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LinkedIn é uma das fontes em vazamento de 500 milhões de contas

Dados de 500 milhões de usuários do LinkedIn ficaram à venda, mas serviço diz que registros correspondem a informações públicas

Emerson AlecrimPor

Um hacker colocou à venda na internet dados de 500 milhões de usuários supostamente extraídos de uma rede social. Não, o caso não tem relação com o vazamento que afetou o Facebook recentemente. O hacker alega que os registros colocados à venda foram extraídos do LinkedIn. A plataforma nega o vazamento.

Entrada em prédio do LinkedIn (imagem: Greg Bulla/Unsplash)

Entrada em prédio do LinkedIn (imagem: Greg Bulla/Unsplash)

O assunto ganhou repercussão no meio da semana, quando o site CyberNews relatou que um arquivo com dados de 500 milhões de usuários foi colocado à venda em um fórum para hackers.

Para provar o vazamento, o hacker que colocou o arquivo à venda liberou uma amostra com dados de dois milhões de usuários dividida em quatro partes. A mesma pessoa alegou que a base de dados vazou do LinkedIn. Após analisar a amostra, o CyberNews confirmou essa afirmação.

Os dados incluem identificação no LinkedIn, nome completo, endereço de e-mail, número de telefone, gênero, links para perfis e informações profissionais.

Problema sério, tanto que o suposto vazamento passou a ser investigado por autoridades da Itália, que justificaram a decisão explicando que o país tem uma das maiores bases de usuários do LinkedIn na Europa.

Mas não há motivo para pânico. Pelo menos esse é o recado que o LinkedIn quis transmitir na quinta-feira (8), quando divulgou uma nota sobre o assunto.

Nela, a rede social explica que, após investigação, concluiu que os dados publicados no fórum não são oriundos de uma violação recente em sua plataforma, muito menos de um vazamento antigo, hipótese que também havia sido levantada.

Ainda de acordo com o LinkedIn, o arquivo com os registros corresponde a uma “agregação de dados de vários sites e empresas”, incluindo informações visíveis de usuários da rede social.

Em outras palavras, a empresa alega que a coleta de dados foi feita com base em um “data scraping”, isto é, em uma varredura que capturou dados públicos de seus usuários. “Nenhum dado de conta privada no LinkedIn foi incluído, pelo o que constatamos”, complementou o serviço.

Na mesma nota, o LinkedIn informa que esse tipo de ação corresponde a um uso indevido de dados de sua plataforma, mas não informou se os usuários afetados serão notificados sobre a exposição.

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