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Terreno virtual mais caro da história é vendido como NFT por quase US$ 1 milhão

Terreno virtual no metaverso Decentraland se torna o mais caro da história após ser vendido como um NFT por US$ 914 mil

Bruno Ignacio Por

Um terreno virtual no “metaverso” chamado Decentraland foi vendido por quase US$ 1 milhão em MANA, a criptomoeda nativa do jogo e hospedada no blockchain da Ethereum. Registrado como um NFT, ou token não fungível, o lote digital acabou se tornando o mais caro da história após sua venda nesta última quinta-feira (17).

Terreno virtual na Decentraland se torna o mais caro da história (Imagem: Reprodução/Decentraland)

Terreno virtual na Decentraland se torna o mais caro da história (Imagem: Reprodução/Decentraland)

A compradora foi a empresa de investimentos imobiliários digitais chamada Republic Realm, que adquiriu o ativo que representa o terreno virtual por cerca de 1,3 milhão de MANA, o que valia aproximadamente US$ 914 mil no momento da transação. Enquanto a venda se tornou a mais cara da história em dólares, já houveram outras negociações sob um valor maior de MANA quando a criptomoeda valia menos.

Lançada em fevereiro de 2020, a Decentraland é um jogo de realidade virtual construído no blockchain da Ethereum. Os usuários podem comprar terrenos, bens e serviços em pacotes chamados LAND, que são adquiridos com MANA, um token nativo do game do tipo ERC-20. As propriedades são registradas através de contratos inteligentes e vendidas como NFTs, ou tokens não fungíveis.

Terrenos virtuais em metaversos se valorizam

A Decentraland é um dos principais metaversos da internet – uma espécie de realidade alternativa em um universo completamente digital baseado na ideia inicialmente apresentada por “Second Life”. Cada vez mais serviços e funcionalidades são adicionados a esse mundo virtual. Dessa maneira, os terrenos disponíveis para compra abrem portas para se criar uma infinidade de coisas.

“Mal podemos esperar para anunciar nossos grandes planos para esta propriedade”, tuitou a Republic Realm. “Nosso compromisso em construir e desenvolver o metaverso está mais forte do que nunca.”

A compradora do terreno virtual mais caro da história é uma empresa com sede em Nova York que investe em imóveis digitais alocados em mundos digitais. De acordo com o perfil da companhia na Decentraland, esta não é a primeira compra de um lote que a Republic Realm já fez na plataforma, sendo proprietária de diversos outras propriedades no metaverso.

Assim, a empresa quebrou o recorde estabelecido apenas algumas semanas atrás, quando outra companhia de protocolos em blockchain chamada Boson Protocol comprou um dos terrenos na Decentraland por cerca de US$ 700 mil.

A plataforma é um dos mais importantes e famosos jogos em blockchain da atualidade que operam sob o modelo “play-to-earn”, ou “jogue para ganhar”. Nesse tipo de game, usuários ganham recompensas em tokens ou criptomoedas que podem ser trocadas em marketplaces próprios ou externos que negociam terrenos, avatares e objetos registrados como NFTs. Essencialmente, esse tipo de jogo permite que seus jogadores ganhem e lucrem com ativos digitais.

Com informações: The Block

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Gustave Dupré (@Gustave_Dupre)

Eu finalmente fiquei velho, porque pqp que !%@$% está acontecendo com essas NFT’s? Desde o primeiro artigo que apareceu por aqui só consegui pensar em como isso era estupido. Artigo por artigo e só piora a impressão. Eu só consigo pensar que isso é algum tipo de lavagem de dinheiro. Igual rolava muito com arte.

Eu (@Keaton)

Que nada… pessoal que tá caducando, não tu. hahaha

Rodrigo Bnk (@Rodrigo_Bnk)

Eu penso que deve ser lavagem de dinheiro tbm em alguns casos.
Em outros caso eu penso ser aquela frase que detesto ter que falar: ‘todo dia um esperto e um trouxa…’, mas acho q frase muito ruim (nunca a falaria para quem cai).
1 milhão para ter isso ai da reportagem: q na prática nao é nada.
Ou então sei lá quatos milhoes para vc poder dizer que é dono de tal meme e isso não significar nada no dia a dia. Mas nada mesmo.
Eu ouvi todo o podcast do @tecnocast mas mesmo assim não consigo engolir essa coisa nao, viu.