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Arcade Reality, o primeiro jogo de realidade aumentada na AppStore

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10 anos atrás

Realidade aumentada é uma das grandes e mais interessantes (por que não dizer mais cool até) promessas pro futuro da ciência da informação. E, embora  tenha aplicações mais sérias que definitivamente tomam precedência nos esforços em desenvolver a tecnologia, é só uma questão de tempo até que a inovação chegue ao mundo dos games.

reality arcade

Arcade Reality, um velho conhecido dos donos de Palm Treos, é um jogo desenvolvido pela Toyspring e lançado pela Chilingo. O nome da publicadora (Chilingo é uma das mais respeitadas gamehouses da AppStore, com vários apps de sucesso no currículo) inspira bastante confiança no jogo – eu comprei justamente por acreditar no histórico da desenvolvedora. Como estamos falando de um jogo que utiliza tecnologia ainda não estabelecida, todo endosso é pouco.

O jogo é o seguinte – usando a bússola digital do seu iPhone 3GS (sorry, donos de hardware antigo – Arcade Reality não é pra vocês), o app designa pontos cardeais arbitrários como a posição das naves alienígenas, como você pode ver no screenshot acima. No centro da tela está a sua mira – basta posiciona-la sobre os inimigos e disparar. E para mirar ou encontrar os outros inimigos ao seu redor, você precisa ficar rodopiando com o celular na mão.

Há três modos de jogo em Arcade Reality: Arcade Reality, o principal, em que você  passa de nível após matar um número determinado de navinhas, recebe pontuação de acordo com sua precisão e acessa fases bônus quando atinge pontos suficientes, o Infinite Shooter, que é o mesmo que a versão anterior porém despido de todas as features mais sofisticadas (ou seja, apenas atire nas naves, sem fim) e o Asteroids Mode, em que pra destruir os asteróides em seu redor você pilota uma nave pelo espaço como se fosse de controle remoto.

O grande problema de Arcade Reality (além do preço – $2.99) é que ele dança perigosamente em cima da linha que separa tech demo de um jogo propriamente dito. Usuários de iPhone 3GS sabem que a orientação dada pela bússola não é exatamente das melhores (pra navegar por ruas da cidade dá pro gasto, mas pra designação precisa de uma direção? Nem tanto), o jogo chega a ser um pouco frustrante às vezes. Além disso, é óbvio que houve pouca atenção dada aos gráficos do jogo, e apesar da temática “arcadiana” do app, isso me parece mais uma desculpa do que qualquer outra coisa. Não custaria tanto assim polir um pouco a apresentação do jogo.

Vale ressaltar também que o único input do mundo real que o jogo lê é a bússola. Por causa disso, os ETzinhos não interagem com a sua mesa do computador ou seu cachorro, o que é compreensível dada a novidade da tecnologia, porém um pouco decepcionante.

Entretanto, Arcade Reality até que vale pela experiência (que por enquanto ainda é única na AppStore), e pelo apoio à idéia – a única forma que a tecnologia irá amadurecer nos games é se os usuários mostrarem que têm interesse em vê-la.