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Intel lança site e campanha PC vs. Mac para que ninguém compre Apple M1

Intel estreia campanha publicitária com site e vídeos que comparam PCs com seus processadores e Macs com Apple M1

Bruno Gall De Blasi Por

A Intel revelou uma nova campanha publicitária nesta semana. Sátira dos famosos anúncios “Get a Mac” estreados pela Apple nos anos 2000, a fabricante de chips colocou no ar um site e cinco vídeos para comparar computadores com o seu processador e Macs com Apple M1. As peças são apresentadas por Justin Long, conhecido por interpretar o Mac nos antigos comerciais da fabricante do iPhone.

Intel estreia campanha para comparar PCs e Macs com Apple M1 (Imagem: Reprodução/Intel/YouTube)

Intel estreia campanha para comparar PCs e Macs com Apple M1 (Imagem: Reprodução/Intel/YouTube)

A campanha se concentra na disputa entre os chips da companhia e os novos processadores da Apple com arquitetura ARM. Para colocá-los frente a frente, a Intel disponibilizou um site, onde mostra a vantagem de computadores que utilizem seus componentes em relação aos Macs.

A página é aberta com uma provocação à fabricante do iPhone, onde a empresa diz que muitas afirmações sobre o Apple M1 “não se traduzem para o uso do mundo real e parecem questionáveis”. Em seguida, uma tabela, que coloca os aspectos de cada um lado a lado, é apresentada ao público.

Na parte do PC, a Intel destaca elementos como o “touch na tela toda”, “centenas de jogos” e afins. Já em relação ao Mac com Apple M1, a companhia aponta os seguintes aspectos: “Touch Bar apenas”, “jogos limitados” e mais.

“O resultado final é que um PC oferece escolha aos usuários, algo que os usuários não recebem com um Mac”, diz a página. No final do site, a empresa também mostra alguns modelos de notebooks com seus componentes.

Site da Intel compara PC e Mac com Apple M1 (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

Site da Intel compara PC e Mac com Apple M1 (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

A Intel ainda revelou cinco vídeos no YouTube na playlist “Go PC” nesta quarta-feira (17). As peças trazem o título “Justin Gets Real”, onde Justin Long, que atuou na campanha “Get a Mac”, aponta as diferenças entre os computadores.

Assim como no site, os vídeos também dão mais ênfase aos computadores com chip da Intel. Em um deles, por exemplo, a comparação se concentra na flexibilidade dos dispositivos. Neste caso, a fabricante de chips apresenta um laptop que pode ser usado como notebook ou tablet para fazer contraste ao MacBook.

Vale lembrar que esta não é a primeira vez que a empresa recorre à publicidade para criticar o Apple M1. Em fevereiro, a Intel veiculou peças para apontar as “deficiências” do novo chip da Apple. A fabricante ainda revelou testes de benchmark para realizar uma comparação com o Core i7; os resultados, no entanto, não convenceram.

Apple inicia transição de chips Intel para ARM

A campanha veio ao ar depois que a Apple começou a implementar o seu próprio processador no Mac. Em junho, durante a WWDC 2020, a Apple anunciou a transição para a arquitetura ARM. Os primeiros computadores com Apple M1, porém, só chegaram em 10 de novembro.

No Brasil, a Apple estreou os novos Mac Mini, MacBook Air e MacBook Pro em dezembro com preços sugeridos a partir de R$ 8.699, R$ 12.999 e R$ 17.299, respectivamente.

Com informações: ArsTechnica e MacRumors

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JulioCampos (@juliocesar)

Pois é. Lá fora você tem opções de escolhas entre vários modelos x86 E M1. Aqui você é ‘forçado’ a escolher modelos x86 mesmo. Se depender de nós, a Intel pode ficar sossegada.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Esse é todo o ponto, ela é a líder de mercado e está incomodada com um mero M1 de entrada, ou sabem de mais coisas e estão tentando conter danos.

Só acho que focar no M1 não vai ajudar a intel a sair do buraco técnico que ela se enfiou nos últimos anos. O perigo não é a Apple, o marketshare de Macs é minúsculo perto do Windows X86, e mesmo que ela cresça, ainda será uma pequena parcela, só ver os iPhones que mesmo que vendam muito, não é o OS dominante. O real problema dela vai ser a Samsung e Qualcomm ganhar tração nas suas divisões ARM e vir pra brigar no mercado PC.

José Zanolini (@Jose_Reinaldo_Zanoli)

Sabe o que eu acho engraçado? “Touchbar apenas” e “jogos limitados” também de aplicam em macs com processadores Intel, mas isso nunca havia sido problema até hoje.

O bonde anda e a Intel está pagando o preço de ter se acomodado por anos na liderança do mercado, sem perceber que as concorrentes estavam se mexendo.

