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Facebook passa a valer US$ 1 trilhão após decisão sobre compra do WhatsApp

Ações subiram após decisão da Corte do Distrito de Columbia para suspender um pedido para reverter a compra do WhatsApp e Instagram pela rede social

Pedro Knoth Por

O Facebook é a primeira empresa de tecnologia americana fundada a partir dos anos 2000 a valer US$ 1 trilhão no mercado. Segundo o Yahoo Finance, a companhia ultrapassou a marca após o encerramento do pregão da Nasdaq desta segunda-feira (28); o salto é influenciado pela decisão da Corte Distrital nos EUA que anulou uma intimação da Comissão Federal de Comércio (FTC) que revertia a aquisição de WhatsApp e Instagram pela companhia de Mark Zuckerberg.

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook (Imagem: Anthony Quintano/Flickr)

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook (Imagem: Anthony Quintano/Flickr)

Facebook vale US$ 1,008 trilhão e ação decola 4%

O índice do Yahoo Finance coloca o Facebook com um valor de mercado de US$ 1,008 trilhão até às 17h05 na Nasdaq — 18h05 no horário de Brasília. Ao encerrar do pregão na bolsa, as ações da companhia se valorizaram em 4,18%, valendo US$ 355,66.

A rede social é a primeira empresa fundada após o começo do milênio a atingir a marca trilionária, o que a torna integrante mais mais nova de um elenco de peso com Google, Amazon, Apple e Microsoft — as duas últimas já valem o dobro: US$ 2 trilhões. A nova marca do Facebook é acompanhada por uma decisão jurídica de anular uma intimação antitruste que revertia a aquisição do WhatsApp e do Instagram pela plataforma.

Corte anula intimação para reverter aquisição do WhatsApp

Ao protocolar sua notificação jurídica, a FTC disse que a compra de concorrentes diretos no mercado de redes sociais deferia poderes de monopólio ao Facebook. Mas o Juiz James E. Boasberg, da Corte Distrital de Columbia, em Washington D.C, recusou a queixa achou os argumentos da agência antitruste rasos.

“A FTC fracassou em compilar fatos para comprovar os elementos necessários para as acusações previstas na Seção 2 — de que o Facebook tem poder de monopólio no mercado de serviços de Personal Social Networking (PSN),” Boasberg escreveu na decisão. “A queixa não contém nada sobre o tema a não ser da acusação infundada de que a companhia tinha e manteve controle de uma ‘fatia significativa desse mercado (um excesso de 60%)’”, completou o magistrado.

A decisão jurídica serve de precedente para outras ações de monopólio em processos que o Facebook enfrenta em alguns estados americanos. Em dezembro, um grupo de procuradores dos Estados se reuniu e protocolou uma notificação formal contra a rede social, com o mesmo teor de acusação do pedido da FTC.

Facebook enfrenta ações antitruste nos EUA e na Europa

Boasberg abriu margem para que a agência que regula competição de mercado nos EUA recorra da decisão e reforce os argumentos fornecidos junto à acusação. O prazo dado para o registro de uma nova queixa é 29 de julho.

O Congresso Americano deve subir o tom contra big techs devido à rejeição do processo da FTC na Justiça. Parlamentares já têm projetos para evitar que o Facebook, Google e Apple comprem concorrentes diretos, que atuam em seus mercados. A proposta também bane parcerias de interoperabilidade feitas por essas empresas.

Na Europa, mais um fronte do Facebook na disputa antitruste: a rede social é acusada de monopólio por usar dados do Marketplace para vender anúncios dentro da própria plataforma, o que a confere uma vantagem indevida frente à competição.

Com informações: Yahoo Finance e The Verge

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