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Bitcoin despenca para menos de US$ 30 mil pela primeira vez desde janeiro

Bitcoin (BTC) caiu para cerca de US$ 28,8 mil na manhã de hoje, registrando o seu menor preço desde janeiro

Bruno Ignacio Por

O bitcoin (BTC) está passando por seu pior momento em 2021. Nesta terça-feira (22), o preço do principal ativo digital do mercado caiu para abaixo dos US$ 30 mil pela primeira vez desde o começo de janeiro, praticamente anulando toda a valorização acumulada pela criptomoeda neste ano.

Bitcoin cai para abaixo dos US$ 30 mil pela primeira vez desde o começo do ano (Imagem: Mohamed Hassan/Pixabay)

Bitcoin cai para abaixo dos US$ 30 mil pela primeira vez desde o começo do ano (Imagem: Mohamed Hassan/Pixabay)

De acordo com o índice CoinDesk, a moeda digital chegou a ser negociada pelo valor mínimo de US$ 28,8 mil na manhã de hoje. Como comparação, seu recorde de preço em 2021 é de US$ 64,8 mil, registrados em meados de abril. Assim, a mais nova queda do bitcoin praticamente anulou toda a sua valorização acumulada desde o primeiro dia do ano, quando operava no patamar de US$ 29 mil.

A criptomoeda subiu cerca de 400% ao longo de 2020 e tomou os noticiários do mundo todo em 2021, chamando a atenção de grandes empresas como a Tesla e MicroStrategy, que se tornaram os principais investidores institucionais do ativo ao comprarem bilhões de dólares em BTC.

Preço do bitcoin chegou a US$ 28,8 mil na manhã de hoje (Imagem: Reprodução/CoinDesk)

Preço do bitcoin chegou a US$ 28,8 mil na manhã de hoje (Imagem: Reprodução/CoinDesk)

Medo de investidores incentiva venda

Com importantes companhias legitimando o investimento em bitcoin e com os preços da criptomoeda disparando sem parar nos primeiros quatro meses do ano, os investidores do varejo também viram uma oportunidade para lucrar a curto prazo. Movidos pela euforia de mercado, a demanda pelo ativo digital subiu muito no primeiro trimestre.

Porém, a versão contrária desse efeito está acontecendo agora. Investidores comuns entram em pânico ao ver os preços despencarem e seu dinheiro se desvalorizar, levando a uma crescente onda de vendas da criptomoeda.

“Qualquer queda significativa para abaixo dos US$ 30 mil fará com que muitos players que entraram no mercado por impulso desistam”, disse Matt Maley, estrategista-chefe da gestora de investimentos Miller Tabak, à Bloomberg. “Portanto, mesmo que o bitcoin possa mudar o mundo no longo prazo, isso não significa que não ele possa cair no curto prazo.”

Outras criptomoedas também caíram

Ao despencar, o bitcoin também levou consigo a maioria das principais criptomoedas do mercado. O ether (ETH), nativa do blockchain Ethereum e a segunda moeda digital de maior capitalização, chegou ao preço mínimo de US$ 1.710, de acordo com o índice CoinDesk. Trata-se do seu menor valor desde o final de março.

Além disso, o bitcoin espantou ainda mais o mercado financeiro ao quebrar a linha dos US$ 30 mil, que era tida por muito tempo como um limite para sua desvalorização. Com mais incertezas rondando seu preço e as perspectivas para o curto prazo, muita gente está abandonando a opção “alternativa” de investimento.

China é maior inimiga do bitcoin e das criptomoedas

China vem aplicando proibições sobre criptomoedas (Imagem: RABAUZ/Pixabay)

China vem aplicando proibições sobre criptomoedas (Imagem: RABAUZ/Pixabay)

A temporada de constante alta para o bitcoin começou a ser abalada pelos reguladores chineses, que apertaram as restrições e proibições na oferta e no uso de criptomoedas no país. Em meados de março, o banco central da China anunciou novas medidas proibicionistas sobre serviços e transações com moedas digitais no país, notícia que foi recebida como uma bomba pelos investidores e causou uma perda de US$ 750 bilhões no valor de mercado dos criptoativos de um dia para o outro.

Nesta última segunda-feira (21), as autoridades chinesas reforçaram sua decisão em um comunicado enviado às principais instituições financeiras do país. No documento, o Banco Popular da China (PBOC) avisa que todas as contas vinculadas a exchanges e casas de câmbio de criptomoedas devem ser suspensas. O governo também reafirmou que os bancos estão proibidos de realizar negociações, compensações e liquidações desses ativos.

“A parte mais especulativa do mercado financeiro são as criptomoedas”, disse Eric Diton, presidente e diretor administrativo da consultoria de investimentos Wealth Alliance, à Bloomberg. “No final das contas, o que determina o valor do bitcoin é sua aceitação e a oferta e demanda. Quando você tem um país como a China se opondo ao ativo, isso realmente prejudica sua aceitação global e é por isso que estamos vendo o valor se deteriorar tanto como agora”, concluiu.

Com informações: Bloomberg

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