André Gorgen (@Banana_Phone)

Chega dar vergonha alheia esse comercial, eles nem conseguem defender os próprios processadores, tem que defender características de hardware que não tem nada a ver com o processador.
Chegam ao ponto de colocar tela touch como uma opção positiva aos PCs, sendo que é ridículo o touch no Windows.
Intel dominava o mercado e não acompanhou quando o mobile foi crescendo, se recusaram a produzir um processador descente para smartphones, apenas pegaram processadores de Netbook que ficaram encalhados e decidiram adaptá-los para smartphones.
Nem no próprio segmento conseguem mais tanto destaque, pois a AMD está na cola deles faz anos.

Bruno de Oliveira Lopes (@brunoolopes)

MacBook M1 é uma das maiores revoluções em notebooks.

Troquei o meu Macbook Pro 15 de 2015 que já era superior a Notebooks Windows 2020.
Não existe nem comparação de desempenho destes notebooks windows.

Chega a ser cômico essas propagandas kkk

Hélio Márcio Filho (@heliommsfilho)

A Intel ainda não entendeu a situação, ou pior, se recusa a enxergar. O grande problema é a estagnação da arquitetura x86 que na minha opinião é porque está chegando no seu limite. A Intel simplesmente não consegue ganhar do ARM em certos aspectos por causa dos defeitos da própria arquitetura que são difíceis (quiçá impossíveis) de se mudar e que agora estão pagando o preço.

O x86 tem instruções enormes que podem consumir até 4 ciclos de CPU para executar enquanto todas as instruções do ARM cabem num único ciclo. Só isso já gera um ganho de desempenho e de eficiência energética enorme, pois um ARM pode executar 4 instruções em quanto um x86 executa uma. Teoricamente, com 1/4 de Ghz um ARM poderia executar a mesma quantidade de instruções que um x86. Mesmo poder, muito menos Ghz, menos calor, menos energia. Somado com a memória unificada, o dobro de registradores, o dobro de decoders para executar instruções assincronamente a situação só piora pro x86.

Sem falar que o M1 é um SoC com vários chips especializados em fazer muito bem tarefas específicas, enquanto CPUs x86 são boas em tarefas em geral e que fazem coisas mais lentamente que os chips especializados do M1.

O problema da Intel é a fundação x86 que é tão complexa e “gorda” (muito devido ao tamanho das instruções) que por causa disso precisa de mais Ghz, consequentemente mais energia, consequentemente mais bateria e aí chegamos na situação atual onde os notebooks não comportam baterias significativamente maiores (sem voltar a ser os trambolhões de antigamente que ninguém quer hoje) e a Intel não pode se dar ao luxo de aumentar os Ghz por causa do estrangulamento térmico e do aumento do gasto de energia. Sem mencionar a vergonha que tem sido a Intel não conseguir nem evoluir para 10nm direito enquanto a AMD já está em 7nm e a Apple em 5nm logo na sua estreia.

Boa sorte Intel…

Hélio Márcio Filho (@heliommsfilho)

Pois é. Hoje qualquer computador se comparado com o M1 parece desvantajoso. Pois custando o que ele custa (fora do Brasil) é sempre prejuízo não comprar o Mac.

Em Portugal peguei um MacBook Pro M1 por 1479,00€ (M1 16GB de RAM e 256GB SSD). Como aqui é difícil achar Dell XPS, os únicos concorrentes que posso pensar são:

Surface Book: A partir de 1 571,00 € (Core i5, 8GB de RAM e 256GB SSD, Full HD) ThinkPad Carbon X1: A partir de 1 571,00 € (Core i5, 16GB de RAM e 256 SSD, Full HD)

A escolha mais fácil dessa vida, pois o M1 come o i5 com farinha. Sem falar que a tela Retina no MBP dá de lavada nessas Full HD.

Goku SSGSS (@renatodantas)

Primeiro, a magnânima dos processadores x86 não deveria cuspir no prato que comeu por tantos anos.

Segundo, não adianta fazer comercialzinho de difamação só porque sentiu que a água bateu na [email protected] Isso é o típico desespero de quem não tem uma alternativa viável a curto prazo e só se demonstra ridículo.

Eu (@Keaton)

Já to começando à sentir vergonha alheia da Intel… tá ficando triste a situação. hahaha

² (@centauro)

Me pergunto quanto o menino Long recebeu pra fazer essas propagandas.
Se fosse eu, iria pedir muita grana.

Eu (@Keaton)

Não foi só o M1 que eles atacaram dessa forma… esses tempos atras eles estavam chorando que a AMD fez um trabalho de gente no gerenciamento de energia dos processadores para maximizar a bateria…

Felipe Silva (@Felipe_Silva)

Por isso a Apple é superior, se é pra ser touch ela te trás uma experiência completa, se é pra usar mouse e teclado também, ela não fica exigindo que o usuário faça malabarismos e fique trocando de forma de usar a todo instante pra acessar uma área ou outra do sistema. Se tu tem de sacar a caneta pra fazer determinada função básica do sistema, então teu sistema tá errado, isso é um conceito super básico de usabilidade, o Android não te exige uma caneta pra configurar a tua internet.