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Sem agências: o boom das carteiras e bancos digitais no Brasil

Graças a novos bancos e fintechs, nunca tivemos tantas opções de contas digitais no Brasil. Como essas empresas mudaram o setor?

Emerson Alecrim Por
Sem agências: o boom das carteiras e bancos digitais no Brasil (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Sem agências: o boom das carteiras e bancos digitais no Brasil (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Até um passado recente, banco online era sinônimo de banco tradicional com internet banking. Hoje é diferente. Bancos que operam exclusivamente pela internet caíram na graça dos brasileiros e são acompanhados de perto por fintechs que oferecem contas ou carteiras digitais.

Se você não é cliente de um ou mais desses serviços, pelo menos já ouviu falar de alguns. E vai ouvir mais. Além de bancões, bancos digitais e fintechs, varejistas e até operadoras de telefonia estão entrando na briga pela guarda do seu dinheiro.

Mas, para onde iremos com essa disputa? Será que não vai faltar cliente para tanto banco ou carteira digital? Não existe resposta simples para essas perguntas. Mas adianto que os desdobramentos dessa história são muito interessantes.

Banco Central dá sinal verde

Não é impressão sua. O número de bancos digitais ou contas oferecidas por fintechs disparou no Brasil, especialmente em 2020, e continua em ritmo forte.

Embora alguma movimentação no setor já fosse percebida anos antes, oficialmente, a escalada dos bancos digitais no Brasil teve início em abril de 2016, quando o Banco Central publicou a Resolução nº 4.480 para regulamentar a abertura e encerramento de contas nesse tipo de serviço.

Houve outras. Em janeiro de 2020, por exemplo, a Resolução nº 4.753 do Banco Central passou a valer e derrubou uma série de amarras do sistema bancário, entre elas, as regras que exigiam apresentação de documentos físicos (em papel) para abertura de contas.

Precisávamos de regulamentação? Bom, banco digital é diferente de banco digitalizado. Este último é uma instituição que inicia operações no modelo de agências físicas e, depois, passa a oferecer serviços na internet. Um banco digital nasce e permanece online, portanto, precisa de parâmetros e requisitos específicos para esse meio. A regulamentação proporciona isso.

Exemplos notáveis (mas não os únicos) de instituições que representam os novos tempos são os bancos Original e Inter. Ambos surgiram a partir de organizações que atuavam no mundo físico. O Original veio da fusão entre Banco JBS e o Banco Matone. O Inter começou como a financeira Intermedium na década de 1990, virou banco em 2008 e, nos anos seguintes, levou suas operações para o modelo digital.

Prédio do Inter, um dos principais bancos digitais do Brasil (imagem: divulgação/Inter)

Intel: com sede física, mas nada de agências (imagem: divulgação/Inter)

A ascensão das alternativas aos bancos convencionais ganha força, pelas vias oficiais, a partir de 2018, quando o Banco Central liberou regulamentações que deram mais autonomia para as fintechs, empresas que nasceram para a internet.

Uma delas é a Resolução CMN n° 4.656, de abril de 2018, que permite que empresas do tipo atuem na oferta de crédito sem ter que depender de bancos ou financeiras para isso — até então, muitas dessas fintechs operavam apenas como correspondentes bancários.

Impulsionar fintechs de crédito foi apenas uma das várias medidas do Banco Central para atacar o problema da concentração bancária no Brasil. Mas, mesmo antes dessas ações, a presença de serviços financeiros controlados por empresas de tecnologia (e não necessariamente por bancos) já era forte no país, vide o exemplo de plataformas como PicPay, Mercado Pago e RecargaPay.

Carteiras digitais (ou contas de pagamento)

A partir deste ponto, os conceitos podem ficar confusos. Então, antes de prosseguirmos, vamos a alguns esclarecimentos.

Originalmente, tínhamos apenas o ideal de carteiras digitais. Não existe nenhuma definição clara sobre o que é carteira digital, mas podemos atribuir essa denominação aos serviços que intermedeiam pagamentos após o usuário cadastrar cartões de crédito ou débito.

