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TIM vê lucro saltar 155% graças a crescimento no celular pós-pago

TIM Brasil divulga resultados financeiros do 2° trimestre de 2021; operadora teve redução no número de linhas, mas teve aumento nas receitas de telefonia móvel e internet banda larga

Lucas Braga Por

A TIM divulgou os resultados financeiros do 2° trimestre de 2021, e a companhia teve salto de 154,7% no lucro líquido. A operadora registrou alta na base de clientes do pós-pago e também cresceu no serviço de internet banda larga TIM Live.

TIM Shopping Morumbi (foto por Edi Pereira)

Loja da TIM (Imagem: Edi Pereira/Divulgação)

Resultados financeiros da TIM – 2° trimestre de 2021

Veja abaixo os indicadores financeiros do 2° trimestre de 2021 e o comparativo com mesmo período do ano anterior:

Indicador 2° trimestre de 2021 2° trimestre de 2020 Diferença
Receita líquida R$ 4,4 bilhões R$ 3,98 bilhões +10,5%
Lucro líquido normalizado R$ 681 milhões R$ 267 milhões +154,7%
Custo normalizado de operação R$ 2,3 bilhões R$ 2 bilhões +15,1%
Capex (investimentos) R$ 906 milhões R$ 673 milhões 34,5%

TIM tem resultados positivos na telefonia móvel

O serviço de telefonia móvel é o carro-chefe da TIM, e representou 90,3% de toda a receita líquida da operadora. A empresa reduziu o número de linhas em 1,3%, e essa retração foi causada pelo desligamento de linhas pré-pagas.

Mesmo em queda, o pré-pago também teve alta de 5,3% na receita graças ao aumento de pessoas que fazem recargas. Em média, os usuários dessa categoria gastam R$ 12,70 por mês, o que representa um crescimento de 11,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

No entanto, o pós-pago e controle vão muito bem: a tele viu salto de 3,9% em clientes com essas modalidades de contrato, que possuem maior gasto com celular em comparação com o pré-pago e garantem recorrência mensal.

A receita do pós-pago também subiu 8,9%, e a TIM afirma que um reajuste em maio contribuiu para o desempenho positivo. Em média, clientes dessa categoria gastam R$ 45,80 por mês com a operadora, o que representa alta de 5,6% em relação ao trimestre do ano anterior.

Crescimento da cobertura 4G

A TIM se comprometeu a chegar a todos os municípios brasileiros com tecnologia 4G até o final de 2023. A operadora encerrou o trimestre com cobertura de quarta geração para 4,3 mil cidades, e 3,6 mil municípios já utilizam a frequência de 700 MHz, que garante maior alcance de sinal com menos antenas.

Antena da TIM cobre trecho de estrada em General Salgado/SP (Imagem: Reprodução/TIM)

Antena da TIM conectada via satélite cobre trecho de estrada em General Salgado/SP (Imagem: Reprodução/TIM)

A operadora aposta na instalação de torres de celular conectadas via satélite e alimentadas por energia solar. Já são 224 sites do projeto Sky Coverage, que permite levar sinal 4G para locais remotos e sem infraestrutura de energia elétrica e conectividade terrestre.

Internet TIM Live cresceu, mas continua tímida

A modalidade de serviços fixos rendeu R$ 283 milhões em receita para a TIM. Desse total, a banda larga TIM Live teve faturamento de R$ 179 milhões, o que é bem pouco em comparação com toda a receita líquida da empresa. A tele encerrou o período com 666 mil clientes de internet, alta de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O serviço de internet fixa está presente em 28 municípios mais o Distrito Federal, com cobertura para 3,8 milhões de domicílios com tecnologia de fibra óptica até a casa do usuário (FTTH) e outros 2,8 milhões com cabos metálicos (xDSL).

Em maio, a TIM modificou seus planos de banda larga: são duas novas velocidades, 500 Mb/s e 600 Mb/s, entregues via fibra óptica. Os pacotes são mais caros que os tradicionais 60 Mb/s e 400 Mb/s, mas incluem assinatura do Paramount+ e Netflix, dependendo da opção escolhida.

Para expandir a atuação, a TIM fez um acordo com a IHS Brasil para a venda de 51% do seu negócio de redes fixas. Uma nova empresa foi formada, a FiberCo, que irá manter e expandir uma rede aberta que poderá ser alugada por outros provedores de internet; essas empresas poderão oferecer seus serviços sem a necessidade de construir infraestrutura do zero.

No entanto, a TIM precisa correr para continuar relevante no mercado de banda larga: o crescimento foi tímido, e a companhia já foi ultrapassada pelo provedor regional Brisanet em março de 2021.

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