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Steam Deck vai rodar novo SteamOS baseado no Arch Linux em vez de Debian

Maior possibilidade de configuração foi determinante para Valve optar pelo Arch Linux como base do SteamOS do console portátil Steam Deck

Giovanni Santa Rosa Por

A Valve vai voltar ao mercado de hardware com seu Steam Deck. O console portátil vai rodar SteamOS de fábrica, mas com uma mudança: a nova atualização usará o Arch Linux como base, não o Debian.

Steam Deck (Imagem: Divulgação/Valve)
Steam Deck (Imagem: Divulgação/Valve)

O site Ars Technica publicou uma análise sobre essa mudança. O site explica que o Debian é uma distribuição mais previsível e estável, pensada em fazer o PC de um usuário comum funcionar sem grandes problemas.

Por outro lado, o Arch Linux é mais enxuto e permite mais customizações, além de ter um ciclo de atualizações mais rápido e com mais novidades.

Usar uma base que permita fazer grandes mudanças é mais interessante para a Valve, já que o Steam Deck – com tela embutida, joystick e sem teclado e mouse — passa longe de ser um PC típico.

O Arch Linux pode não ser a melhor opção para quem não entende muito do assunto e quer só que seu computador funcione. No entanto, tendo a Valve para resolver essas questões e entregar uma experiência completa, tudo tende a funcionar melhor.

Steam Deck quer rodar todos os jogos em Linux

A decisão por usar Linux e não Windows também tem seus motivos: evitar a concorrência da Microsoft Store e, principalmente, reduzir custos ao optar por um sistema de código aberto. Não é a primeira vez que a companhia faz isso, aliás: as Steam Machines de 2015 já rodavam o SteamOS.

Por outro lado, o Windows é o melhor sistema para quem quer jogar no PC. A Valve dará a opção de instalar a plataforma da Microsoft, mas ressalta que a melhor experiência de uso é mesmo com o SteamOS.

A Valve promete que todo o acervo estará disponível em seu Steam Deck rodando a no mínimo 30 fps. Como analisa o Ars Technica, só algo entre 20% e 25% dos títulos da loja têm versões nativas para Linux – felizmente, isso inclui alguns títulos AAA.

O site estima que outros 26% são jogáveis usando o Proton, que “traduz” os jogos de Windows para Linux, mas nem todos rodam a contento.

Portanto, a Valve ainda vai ter trabalho para adaptar seu sistema para rodar tudo que ela mesma vende. A escolha do Arch Linux parece fazer sentido.

O Steam Deck, console portátil baseado em PC, deve chegar aos consumidores no fim de 2021. O preço no exterior é de US$ 399.

Com informações: Ars Technica

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anon77218728 (@anon77218728)

Exatamente! O Proton já é capaz de rodar a maior parte do acervo, o que quebra em alguns casos são essas ferramentas de DRM, que a Valve já está em negociação para resolver esse problema.

Além disso, existe uma inverdade na abordagem, diz que apenas 26% do acervo é capaz de ser rodado pelo Proton. Não é bem assim, 26% OFICIALMENTE, ou seja, aqueles que já foram homologados pela Valve e estão 100%. Mas se você entrar nas configurações da Steam e habilitar o Proton para todos os jogos, mesmo os não homologados. Ele roda praticamente tudo, conforme pode-se ver no próprio ProtonDB, dos Top Thousand, ou seja, dos mil jogos mais jogados na Steam, apenas 6% não rodam.

Lembrando, inclusive, que ele é uma ferramenta relativamente nova, mas que já faz um excelente trabalho e com a evolução da Vulkan e do próprio Proton, o cenário melhora a cada dia.

E com um hardware dedicado e controlado pela Valve, manter o Proton funcionando é muito mais simples. Portanto, com a chegada do SteamDeck a tendência é que aconteça um “boom” e, acredito sim, que todos os jogos estarão jogáveis e aposto que a curto prazo muitos subirão de bronze para gold no desempenho.