É o caso de plataformas como Google Pay, Apple Pay e Samsung Pay. Sob essa óptica, PicPay, Mercado Pago e RecargaPay (e outros) também podem ser classificados como carteiras digitais, pois também permitem cadastro de cartões.

Aplicativo do Mercado Pago (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Aplicativo do Mercado Pago (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Porém, essas plataformas passaram a oferecer outros serviços financeiros com o passar do tempo. Essa evolução, por assim dizer, as fazem ser incluídas na categoria de contas de pagamento (o que não quer dizer que designá-las “carteiras digitais” seja errado).

De acordo com o Banco Central, uma conta de pagamento é aquela que pode ser usada para saques, transações por cartão de crédito ou débito, transferências e, claro, pagamento de contas (inclusive em estabelecimentos físicos, via QR Code, por exemplo).

Parece uma conta corrente, certo? Certo. Mas uma conta de pagamento costuma ter um processo de abertura mais simples, não pode ter seus recursos alocados para operações de crédito (o banco pode usar o dinheiro das contas correntes em empréstimos) e o mais importante: não precisa ser administrada por um banco.

Conta digital, por sua vez, é uma expressão generalista. Ela pode fazer referência tanto a serviços de bancos digitais quanto a carteiras ou contas de pagamento.

Contas digitais por todos os lados

Como já ficou claro, o Banco Central tem adotado medidas para facilitar a atuação de fintechs em prol de uma competitividade maior no setor. Repare, como exemplo, que o Pix foi idealizado para incluir vários tipos de instituições no sistema, não somente bancos.

Junte esse a outros elementos, com o fato de grande parte da população brasileira ter celular, e temos um cenário que favorece o crescimento de plataformas que oferecem contas digitais.

2020 foi um ano excepcional nesse sentido, mas por um motivo indesejado: a pandemia de COVID-19. As ações de isolamento social levaram muita gente a recorrer a serviços financeiros online, especialmente no período entre março e abril daquele ano.

De acordo com uma análise da Comscore, o Brasil registrou um salto de quase 200% no acesso a bancos digitais em abril de 2020. A Caixa Econômica Federal foi o banco mais acessado via meios digitais no ano passado graças à busca pelo auxílio emergencial (aplicativo Caixa Tem) e o FGTS.

Ok, a pandemia serviu como um impulsionador anômalo, mas, antes disso, o uso de contas digitais já vinha em alta no Brasil e continua conquistando adeptos.

Prova disso é que, em conversa com o Tecnoblog, Eduardo Carneiro, diretor geral da Comscore no Brasil, destacou que, dos 20 serviços financeiros online mais acessados em março de 2021 no país, mais da metade corresponde a fintechs ou bancos digitais — a maior parte dos acessos foi feita via celular ou tablet.

Acesso a sites de serviços financeiros no Brasil em março de 2021 — fonte: Comscore
Instituição Total** (em milhões) Desktop (em milhões) Dispositivos móveis (em milhões)
1 Caixa 73.472 5.724 70.754
2 Nubank 37.314 1.081 36.733
3 Itaú 33.053 2.944 31.225
4 Santander 30.709 2.344 29.263
5 PicPay 27.532 369 27.341
6 Mercado Pago 25.661 1.581 24.657
7 Bradesco 25.573 2.528 23.897
8 Banco do Brasil 24.866 2.475 23.333
9 PagSeguro 24.795 5.267 21.116
10 Serasa 21.132 1.718 20.024
11 PayPal 15.779 865 15.205
12 Ame Digital* 14.011 14.011
13 Inter 11.497 553 11.123
14 Banco PAN* 10.127 10.127
15 RecargaPay 8.531 22 8.522
16 Iti 7.380 14 7.374
17 Alelo 7.029 112 6.969
18 Neon 6.273 49 6.256
19 C6 Bank* 6.237 6.237
20 Next 5.920 124 5.848
* Somente via aplicativo ** Pode haver sobreposição (usuários que acessam nas duas modalidades)

Repare, na tabela anterior, que o Nubank é um fenômeno. Com 37 milhões de acesso em março de 2021, a fintech ficou atrás da Caixa, mas apareceu na frente do Itaú, Santander, Bradesco e Banco do Brasil. Mas isso não quer dizer que os bancos estão derrotados. Essas instituições têm reagido à nova realidade.

