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Chrome de 64 bits chega a celulares Android com no mínimo 8 GB de RAM

Além de 8 GB de RAM ou mais, Chrome de 64 bits exige Android 10 ou superior; novidade é mais rápida no carregamento de páginas

Emerson Alecrim Por

O Google Chrome de 64 bits começou a ser testado no Android há cerca de um ano. Como o lançamento do Chrome 89 neste mês de março, finalmente a variante de 64 bits passou a ser liberada publicamente. Mas não para todo mundo: a novidade só está sendo disponibilizada em celulares que rodam o Android 10 ou superior e tenham pelo menos 8 GB de RAM.

Chrome de 64 bits em um Galaxy S21+ com 8 GB de RAM (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Chrome de 64 bits em um Galaxy S21+ com 8 GB de RAM (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

De acordo com os desenvolvedores, o Chrome de 64 bits é até 8,5% mais ágil no carregamento de páginas, além de 28% mais suave nos quesitos rolagem de tela e latência de entrada. Nada mais natural que essa versão atraia um grande número de usuários, portanto.

Porém, a exigência de 8 GB de RAM ou mais limita consideravelmente o alcance dessa versão, afinal, celulares Android com 4 GB (ou menos) de memória ainda são comuns no mercado, cenário que perdurará por bastante tempo: modelos intermediários com essa quantidade de RAM ainda são lançados.

Nos smartphones que atendem aos dois mencionados critérios, o Chrome 89 de 64 bits está sendo liberado automaticamente. Para saber qual versão está instalada em seu aparelho, basta digitar chrome://version na barra de endereços do navegador.

As razões para as restrições de instalação do Chrome de 64 bits ainda não ficaram claras. Também não está claro se futuras versões do navegador suportarão celulares com menos quantidade de memória RAM.

De todo modo, a última atualização do Google Chrome para Android também traz recursos que otimizam a versão de 32 bits, com destaque para o gerenciamento de memória que, aprimorado, agora consegue fazer o navegador ser 13% mais rápido na inicialização.

Isso é possível graças a uma abordagem que faz o navegador guardar uma versão leve de cada aba aberta na sessão anterior. Essa versão ocupa menos espaço na memória, algo equivalente ao exigido por uma captura de tela. As versões leves das guias são então acionadas durante a inicialização. Enquanto isso, as guias originais vão sendo carregadas em segundo plano.

Comentários da Comunidade

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Felipe Silva (@Felipe_Silva)

é uma maneira de fazer um beta publico do programa e ainda seleciona só o pessoal com melhor hardware, ou seja, menos chances de reclamação por conta do hardware fraco.

Felipe Ventura (@felipe)

O iOS 11, lançado em 2017, foi a primeira versão a vir sem suporte a apps de 32 bits:

Mas todos os aplicativos da própria Apple já rodavam em 64 bits antes disso? Isso foi publicado em algum lugar?

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Desde a introdução do iPhone 5S com o A7, sendo o primeiro processador mobile de 64bits, os apps já eram compilados em 64bits (divulgado na keynote de lançamento), e 32bits para dar retrocompatibilidade com versões anteriores dos softwares. Quando os iPhones anteriores pararam de receber atualizações, naturalmente encerrou-se a retrocompatibilidade.

Eduardo P. Gomez (@EduApps-CDG)

Então realmente não há motivo para exigir 8 fucking GBs de RAM. Vamos analisar: depois do IPhone 5S certamente haviam modelos de menos de 8GB. Se tem (ou tivesse) um Chrome no iOS ele certamente seria 64 bits.

Significa que o Google estava desmerecendo o Android?

E porque 8GB de ram? um pc com menos que isso consegue lidar com várias páginas simultaneamente. Enquanto no android o Chrome da uma pausa nos processos não ativos.

Mateus B. Cassiano (@mbc07)

Se você tivesse noção da quantidade de aparelhos (especialmente low/mid-end) com SoC de 64 bits porém rodando a edição 32 bits do Android