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Linux 5.13 pode trazer suporte inicial a Macs com M1

Suporte inicial não fará kernel Linux rodar todos os recursos de Macs com chip M1, mas representa primeiro passo

Emerson Alecrim Por

O próprio Linus Torvalds chegou a declarar que gostaria de contar com um MacBook com chip M1 (Apple Silicon) rodando Linux. Vai demorar para isso acontecer, mas os primeiros passos já estão sendo dados: o kernel Linux 5.13, previsto para o meio de 2021, poderá incorporar um suporte inicial ao processador da Apple.

MacBook Pro (2020) com Apple M1 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

MacBook Pro (2020) com Apple M1 (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Sim, suporte inicial quer dizer funcionamento restrito, com vários recursos não implementados. Mas não por falta de empenho: como a Apple não tem interesse em apoiar a execução do Linux em Macs com chip M1, a companhia não liberou nenhuma documentação técnica para facilitar esse trabalho.

Consequentemente, os desenvolvedores engajados nessa missão precisam se virar para fazer o Linux se entender a plataforma Apple Silicon.

Hoje, o desenvolvedor que mais se dedica ao assunto é Hector Martin (Marcan), que criou o projeto Asahi Linux justamente para permitir que distribuições Linux rodem em Macs com M1.

Graças a uma campanha de financiamento no Patreon, Marcan vem conduzindo os esforços de desenvolvimento necessários para isso e relatado o quão desafiador é compatibilizar uma distribuição Linux com o chip da Apple.

"Prévia" do Asahi Linux (imagem: Hector Martin/Asahi Linux)

“Prévia” do Asahi Linux (imagem: Hector Martin/Asahi Linux)

Apesar de difícil, o trabalho já dá algum resultado. O próprio Hector Martin enviou uma solicitação aos mantenedores do kernel para incluir o suporte inicial ao Apple M1 nas atualizações para ARM que serão liberadas com o Linux 5.13.

Essa inclusão no kernel, se confirmada, fará o Linux suportar instruções relacionadas a UART, SMP e Device Tree no chip M1, por exemplo. Mas vários outros recursos ficarão de fora, principalmente para execução de recursos gráficos, a parte mais complexa.

A despeito das limitações, esse não deixa de ser um começo relevante. Resta torcer para que tudo dê certo e a incorporação ao Linux 5.13 realmente ocorra.

Com informações: Phoronix.

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