Eu acho que o crescimento dos bancos digitais continuará forte e acho que os bancos tradicionais estão voltando a ganhar espaço com iniciativas digitais e melhorias em seus produtos, o que vai gerar uma garantia de manutenção ou até um possível crescimento orgânico da base [de clientes] que eles têm hoje.

(…) Existe um esforço muito grande dos bancos tradicionais de seguirem os players digitais. (…) Esses bancos estão correndo atrás de facilidades que, para a geração Z [nascidos entre 1995 e 2010] e os millennials [nascidos entre 1980 e 1995], têm valor muito grande.

Eduardo Carneiro, diretor geral da ComScore

A reação dos “bancões” se dá não só pela modernização de suas plataformas, mas pela criação de negócios voltados especificamente a contas digitais. Reparou que Next (Bradesco) e Iti (Itaú) também aparecem no ranking da ComScore?

O exemplo da Grão

O segmento de contas digitais está tão aquecido que tem dado espaço para iniciativas focadas em públicos específicos. A Conta Black, por exemplo, foi criada com foco nos desbancarizados (público que não tem conta bancária) — o negócio surgiu a partir da frustração que o empreendedor Sérgio All sentiu após ter um pedido de crédito negado em um banco tradicional.

Já o Pride Bank é direcionado à comunidade LGBTI+, enquanto o Ekko Bank visa atender ao pequeno ou médio varejista.

Levemos em conta também que muitas fintechs iniciam a sua trajetória com serviços direcionados e, posteriormente, passam a oferecer contas digitais. É o caso da Grão, que surgiu focada em microinvestimentos, mas, desde fevereiro de 2021, oferece uma conta digital que inclui cartão de débito.

A fintech foi criada pelas mãos de ex-sócios da Rico Investimentos. Entre eles está Monica Saccarelli. Além de cofundadora, ela é CEO da Grão. Ao Tecnoblog, a empresária contou que a proposta da empresa é ajudar o cliente a formar uma reserva de emergência, mesmo que investindo pequenos valores, ou a atingir um objetivo, como dar entrada na compra de um apartamento.

Monica Saccarelli, CEO da Grão (imagem: divulgação/Grão)

Monica Saccarelli, CEO da Grão (imagem: divulgação/Grão)

Na Grão, a conta digital não descaracterizou a plataforma. Pelo contrário. Essa modalidade permite à fintech atender a um público maior pela possibilidade de incluir aqueles que não têm conta em banco, mas o faz sem desvincular o serviço ao propósito do investimento ou da formação de reserva financeira:

A conta digital estava nos nossos planos desde o início para facilitar esse poupar. Se eu recebo um salário ou uma renda para só depois eu investir, nesse tempo eu possa acabar gastando [esse dinheiro] ou esquecendo [de investir]. A prioridade às vezes não é essa.

Com a nossa conta digital você guarda [dinheiro] automaticamente. Quando você recebe um valor na conta da Grão, a gente te sugere um percentual para investir.

(…) A gente também é uma alternativa para quem quer ter uma conta poupança digital: você não paga [para ter a conta] e ainda poupa.

Monica Saccarelli, CEO da Grão

Banking as a Service (ou “um banco para chamar de seu”)

Saccarelli também revelou que a conta digital da Grão é baseada em uma plataforma de Banking as a Service (BaaS). Nesse modelo de operação, uma empresa oferece serviços financeiros por meio de uma estrutura fornecida por uma companhia especializada.

Há várias plataformas do tipo no Brasil, como Dock, Zipdin e Banking in a Box. Esses serviços têm ganhado espaço porque chegamos a uma fase em que contas digitais não se limitam mais a bancos, financeiras e fintechs.

