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iPhone 6s por R$ 829 e mais: os 10 celulares usados mais vendidos em julho

Iphone 6s, de 2015, aparece em terceiro na lista de celulares usados mais vendidos em julho na Trocafone; iPhone 7 continua na liderança

Giovanni Santa Rosa Por

A lista de celulares usados mais vendidos na Trocafone em julho de 2021 tem um aparelho de 2015 na terceira posição: é o iPhone 6s. Além de ser o mais antigo, ele também é o mais em conta no top 10 da plataforma de compra e venda de smartphones usados: um produto em bom estado sai por no mínimo R$ 829.

iPhone 6s

iPhone 6s (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Em relação ao ranking passado, do primeiro semestre de 2021, a liderança continua com um modelo mais recente – ou melhor, menos antigo: o iPhone 7, de 2016. Ele sai por a partir de R$ 1.339.

A lista é composta toda por aparelhos de topo de linha de Apple e Samsung lançados em anos passados. No primeiro semestre, o intermediário Samsung Galaxy A31 ainda figurava entre os mais vendidos. Os modelos da marca sul-coreana são mais recentes: três aparelhos da família Galaxy S10, de 2019, estão entre os mais pedidos. Enquanto isso, o iPhone 8 é o produto Apple mais recente no top 10, e ele foi lançado lá em 2017.

Celulares usados mais vendidos em julho de 2021

Celular Lançamento Preço mínimo em julho de 2021
iPhone 7 setembro de 2016 R$ 1.339
Galaxy S10 fevereiro de 2019 R$ 1.669
iPhone 6s setembro de 2015 R$ 829
Galaxy S9 Plus março de 2018 R$ 1.349
iPhone 8 setembro de 2017 R$ 1.939
Galaxy S10+ fevereiro de 2019 R$ 1.869
Galaxy S8 junho de 2017 R$ 989
Galaxy S10e fevereiro de 2019 R$ 1.499
Galaxy S9 março de 2018 R$ 1.219
iPhone 7 Plus setembro de 2016 R$ 2.129

iPhones usados ficam mais caros

Outro ponto a notar é que os iPhones usados ficaram mais caros entre o primeiro semestre e o mês de julho. O iPhone 7 saía por no mínimo R$ 1.299; agora, R$ 1.339. No caso do iPhone 8, a subida foi ainda mais acentuada, passando de R$ 1.629 para R$ 1.939. iPhone 6s e iPhone 7 Plus não constam na relação anterior.

Apple iPhone 8

Apple iPhone 8 (Imagem: Aaron Yoo/Flickr)

Uma hipótese é que os preços altos dos aparelhos novos da Apple no Brasil fizeram mais pessoas procurarem usados, aquecendo o mercado e elevando os valores.

Enquanto isso, alguns smartphones Samsung ficaram mais baratos, com reduções de até R$ 140, enquanto outros continuam na mesma. Nenhum subiu de preço.

Celular Preço mínimo entre janeiro e junho de 2021 Preço mínimo em julho de 2021
Galaxy S8 R$ 989 R$ 989
Galaxy S9 R$ 1.299 R$ 1.219
Galaxy S9 Plus R$ 1.489 R$ 1.349
Galaxy S10e R$ 1.579 R$ 1.499
Galaxy S10 R$ 1.759 R$ 1.669
Galaxy S10+ R$ 1.869 R$ 1.869

iPhone 6s vale a pena em 2021?

Comprar um iPhone por R$ 829 pode deixar muita gente de olhos arregalados – afinal de contas, muitas linhas de entrada atuais ficam acima desse preço. Já no portfólio da Apple, o modelo mais barato, o iPhone SE, é encontrado por volta de R$ 2.500 no varejo, quase o triplo desse valor.

Mesmo assim, estamos falando de um aparelho com algo entre cinco e seis anos de uso. Por mais que ele ainda seja atualizado – o 6s vai receber o iOS 15, que deve chegar em setembro – dificilmente ele continua com a potência de tempos atrás. Além disso, nem todos os recursos da nova versão do sistema operacional chegam aos celulares mais velhos.

