipe Ventura / Tecnoblog)

Xiaomi Mi Store no Shopping Center Norte (Imagem: Felipe Ventura / Tecnoblog)

O bloqueio das sanções ocorreu na sexta-feira passada por um juiz federal dos Estados Unidos, que alegou que o governo americano carecia de “provas substanciais”. No início de janeiro, poucos dias antes de Trump deixar a presidência, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos aplicou sanções a algumas empresas chinesas, pois, segundo eles, as companhias tinham ligações com militares chineses e apresentavam risco aos EUA.

“O Departamento [de Defesa dos EUA] está determinado a destacar e combater a estratégia de desenvolvimento da Fusão Militar-Civil da República Popular da China (RPC), que apoia as metas de modernização do Exército de Libertação do Povo (ELP), garantindo seu acesso a tecnologias avançadas”, disse o órgão em janeiro. Com isso, a Xiaomi passou a sofrer várias restrições e foi proibida de receber investidores nos Estados Unidos.

Xiaomi diz estar “satisfeita” com a decisão

Loja Xiaomi (Imagem: Divulgação/Xiaomi)

Loja Xiaomi (Imagem: Divulgação/Xiaomi)

A Xiaomi sempre negou ser uma “empresa militar comunista chinesa”. Agora, a empresa comemorou a decisão do juiz federal e disse estar “satisfeita”. Em comunicado, um porta-voz classificou a alegação do governo americano de “arbitrário e caprichoso”.

De acordo com o CNN Business, as ações da chinesa cresceram 12% na bolsa de valores de Hong Kong. A CNN lembra que, em janeiro, a notícia das sanções do Departamento de Defesa dos Estados Unidos gerou uma queda de 10% nas ações da Xiaomi.

Com informações: Reuters e Xiaomi

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