Algumas empresas, como é o caso da Grão, utilizam o BaaS para otimizar seus produtos. Como esse tipo de plataforma já está pronto, a fintech pode dedicar esforços e recursos no atendimento ao cliente e no aprimoramento da experiência de uso de seu aplicativo, por exemplo.

Mas o BaaS tem cumprido principalmente a função de ajudar empresas que não são do setor financeiro a ingressar nesse meio. A marca da empresa está lá, mas, nos bastidores, uma plataforma especializada faz as engrenagens rodarem.

O efeito disso é o surgimento de contas digitais como Magalu, Vivo Pay, BanQi (Casas Bahia), Conta Digital iFood (MovilePay), Trucker Pay (Volkswagen Caminhões e Ônibus) e tantas outras — não dá para afirmar que todas elas são baseadas em BaaS, mas o conceito está por trás de boa parte dos negócios do tipo.

Bruno Diniz, líder da Financial Data & Technology Association (FDATA) na América Latina, comenta no Tecnocast 194 que vê a movimentação em torno do BaaS como uma forma de democratização na prestação de serviços financeiros, afinal, essas plataformas removem as barreiras de entrada no setor:

O Bank as a Service é mais um instrumento que tira essa dificuldade de acesso a entrantes no mercado. Muitas instituições, hoje, rodam dessa forma e provavelmente devem continuar rodando assim sem interesse em tirar uma licença para ser uma instituição regulada ou ter que arcar com toda a parte operacional, que acaba não virando core [negócio principal].

Bruno Diniz, líder da FDATA na América Latina

Teremos uma “bolha” de bancos ou carteiras digitais?

Se antes tínhamos que recorrer aos bancos tradicionais para guardar ou movimentar dinheiro, hoje, parece que sobra opções digitais para isso. Essa situação ativa o desconfiômetro: com tantas empresas criando contas digitais, será que não veremos uma “bolha” surgir nesse meio?

É claro que o risco nunca é zero, mas, de modo geral, há um otimismo no mercado sobre o crescimento desse segmento pela percepção de ainda haver muito espaço a ser explorado.

Monica Saccarelli, da Grão, destaca que, se analisarmos os balanços dos bancos tradicionais, veremos que o setor continua muito centralizado nessas instituições. A executiva lembra também que o Brasil ainda tem um número grande de desbancarizados.

Já Eduardo Carneiro, da ComScore, vê o risco como baixo por vários fatores, como a praticidade dos serviços “white label” (que se encaixam no conceito de BaaS).

O executivo entende que é difícil constituir um banco no Brasil (por conta das exigências regulatórias), mas que, por outro lado, uma empresa pode oferecer serviços financeiros mantidos por outras instituições e encontrar um leque de oportunidades ali sem ter que manter uma estrutura tecnológica complexa para isso.

Há outro ponto importante. Bruno Diniz observa que uma companhia que cria um banco ou carteira digital voltada ao seu ramo de atuação (é o caso da conta do iFood, direcionada a restaurantes) terá boas chances de fazer esse negócio prosperar, afinal, a companhia conhece os pormenores daquele segmento e pode oferecer produtos financeiros correspondentes.

Diante desses aspectos, fica difícil pensar em bolha. O fato é que o mercado financeiro está mudando. As instituições tradicionais continuam dominando a cena, mas não são mais os únicos protagonistas. E olha que esse é só o começo: pode ter certeza de que o open banking vai fazer essa transformação ser muito mais intensa.

Tecnocast 194 – O reinado dos bancões está ameaçado?

Em 2020 o número de downloads dos apps de bancos digitais ultrapassou pela primeira vez o dos bancões. Mas, apesar do crescimento exponencial, essas empresas seguem dando prejuízo. Esse é o tema do Tecnocast 194, confira!

