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Samsung Galaxy S21 FE pode chegar ao Brasil sem Snapdragon 888

Escassez de chips pode fazer Samsung lançar Galaxy S21 FE com chip Exynos 2100 em alguns mercados, como o brasileiro

Emerson Alecrim Por

A escassez de chips pode ter forçado a Samsung a mudar os planos para o lançamento do Galaxy S21 FE. Para começar, a companhia teria adiado o anúncio do modelo de agosto para outubro de 2021. Recentemente, surgiram informações de que, para lançar o aparelho em escala global, a companhia irá equipá-lo com um chip diferente do Snapdragon 888 em alguns mercados.

Possível Samsung Galaxy S21 FE (Imagem: Reprodução/Steve Hemmerstoffer/Voice)

Possível Samsung Galaxy S21 FE (imagem: reprodução/Steve Hemmerstoffer/Voice)

Provavelmente, a alternativa vai ser o octa-core Exynos 2100, chip de 5 nanômetros da própria Samsung que é visto justamente como um rival do Qualcomm Snapdragon 888.

Embora a Samsung não comente a situação, tudo indica que a companhia está com dificuldades para encomendar unidades do Snapdragon 888 em quantidade suficiente para o Galaxy S21 FE ter lançamento mundial.

O problema aparenta ter são sério que, na semana passada, surgiram rumores de que a companhia limitará a chegada do Galaxy S21 FE aos Estados Unidos e Europa. Ásia e América do Sul, por exemplo, ficariam de fora.

Se o Exynos 2100 for mesmo incluído nos planos da Samsung, o smartphone poderá ser lançado em mais mercados.

Não há informações sobre a estratégia de distribuição, mas fala-se que a companhia irá direcionar o Galaxy S21 FE com Snapdragon 888 aos Estados Unidos e à Europa (e, talvez, à Coreia do Sul). A versão com Exynos 2100 seria lançada nos demais países, o que incluiria o Brasil.

Essa estratégia, se adotada, não será inédita. Vale lembrar que o Galaxy S21, o Galaxy S21+ e o Galaxy S21 Ultra foram lançados em alguns países, incluindo os Estados Unidos, com o Snapdragon 888; outros mercados, como o Brasil, receberam as versões desses modelos com o Exynos 2100.

O que esperar do Galaxy S21 FE

Os rumores mais recentes sugerem que, independentemente do processador, o Galaxy S21 FE terá tela Super AMOLED de 6,5 polegadas com taxa de atualização de 120 Hz, até 8 GB de RAM e armazenamento de até 256 GB.

Câmera tripla na traseira com sensor principal de 12 megapixels, câmera frontal de 32 megapixels, bateria de 4.500 mAh com recarga de 25 W e Android 11 com interface One UI de 3.1 estão entre as demais características possíveis.

Com informações: XDA Developers, Gizmochina.

Tecnocast 187 — A crise global de chips

O aumento no consumo de eletrônicos durante a pandemia está provocando uma escassez na oferta de semicondutores. As fabricantes não estavam preparadas para atender a essa demanda e esse descompasso deve afetar o preço dos produtos nos próximos meses.

Esse é o tema do Tenocast 187. Dê play e confira!

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André Gorgen (@Banana_Phone)

Pelo menos o Exynos 2100 é bem melhor que o 990, não tem tanto problema com aquecimento e em alguns benchmarks o Exynos 2100 se saiu melhor que o Snapdragon 888, embora a GPU presente no Snapdragon ainda seja melhor.
Quem sabe agora que a Samsung fez uma parceria com a AMD, a GPU dos próximos Exynos fique melhor.

André Noia (@Andre_Noia)

Ou seja, basicamente vão voltar com a normalidade, porque o Snapdragon só foi colocado no S20 FE por conta daquele erro de projeto (ou processador ruim mesmo) que fazia os aparelhos esquentarem e tudo mais. Eu tenho o S20 FE com Snapdragon e posso dizer que é um senhor telefone. Custo-benefício imbatível. Agora, comercialmente, não faz o menor sentido uma empresa que produz seus próprios processadores, que no geral competem bem com seu principal concorrente, embarcar processadores da Qualcomm, que certamente tem um custo maior em relação aos da própria Samsung.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Se a Samsung pudesse, não venderia um Galaxy se quer com SnapDragon. Porém em mercados selecionados ela opta, casualmente são os mercados mais importantes; US, Coreia e China. Os demais quando recebem com SD é por falha na logística.

André Gorgen (@Banana_Phone)

Quando o Galaxy S7 foi lançado, a versão com Exynos se mostrou melhor que a versão com Snapdragon em vários pontos, só na GPU que o Snapdragon se saia um pouco melhor, mas o Exynos não se saiu melhor por ser um processador excepcional, ele era melhor pois o Snapdragon 820 era muito problemático.
Lembro de ler comentários de americanos reclamando, que queriam o S7 com Exynos também

André Gorgen (@Banana_Phone)

O pior de todos da linha 800 foi o 810, era o que mais esquentava. A LG na época chegou a lançar o LG G4 com Snapdragon 808, pois embora ele fosse menos potente, esquentava menos.
O Sony Xperia Z3 Plus não conseguia gravar mais de 10 segundos em 4K que já fechava a câmera por super aquecimento.

Depois veio o 820 que diziam ter resolvido os problemas de aquecimento e consumo de bateria, mas eu tive um HTC 10 com Snapdragon 820 e eu chegava a recarregar ele 3 vezes por dia. Aí a Qualcomm logo lançou o 821 que era uma versão corrigida do 820, dizem que esse até que era bom.