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60% dos fones sem fio e smartwatches no Brasil vieram do mercado cinza em 2021

Mercado brasileiro de fones de ouvido sem fio, pulseiras fitness e smartwatches teve crescimento de 24% no primeiro trimestre

Bruno Gall De Blasi Por

O mercado cinza representou a maior parte das vendas de wearables no Brasil. Durante o primeiro trimestre de 2021, aproximadamente 60% dos fones de ouvido sem fio, pulseiras fitness e smartwatches foram adquiridos no país através de canais paralelos. Os números partem de um levantamento preparado pela IDC Brasil.

Celular com fone Bluetooth ao lado (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Celular com fone Bluetooth ao lado (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Os dados compreendem os resultados do 1º trimestre de 2021 no país. Ao todo, 964.037 dispositivos vestíveis foram comercializados no Brasil. A cifra compreende a venda de fones de ouvido Bluetooth e relógios inteligentes em ambos os canais de vendas. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o crescimento é de 24,39%.

Boa parte das remessas, no entanto, partiram de canais paralelos. Os dados da consultoria indicam que 58,1% desses produtos vieram do mercado cinza no primeiro trimestre deste ano. Dessa parcela, 64,6% compreende as vendas de pulseiras e relógios inteligentes. Em relação aos fones de ouvido sem fio, a cifra é de 46,5%.

O levantamento ainda detalhou a receita do mercado de wearables durante o período. O setor acumulou uma R$ 635,3 mil, sendo R$ 414,7 mil para smartwatches e R$ 220,6 mil para fones de ouvido. Os valores levam em consideração os dois mercados.

Mercado brasileiro de smartwatches teve crescimento de 28% (Imagem: Luke Chesser/Unsplash)

Mercado brasileiro de smartwatches teve crescimento de 28% (Imagem: Luke Chesser/Unsplash)

Mercado de smartwatches teve crescimento de 28%

As fabricantes de pulseiras fitness e relógios inteligentes colheram bons frutos entre janeiro, fevereiro e março de 2021. Durante este período, cerca de 615,7 mil unidades foram adquiridos no país, sendo 397,9 mil no mercado cinza e 217,7 mil em meios oficiais. O aumento é de 28% em relação ao primeiro trimestre de 2020.

Já a comercialização de fones de ouvido sem fio teve um crescimento de 19%. Neste caso, cerca de 348,3 mil dispositivos foram adquiridos por consumidores brasileiros durante o 1º trimestre de 2021. Desses, 161,9 mil foram comprados no mercado paralelo, enquanto 186,3 mil foram obtidos nos canais oficiais.

O preço médio desses produtos também teve queda com a chegada de modelos mais básicos. No Brasil, as pulseiras e os relógios são encontrados na faixa de R$ 1.269,37 em canais oficiais e R$ 347,49 em outras fontes. Já os fones de ouvido são adquiridos, em média, por R$ 867,38 nos meios oficiais e por R$ 364,50 no mercado cinza.

Com informações: TeleSíntese

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Tech Nerd 🤓 (@technerd)

Sim, estão loucos que eu vou pagar 400-500 reais por uma smartband que eu posso pegar no Aliexpress por menos de 150. Além do mais, esses produtos dificilmente são taxados pq custam menos de 50 dólares.

Gustavo Guerra (@GustavoGuerra)

Se não fosse o mercado cinza o brasileiro estaria numa pior agora, não teríamos video games, smartphones, vestíveis, Apple, e monte de outras coisas com um preço menos caro.

Isso só escancara como nosso sistema tributário aqui é horrível, dificultando que empresas entrem no mercado, e nos obrigando pagar 2 produtos para dar um pro governo de imposto.

Breno (@bbcbreno)

Isto só reforça minha teoria: se os impostos fossem baixos (ou pelo menos a gente tivesse retorno), o governo arrecadaria mais.

Pq o brasileiro faz de tudo pra n pagar imposto justamente por estes 2 pontos:

n ver retorno paga muito pra ver político farreando