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Islan Oliveira (@Islan_Oliveira)

Eu tenho conta no Banco Inter desde 2017 e hoje em dia ela é minha conta principal, ainda mais com o advento do PIX. Mantenho uma conta poupança na caixa unicamente para saques, pois na cidade que moro no momento não tem Banco 24 horas, o que permitiria fazer saques pelo Inter.

João (@Joao_Vianna)

Uso os dois serviços e para quem deseja algo realmente completo, os tradicionais ainda estão muito a frente, até porque claro os objetivos são outros.

O que importa nisso é que cada um tenha sua necessidade atendida, seja por um banco tradicional, digital ou fintech, tem que prefere o simples e o completo. O que não se deve é demonizar um ou outro por questões pessoais.

Única dica é prestar bastante atenção em ranking do BACEN visto que lá só consta reclamações procedentes e por isso ele se torna melhor que o RA( ele aceita de tudo) para não ter surpresas com um atendimento que quando precisar talvez lhe traga muita dor de cabeça.

Até porque com o PIX o grande diferencial que existia entre todos se acabou, hoje independente de onde se tenha conta, você vai ter transferências gratuitas.

Luis Carllos (@XxxStrangeManxxX)

Único cartão que ainda tenho é do Nubank, tive do Inter mas cancelei a conta por alguns motivos:
1.não achei o atendimento muito prático
2. app achei um pouco confuso com tantas opções disponíveis e muitas escondidas
3. Nenhuma compra ficar disponível na hora

Tirando esses problemas é um bom banco, quem sabe daqui 1 ano eu abra uma conta nova lá.

Bradesco quero distância, Itaú tentei o cartão click mas negaram e acredito que com o Credicard zero será a mesma coisa (a impressão que fica é que querem que você abra uma conta no banco e pegue um cartão com anuidade).

Juninho (@veiodotecnoblog)

Hoje com o advento do PIX, estou fazendo o caminho inverso. Fui um dos primeiros a ter conta no Nubank e no banco Inter. Mas tanto Nubank, como Banco Inter e Sofisa Direto tem data marcada para encerar as atividades, do manterei minha conta PJ no Banco Inter no futuro. Este ano eu resolvi concentrar tudo no Banco do Brasil. Abri uma conta na Nomad e muito em breve eu também devo entrar como investidor no mercado Norte Americano, pois estão aceitando abertura de conta até com o RG, o que torna o processo muito mais fácil.

imhotep (@imhotep)

Eu acho é ótimo. Quanto mais opções melhor.
Certo é que muitas sumirão, outras serão absorvidas por grupos maiores e alguns poucos devem restar.
Mas é muito melhor do que depender de meia dúzia de bancos gigantes.

² (@centauro)

Dai num futuro próximo o mercado será dependente de meia dúzia de carterias digitais gigantes que farão parte de bancos digitais gigantes que ou nasceram digital e cresceram ou foram absorvidas pelos tradicionais.
E tudo fica igual.

imhotep (@imhotep)

Normal. Tudo é cíclico.

Vitor (@Vitor_Silva)

Rapaz,

Eu odeio a Caixa Econômica com todas as minhas forças. Atravesso até a rua quando vejo uma na calçada.

Hoje só utilizo 3 bancos: Nubank, Inter e Itaú.

Itaú: Uso a antiga e falecida iconta, tudo é grátis, exceto se você for na agência. E não tem a opção de cartão de crédito sem anuidade. Uso somente para saques, quando não tem Caixa 24h por perto.

Nubank: Abri a conta pra ver se era tudo isso mesmo. O que MATA é o saque pago. E é um dos motivos de não ser meu banco principal.

Inter: É meu banco principal. App mudou bastante e está bem mais polido. Tem saque grátis, investimento e algumas parcerias interessantes, como o Shell Box.

Já tive o It do Itaú, mas agora só é permitido um saque por mês, então pra mim morreu

O saque grátis tem um diferencial enorme pra mim, pois ando com pouco dinheiro na carteira, e sempre quando o estabelecimento não aceita débito, crédito ou pix, tenho aquele cinquentinha pra salvar.