Outros fatores a levar em consideração se você for recorrer a celulares usados:

  • Formato e tamanho de tela – O iPhone 6s um display de 4,7 polegadas e um design com molduras grandes na frente, o que pode não agradar quem gosta de mais espaço para jogar ou ver vídeos; o mesmo vale para iPhones 7 e 8. Aparelhos mais recentes, mesmo os mais baratos, costumam ter visores maiores. Há quem prefira, porém, esse formato mais compacto.
  • Câmera e recursos – A câmera da Apple é reconhecidamente boa, mas, como praticamente todo celular de 2015, o iPhone 6s tem só um conjunto de lente ou sensor. Hoje, o padrão é ter entre duas e quatro em aparelhos intermediários. A escolha fica entre qualidade de imagem e versatilidade. Além disso, nada de Modo Noturno no 6s.
  • Bateria – As baterias dos smartphones da maçã eram motivo de grande queixa até recentemente. Com o desgaste de anos de uso e um chip que não é mais tão moderno, é quase certeza que você vai ter que levar o carregador aonde for.

Celulares Android ficam sem atualizações mais cedo

As atualizações são um fator que sempre pende para a Apple na hora de olhar aparelhos usados. Como já dissemos, o iPhone 6s, de 2015, será atualizado ainda este ano para o iOS 15, completando seis anos de sistema operacional mais recente. Enquanto isso, aparelhos mais recentes com Android já não são atualizados há algum tempo. O Galaxy S8, de 2017, não receberá nem atualizações de segurança. Além disso, o S8 parou no Android 9.0 Pie, e o S9, no Android 10.

Samsung Galaxy S10 e S10+ (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Samsung Galaxy S10 e S10+ (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Do Galaxy S10 em diante, porém, vale a nova política de três anos de atualizações do sistema operacional, o que deve dar uma longevidade maior aos aparelhos: até 2022 o Android mais recente está garantido.

Para quem entende um pouco mais de tecnologia, há a opção de recorrer a uma ROM customizada para ter acesso a versões mais recentes do sistema operacional, como o LineageOS. No entanto, nem sempre isso funciona a contento, e seu aparelho corre o risco de ficar de fora da lista de aparelhos com suporte.

Como escolher um celular usado

Se você não quer gastar muito dinheiro e ainda assim ter acesso a um aparelho de topo de linha, os celulares usados são um caminho a se considerar. Vale, no entanto, ficar de olho em alguns aspectos.

É importante saber como estão as condições da bateria antes de fechar negócio. No iPhone, isso é fácil: basta ir até Ajustes > Bateria > Saúde da Bateria para saber qual é sua capacidade máxima em relação a um componente novo.

No Android, é possível recorrer a um código no discador para descobrir isso. Aparelhos Samsung contam com uma checagem interativa na área de ajuda do app Samsung Members. Também é possível instalar um app, como o AccuBattery ou o CPU-Z, para verificar esse aspecto.

Ter um aparelho inteiro não é só uma questão de beleza: trincados e rachaduras podem comprometer a proteção contra água e poeira, por exemplo. Além disso, é importante verificar se as portas de conexão funcionam, se as gavetas de chip abrem normalmente sem emperrar e se os leitores de cartão (no caso dos Androids) continuam inteiros. Se você tiver acesso físico ao celular, é bom ligar a tela para ver se ela não tem pixels mortos ou linhas na imagem.

Por fim, vale evitar marcas que saíram do mercado brasileiro, como Sony e LG, porque isso pode dar uma tremenda dor de cabeça caso você precise do suporte técnico.

Comentários da Comunidade

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Igor (@igor_meloil)

Não consigo ver benefício em um S10 de 2 anos atrás por 1700 se vc compra um S20FE por 300 a mais hoje em dia e é mehlor em tudo.

Os iphones até fazem sentido estar aí, o preço é bastante razoável e são aparelhos que duram bem, com excessão da bateria nestes modelos. Só fico imaginando quanto a troca fone pagou neles pra revenderem tão barato.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Mantenho meu posicionamento que nenhum iPhone abaixo do XR vale a pena. Deixam a desejar em absolutamente tudo.

Pode ser que para quem nunca teve um iPhone seja realmente tentador, porém fico me perguntando quais são as expectativas dessas pessoas com o aparelho e o que de fato ele entrega.

As câmeras dos iPhones podem ser definidas em dois períodos, antes do smart HDR e pós smart HDR. Isso para não falar de design e bateria, mas isso é chover no molhado.

imhotep (@imhotep)

Esquece essa de iPhone antigo.
O pessoal que compra um iPhone 6s hoje pra ser aparelho principal só está querendo satisfazer uma vontade de ter um modelo da Apple, mesmo que seja defasado.
Se a pessoa pensasse um pouco, pegaria um Android mais novo com melhor performance.

Mas é aquele negócio, a Apple conquista as pessoas não apenas pela qualidade do aparelho, mas pelo ego que ela cria no entorno dela.

Mas… Cada um gasta o dinheiro da forma que achar melhor.