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Google amplia estágio para pessoas negras com vagas em tecnologia

Programa Next Step do Google, que visa aumentar a representatividade de pessoas negras na empresa, abre vagas em Belo Horizonte

Ana Marques Por

O Google anunciou nesta quinta-feira (29) que está expandindo o seu programa de estágio Next Step, focado em aumentar a representatividade de pessoas negras dentro da companhia. O projeto foi lançado em 2019 com vagas em São Paulo, para a área de Negócios, mas agora também selecionará estudantes para estágio em engenharia de software em Belo Horizonte.

João Victor Nascimento participou da primeira turma do programa e hoje atua como Gerente de Contas. Para ele é essencial ter referências mais diversas no mercado de tecnologia. (Imagem: Divulgação/Google)

João Victor Nascimento participou da 1ª turma do programa e hoje atua como Gerente de Contas. (Imagem: Divulgação/Google)

De acordo com o Google, os novos talentos selecionados para trabalhar em tecnologia irão atuar no Centro de Engenharia da empresa, que fica na capital de Minas Gerais. Para participar, é necessário estar matriculado em algum curso de graduação na área — Ciência da Computação, Engenharia da Computação, entre outros — e ter previsão de conclusão entre março de 2024 e julho de 2024.

Os conhecimentos básicos exigidos são em linguagem de programação, como C, C ++, Java, JavaScript ou Python. Inglês fluente não é necessário, mas a empresa ressalta a necessidade do inglês básico para programar.

Já quem busca vagas em Negócios, ainda poderá atuar no escritório da empresa em São Paulo, nos setores de vendas, marketing, suporte, finanças e jurídico, entre outros. Para esta área, o inglês não é um requisito mínimo — assim como na primeira edição do programa Next Step, os estagiários receberão aulas do idioma custeadas pelo Google.

Next Step oferece chances de efetivação

Além de capacitar universitários, o programa Next Step abre oportunidades para que as pessoas ingressem no mercado de trabalho como funcionários efetivos da big tech. Fabio Coelho, presidente do Google Brasil, afirma que a maioria dos participantes da primeira turma do programa foi efetivada após o fim do estágio.

Flávia Garcia, head de Diversidade, Equidade e Igualdade do Google para América Latina e Canadá, afirma que “Investir em equidade racial no mercado de trabalho é urgente e deve ser responsabilidade de todas as organizações”. Garcia reforça ainda que o programa Next Step faz parte do comprometimento do Google em “criar um senso de pertencimento para todos”.

Samanttha Neves participou da primeira turma do Next Step e em abril deste ano foi efetivada como Líder de Análise, função focada em geração de insights e mapeamento de tendências do mercado. (Imagem: Divulgação/Google)

Samanttha Neves participou da primeira turma do Next Step e em abril deste ano foi efetivada como Líder de Análise. (Imagem: Divulgação/Google)

Inscrições para vagas em tecnologia abrem em setembro

A primeira etapa do processo seletivo consiste em uma seleção de perfil com base nos pré-requisitos do programa. Ao ser selecionado, o candidato é convidado para eventos informativos e focados em desenvolvimento — a serem realizados de forma virtual, devido à pandemia.

Candidatos selecionados após a revisão do formulário e do currículo podem passar por uma simulação de entrevista com colaboradores da empresa, como forma de preparação para as entrevistas finais.

Quem deseja concorrer a uma vaga na área de Negócios, em São Paulo, deve realizar a inscrição por meio deste link até o dia 30 de agosto. Já as vagas de engenharia, em Belo Horizonte, terão inscrições abertas no início de setembro, por meio da plataforma Olabi.

Comentários da Comunidade

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tec_comentarista (@tec_comentarista)

Esse rapaz é pardo

Jonathan (a.k.a Halls) (@akahalls)

Os índices socioeconômicos da população “parda” são idênticos ao da população preta, o que indica que sao - somos - tratados da mesma forma

Tem vários vídeos no YouTube que dão uma visão geral desse tema, recomendo os da Gabi Oliveira (tem um específico sobre colorismo no Brasil)

Brad da Silva (@Brad_da_Silva)

Excelente iniciativa que deveria ser adotada no maior número de empresas possível.

Thiago Krebs (@Krebs01)

Essas iniciativas na minha opinião deveriam ser voltadas olhando mais para o lado financeiro do que do que de “raça”.

@FastSloth87

LEI Nº 9.029, DE 13 DE ABRIL DE 1995.

Art. 1o É proibida a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso à relação de trabalho, ou de sua manutenção, por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar, deficiência, reabilitação profissional, idade, entre outros, ressalvadas, nesse caso, as hipóteses de proteção à criança e ao adolescente previstas no inciso XXXIII do art. 7o da Constituição Federal.