Josisclelson (@Josisclelson)

Abri conta no nubank faz alguns anos e gostei bastante, possuo conta no Santander há muitos anos, desde a época do Banco Real e por isto tenho um limite alto no cartão, assim como diversos investimentos há anos ali, é o que me mantém de certa forma “preso” no Santander, mas penso bastante na portabilidade para o Banco Inter…

Tinha conta Jurídica no Itaú e tentei abrir no Nubank, porém o Nubank ainda em fase de testes acabou não me chamando, digamos, para esta fase de testes, então abri a PJ no Inter e é só alegria ali, além de uma carteira de investimentos, não tenho tarifas pra PJ e tudo bem prático e então encerrei a PJ no Itaú.

Pra quem é PF e PJ vale muito a pena o Banco Inter, além de poder sacar gratuitamente, creio que o Nubank quando ter uma conta PJ aberta ao público em geral, será uma ótima opção para saírmos dos “bancões” que cobram muitas taxas!

Josisclelson (@Josisclelson)

A Caixa pra ser ruim tem que melhorar muito ainda, aquele app deles é uma desgraça infinita. Infelizmente pra financiamentos imobiliários ficamos presos nesse inferno de banco.

🤖 (@Norub)

Tambem fiz o movimento inverso, como algumas pessoas comentaram.

Tinha o Nubank desde 2015. E no ano passado, depois de ter alguns problemas, e tentar resolver com os atendentes, o banco se mostrou tão burocratico e dificil quanto os outros bancos tradicionais.

Então resolvi voltar pra conta digital do Itau, a iConta, onde todos os serviços são de graça. E peguei o cartã de credito Click, da propria itaucard. Ai fica tudo integrado num aplicativo só.

João Eduardo Medeiros (@joaomedeiros95)

Hoje uso o C6 Bank e sem dúvidas é o melhor, o Nubank e o Inter são muito bons também mas o conjunto Cartão Carbon + Pontos Atómos do C6 é animal, nunca vi melhor.

Já vi algumas pessoas reclamando do atendimento mas já precisei algumas vezes e o atendimento foi sensacional.

A C6 Store é um diferencial gigantesco, eu simplesmente amo, muitas vezes ao ano tem promoções incriveis, a um mês atrás comprei um Macbook M1 por 6400 reais (30% de desconto), e pra mim a grande vantagem da Store é que eles usam varejistas grandes (Magalu, Casas Bahia) para fazer as vendas e aplicam os descontos deles por cima.

Douglas Amorim (@Douglas_Amorim)

Troquei de celular semana passada. Tanto o INTER quanto o NUBANK fizeram suas validações cadastrais e biométricas diretamente pelo novo celular e em poucos minutos eu já estava utilizando normalmente pra fazer minhas movimentações.

Já o dinossauro ITAÚ não me deixa realizar nenhuma transferência se eu não for ao caixa eletrônico físico validar essa m**** desse tal de itoken deles. Coisa mais ultrapassada! Parece que estão com preguiça de mudar, ou fazem isso pra vc ir presencialmente e talvez contratar mais serviços deles (coisa que jamais farei). É uma saco toda vez que trocar de dispositivo ter que ir à agência.

Amarildo (@Amarildojrd)

Concordo plenamente, acho que está tendo uma oferta exagerada de carteiras/contas digitais, mas será que há dinheiro suficiente para manter a operação e geração de lucro para essas fintechs? Me parece uma bolha que vai estourar, mais cedo ou mais tarde, até porque, como você bem pontuou, elas não oferecem muito diferencial entre uma e outra. Tenho colegas que tem contas digitais em várias fintechs (Nubank, PagBank, Neon etc) e não movimenta essas contas… No fim, devem sobreviver as mais consolidadas financeiramente.

João Eduardo Medeiros (@joaomedeiros95)

Nem me fale, o BB esses dias do nada bloqueou meu telefone, tentei até ir no caixa eletrônico desbloquear mas o próprio caixa pediu pra ir no atendimento presencial, liguei o botão do fod#-se e vou me desfazer da minha conta no BB.

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