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Xiaomi lidera vendas de celular pela 1ª vez, superando Apple e Samsung

Portfólio variado, investimento em cidades pequenas, fechamento de fábrica da Samsung e declínio da Huawei ajudam Xiaomi a chegar ao topo das vendas mensais

Giovanni Santa Rosa Por

A Xiaomi superou a Apple e a Samsung e ficou em primeiro lugar nas vendas mensais de smartphones em todo o mundo, de acordo com dados da empresa de pesquisa de mercado Counterpoint. Em junho de 2021, a companhia chinesa teve 17,1% do mercado, contra 15,7% da marca sul-coreana e 14,3% da fabricante do iPhone.

Loja da Xiaomi (Raysonho / Wikimedia Commons)

Loja da Xiaomi (Raysonho / Wikimedia Commons)

Além de obter a liderança inédita, a Xiaomi conseguiu um crescimento de 26% em relação ao mês anterior, a maior variação entre maio e junho de todas as fabricantes. Ela também foi a número 2 no segundo trimestre de 2021, com 53 milhões de aparelhos despachados, ficando atrás apenas da Apple.

Os dados reforçam as notícias do mês passado, quando a consultoria Canalys já mostrava um forte crescimento da companhia chinesa.

Você com certeza já ouviu alguém dizer que os aparelhos da Xiaomi fazem muito mais que os concorrentes e custam mais barato – pode ser até que você seja uma das pessoas que falam isso. Mas existem outros motivos que explicam o feito da companhia chinesa.

Como a Xiaomi superou as concorrentes em junho

Um deles é justamente o declínio de outra empresa do mesmo país: a Huawei. Desde as sanções do governo dos EUA, que colocaram a companhia em dificuldades por não ter acesso a recursos como chips da Qualcomm e os apps do Google, ela vem perdendo espaço no mercado.

Xiaomi Redmi 9 Power (Imagem: Divulgação/Xiaomi)

Xiaomi Redmi 9 Power (Imagem: Divulgação/Xiaomi)

Quem vem aproveitando a lacuna deixada é justamente a Xiaomi. “A fabricante [Xiaomi] vem se expandindo nos mercados legados pela Huawei e Honor, como China, Europa, Oriente Médio e África”, diz Tarun Pathak, diretor de pesquisa da Counterpoint, em comunicado à imprensa.

Outro ponto que contribuiu foram as dificuldades de oferta da Samsung. Uma onda de casos de COVID-19 no Vietnã causou problemas na produção da marca sul-coreana, afetando a distribuição e as vendas.

“A Xiaomi, com seu forte portfólio de aparelhos intermediários e ampla cobertura de mercado, foi a maior beneficiária da lacuna de curto prazo deixada pela série A da Samsung”, diz o analista sênior Varun Mishra. Essa fator, aliás, é temporário e pode ser revertido a favor da fabricante da linha Galaxy nos próximos meses.

Por fim, o festival de vendas 618, realizado em 18 de junho (daí seu nome) na China, também deu uma forcinha para a empresa. Segundo Mishra, a companhia teve uma expansão offline agressiva em cidades menores do país e conseguiu um bom desempenho comercial com as linhas Redmi 9, Redmi Note 9 e Redmi K.

Com informações: Counterpoint Research

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@LeandroCSC

Com a maior parte das vendas se dando no imenso mercado chinês,isso não é o tipo de notícia que me deixa “ohhh,que incrível”… Uma coisa é vender muito,outra coisa é ter um mercado diversificado. É inegável os avanços da Xiaomi. Mas a sensação que eu tenho é que poderia ser maior , sobretudo em mercados amplos como o nosso. Mas essa estratégia que exclui as grandes redes varejistas impede uma penetração maior no mercado brasileiro. Pra mim,deveria ser revista…

anon77218728 (@anon77218728)

Na verdade, essa parceria com a DL também impossibilita uma maior adesão. O produto final chega muito mais caro.

Teriam sido mais espertos fazer como a Nokia que fechou parceria com a Multilaser ou a TCL com a Toshiba, ambas fabricam os produtos dessas marcas aqui dentro, o que garantiu para as duas uma entrada no mercado, sem elevar o preço final do produto.

Enquanto a marca for operada pela DL aqui no Brasil, que coloca os produtos da Xiaomi mais caros que os da Samsung, acho pouco provável ela ter uma grande relevância.