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Bungie e Ubisoft processam grupo que cria cheats para Destiny 2 e Rainbow Six

Grupo Ring-1 desenvolve trapaças para Destiny 2 e Rainbow Six Siege, e as comercializa por mais de R$ 150 semanais

Murilo Tunholi Por

A batalha contra trapaceiros em jogos online está cada vez mais complicada. A Ubisoft e a Bungie processaram o grupo conhecido como Ring-1 — responsável por criar e distribuir cheats para Rainbow Six Siege e Destiny 2. As desenvolvedoras alegaram violação de leis de direitos autorais e tráfico de dispositivos ilegais, com danos na casa dos milhões de dólares.

Grupo Ring-1 desenvolve hacks para Rainbow Six Siege e Destiny 2 (Imagem: Divulgação/Ubisoft e Bungie)

Grupo Ring-1 desenvolve hacks para Rainbow Six Siege e Destiny 2 (Imagem: Divulgação/Ubisoft e Bungie)

O processo foi movido no estado da Califórnia, nos EUA, e cita cinco participantes do Ring-1: Andrew “Krypto” Thorpe, Jonathan “Overpowered” Aguedo, Wesam “Grizzly” Mohammed, Ahmad Mohammed e John Does 1-50. De acordo com o documento, todos eles estariam envolvidos com o comércio das trapaças pela internet.

Além de terem um site próprio, o Ring-1 atua em diversos fóruns e redes sociais para divulgar seus cheats. Entre os programas vendidos estão trapaças para mirar automaticamente na cabeça de inimigos, ver adversários atrás de paredes e ter acesso a informações que normalmente são ocultas.

Segundo as empresas, os hackers teriam causado “danos massivos e irreparáveis” aos interesses comerciais tanto da Ubisoft quanto da Bungie. “Os hackers não apenas prejudicam o prazer de jogadores inocentes, como também obtêm vantagens ilegitimamente e, portanto, desvalorizam as recompensas que outros usuários conseguem legitimamente”, disseram as desenvolvedoras no processo.

Ring-1 vende cheats por mais de R$ 150 semanais

Os hacks do Ring-1 são vendidos por meio de assinaturas e não são baratos. Para ter acesso às trapaças de Destiny 2, por exemplo, o grupo cobra 30 euros (cerca de R$ 182) por semana. Já os cheats de Rainbow Six Siege são liberados por 25 euros (R$ 151) semanais. Com isso, as desenvolvedoras concluíram que o grupo estava lucrando muito dinheiro enquanto arruinava a experiência de outros jogadores.

Como resultado, a Ubisoft e a Bungie solicitaram uma liminar para encerrar o site do Ring-1 e todos os softwares de trapaça. Além disso, as empresas exigiram o pagamento máximo por violação de direitos autorais — US$ 150 mil (R$ 766 mil) para cada um dos jogos, sendo US$ 300 mil (R$ 1,5 milhão) no total — e indenização por danos às marcas e descumprimento da Lei de Fraude e Abuso de Computador.

O caso ainda não foi julgado, nem teve a indenização total calculada ainda. O processo segue correndo no Tribunal Distrital do Norte da Califórnia, nos EUA.

Com informações: Torrent Freak.

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