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Intel investe US$ 20 bi para fabricar chips para outras empresas

Pat Gelsinger, novo CEO da Intel, anuncia estratégia IDM 2.0; companhia vai construir duas novas fábricas nos Estados Unidos

Bruno Gall De BlasiPor

A Intel revelou seus novos planos para fabricação, desenvolvimento e entrega de produtos nesta terça-feira (23). Durante uma conferência, o novo CEO da companhia, Pat Gelsinger, anunciou o investimento inicial de US$ 20 bilhões para expandir a capacidade de produção da fabricante e atender as demandas da nova estratégia IDM 2.0. O valor será destinado à construção de duas fábricas nos Estados Unidos.

Escritório da Intel

Escritório da Intel (Imagem: Divulgação/Intel)

As unidades serão montadas no campus Ocotillo, localizado no estado do Arizona. “Essas fábricas são fundamentais para atender os requisitos cada vez mais rígidos dos produtos e clientes da Intel, além de terem a capacidade comprometida com os clientes de fabricação”, afirmaram.

CEO da Intel revela estratégia IDM 2.0

Os detalhes sobre investimento vieram a público na conferência “Intel Unleashed: Engineering The Future”. Durante o evento, Pat Gelsinger apresentou a nova estratégia IDM 2.0, que visa incrementar o modelo de fabricação de dispositivos integrada (IDM).

A estratégia engloba três iniciativas, entre elas, a rede interna de fábricas globais para produção em larga escala. Neste momento, a empresa mencionou os avanços positivos no processo de 7 nanômetros, e deu até uma previsão para incluir o primeiro tile nos novos processadores Meteor Lake: segundo semestre de 2021.

O segundo ponto envolve a expectativa de expansão da relação com fábricas terceirizadas. Em seguida, a companhia apresentou a Intel Foundry Services (IFS), uma nova unidade de negócios que irá focar na contratação para produzir semicondutores com base na Europa e nos Estados Unidos. A divisão será liderada por Randhir Thakur.

Processador Core de 11ª geração (imagem: divulgação/Intel)

Processador Core de 11ª geração (Imagem: Divulgação/Intel)

“O diferencial da IFS será a combinação de tecnologia de processo e empacotamento de ponta, produção baseada nos EUA e na Europa e um portfólio IP de última geração para clientes, incluindo cores x86 e IPs do ecossistema ARM e RISC-V”, afirmaram.

Por fim, a companhia anunciou uma parceria com a IBM para pesquisas e o retorno do Intel Developer Forum, mas com outro nome: Intel Innovation. O evento deve acontecer em outubro, nos Estados Unidos.

Nesta terça-feira (23), na conferência, Gelsinger também mostrou-se esperançoso ao falar sobre a possibilidade de se reaproximar da Apple, que adotou a arquitetura ARM em seus computadores no ano passado, conforme observou o Yahoo Finance. “Buscaremos oportunidades com a Apple”, afirmou.

Com informações: Intel (Newsroom) e Yahoo Finance

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André Gorgen (@Banana_Phone)

É isso que sobrou pra Intel

² (@centauro)

Imagino que essa decisão de contruir fábricas nos EUA esteja alinhada com o plano do país em tentar diminuir a sua dependência da China pra suprir a demanda por processadores, dependência essa que ficou bem claro nessa pandemia.
A questão mais é de onde vai vir a matéria-prima pra fabricação dos chips.

² (@centauro)

A China não oferece apenas mão-de-obra operária.
O país oferece acesso facilitado à matéria-prima e mão-de-obra especializada com conhecimento específico, além de uma centralização da produção que permite uma flexibilização da escala provavelmente jamais vista antes.
Dificilmente um outro país consegue oferecer a capacidade de aumentar a produção da noite pro dia como a China consegue.

Ainda tem empresa que busca só mão-de-obra barata na China, mas tem outras empresas que estão buscando ativos específicos que não é facilmente encontrado em outros países.