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Jogadores de WoW protestam após escândalo da Activision Blizzard

Em World of Warcraft, jogadores protestam contra condutas condenáveis da Activision Blizzard em ambiente de trabalho

Murilo Tunholi Por

Em resposta aos escândalos recentes envolvendo a Activision Blizzard, jogadores de World of Warcraft (WoW) organizaram um protesto dentro do game em defesa das funcionárias que denunciaram casos de abuso sexual dentro da empresa. Na última quinta-feira (22), centenas de pessoas se reuniram no centro da cidade de Oribos, exigindo mudanças transparentes na cultura da companhia. A ação também arrecadou doações para a ONG Black Girls CODE.

World of Warcraft : Shadowlands (Imagem: Murilo Tunholi/Tecnoblog)

World of Warcraft : Shadowlands (Imagem: Murilo Tunholi/Tecnoblog)

O protesto foi organizado pela guilda Fence Macabre, que conta com clãs tanto da Aliança quanto da Horda nos reinos Wyrmrest Accord e Moon Guard. “Nós, como clientes e membros dessa comunidade, protestamos contra o tratamento antiético a funcionárias da Activision Blizzard e demandamos mudanças transparentes e permanentes na empresa e nas marcas associadas”, dizia o convite para o movimento.

Além dos próprios membros da Fence Macabre, o protesto também uniu jogadores de outros reinos e clãs no mesmo dia e horário: 22 de julho, às 13h (horário de Brasília). Algumas pessoas permaneceram sentadas em silêncio, já outras apareceram para se despedir do jogo. Representante da guilda, Hinahina Gray conversou com o Polygon sobre a ação.

“Algumas pessoas que se juntaram a nós ainda estavam indecisas, debatendo sobre abandonar as comunidade nas quais eles faziam parte. Nunca é fácil tomar a decisão de deixar para trás um grande investimento emocional. A maioria das pessoas na ação cancelou a assinatura. Queríamos fazer um protesto no game, pois permitiria que indivíduos de todos os lugares se sentassem e se juntassem a nós. Já que ainda temos tempo de jogo, podemos muito bem fazer algo com ele”.

Hinahina Gray, representante da Fence Macabre.

Gray ainda reconheceu que, para alguns jogadores, sair de World of Warcraft por completo é um choque muito grande. Afinal, há pessoas que jogam ativamente desde o lançamento do game, em 2004.

“É uma perda emocional, e muitas pessoas que fazem parte das nossas comunidades estão sofrendo. Especialmente aquelas que também foram marginalizadas, mas encontraram outros indivíduos como elas e cultivaram um senso de pertencimento. Como uma indígena queer, eu sinto isso”, completou Gray.

Fence Macabre faz campanha para ONG Black Girls CODE

Além do protesto, a Fence Macabre começou a arrecadar doações para a ONG Black Girls CODE, que ensina programação para jovens negras de 7 a 17 anos. Até o momento, a guilda já conseguiu mais de US$ 9,2 mil (cerca de R$ 47,6 mil). Para ajudar com qualquer quantia (em dólares), basta acessar o site da campanha.

Com informações: Polygon.

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uzu (@uzu)

Gray ainda reconheceu que, para alguns jogadores, sair de World of Warcraft por completo é um choque muito grande. Afinal, há pessoas que jogam ativamente desde o lançamento do game, em 2004.

Ou seja, vão protestar, mas vão continuar jogando, comprando expansões para o joguinho saturado da empresa que tem todas essas acusações.

@doorspaulo

Hipocrisia é o padrão em movimentos do tipo.
Nada de novo, segue o jogo.