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Escassez de chips pode ser agravada por falta de vacinas

Fornecedora taiwanesa suspende produção após registrar casos confirmados de COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus

Bruno Gall De Blasi Por

A escassez de chips impulsionada pela alta demanda de eletrônicos durante a pandemia é uma das principais preocupações da indústria do momento. Mas há outro fator que pode agravar a crise global de semicondutores: a falta de vacinas contra a COVID-19. É o que relata um executivo de um fornecedor taiwanês ao Nikkei Asia.

Escassez de chips deve durar até 2022

Escassez de chips deve durar até 2022 (Imagem: Brian Kostiuk/Unsplash)

A preocupação ocorre depois que a King Yuan Electronics (KYEC), que fornece serviços de testagem de chips, suspendeu suas atividades devido ao novo coronavírus. Recentemente, 77 funcionários contraíram a doença na unidade de Miaoli, no Taiwan.

Um porta-voz explicou que a companhia parou a produção por dois dias, até domingo (6), para limpar e desinfectar todo o ambiente de trabalho. Além disso, a empresa está fazendo testes em todos os seus funcionários para verificar se há outros casos. A fornecedora também está recebendo auxílio das autoridades do Taiwan.

A interrupção tende a afetar as entregas de junho, segundo o presidente da fornecedora. Devido à suspensão temporária, a MediaTek já afirmou que espera um impacto na receita de junho. Além da fabricante de processadores, a KYEC também atende companhias como a Intel, Novatek, Nvidia e Qualcomm.

Falta de vacinas no Taiwan pode agravar crise global de semicondutores (Imagem: Pixabay/Arek Socha)

Falta de vacinas no Taiwan pode agravar crise global de semicondutores (Imagem: Pixabay/Arek Socha)

Falta de vacina no Taiwan pode agravar escassez de chips

Segundo o site especializado, a suspensão pode agravar a escassez global de semicondutores. A percepção é acompanhada por um executivo de uma fornecedora taiwanesa da Apple. Para ele, mais empresas podem ser forçadas a interromper à produção caso a população do Taiwan não seja vacinada o quanto antes.

“Se a maioria da população do Taiwan não receber as vacinas contra a COVID-19 em breve, temo que seja apenas uma questão de tempo até que mais e mais empresas sejam forçadas a interromper a produção devido à disseminação do vírus”, afirmou. Até o momento, somente 2,4% da população local recebeu a primeira dose do imunizante.

A crise global de semicondutores afeta desde a produção de celulares até a indústria automobilística. Para especialistas, a crise deve durar até 2022, o que pode afetar preços de computadores, videogames e afins. Outras empresas esperam até prazos maiores.

Com informações: 9to5Mac e Nikkei Asia

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