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Hacker de Zelda: Breath of the Wild é preso por vender saves no Japão

O hacker anunciava os serviços de modificação de saves em sites de leilões e havia faturado mais de R$ 460 mil desde 2019

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O hacker Ichimin Sho, de 27 anos, foi preso no Japão, na semana passada, após ser pego em flagrante tentando vender saves modificados de The Legend of Zelda: Breath of the Wild na internet. Ele anunciava os arquivos com progressão alterada e cheats em sites de leilões por 3,5 mil yenes (cerca de R$ 163) cada um — atividade considerada ilegal no país.

The Legend of Zelda: Breath of the Wild

The Legend of Zelda: Breath of the Wild (Imagem: Divulgação/Nintendo)

De acordo com o Broadcasting System of Niigata (BSN) — com tradução do Dexerto, Sho chegou a anunciar seus serviços em uma plataforma de leilões online antes de ser preso, em 8 de julho. Esse era o único anúncio do usuário no site desde abril deste ano.

Segundo o hacker, o software que ele usava era o mais poderoso do todos e permitia modificar os saves de diversas formas, como para aumentar atributos, incluir mais habilidades, criar itens raros ou fazer qualquer outra alteração a pedido dos clientes.

À polícia de Niigata, Sho confessou que tinha faturado mais de 10 milhões de yenes (R$ 469 mil) com a venda de saves, desde o segundo semestre de 2019. O hacker foi enquadrado na Lei de Prevenção da Concorrência Desleal do Japão, que tem sido usada com frequência para impedir o comércio de arquivos modificados de jogos no país.

Jogador de Pokémon também foi preso por vender saves

Em fevereiro deste ano, os policiais utilizaram a mesma lei para prender um jogador de Pokémon Sword & Shield que havia lucrado mais de 1,1 milhão de yenes (R$ 51,6 mil) vendendo Pokémon brilhantes hackeados nos games da franquia.

A legislação também já serviu de base em um processo judicial movido pela própria Nintendo em 2017 contra a empresa de karts MariCar, que, segundo a Big N, estaria violando direitos autorais ao usar a imagem do Mario para divulgar as corridas.

Ao BSN, o vice-diretor da Divisão de Contramedidas para Crimes Cibernéticos da Polícia de Niigata, Okazawa, pediu que os jogadores parassem de criar, vender ou comprar saves ou softwares modificados. Enquanto isso, as autoridades japonesas continuam se preocupando demais com jogadores que modificam games singleplayer.

Com informações: Kotaku, Dexerto, BSN.