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União Europeia vai propor lei para padronizar carregador de celular

De acordo com fonte, União Europeia está preparando lei para adotar padrão de carregador em todo o bloco e deve apresentá-la em setembro

Giovanni Santa Rosa Por

A União Europeia vai apresentar no mês que vem uma nova legislação para definir um padrão de carregador de celulares e outros eletrônicos nos 27 países do bloco. As informações são da Reuters, que cita uma fonte familiarizada com o assunto. O projeto ainda estaria em fase preliminar de redação.

Cabos Lightning
Cabos Lightning (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)

Já faz algum tempo que o grupo de países quer definir um único tipo de carregador para todo o mercado. Em 2020, os legisladores do Parlamento Europeu aprovaram por grande margem uma medida para apenas um formato de conector ser permitido na região. No entanto, essa história vem de bem mais longe, lá de 2009, quando um acordo definiu o microUSB como padrão.

A agência de notícias cita um estudo feito pela Comissão Europeia que dizia que, em 2018, metade dos aparelhos vendidos no bloco vinham com conector USB micro-B (também conhecido simplesmente como microUSB); 29%, com USB-C; e 21%, com Lightning. Dá para imaginar que, desde então, o USB-C tomou um pouco dessa participação do microUSB — antes restrito a produtos mais caros, ele vem se popularizando em linhas intermediárias e de entrada.

Apple é principal opositora à padronização de carregadores

Um dos motivos apresentados pela União Europeia é a redução do lixo eletrônico. O bloco argumenta que, com um padrão comum a todos os aparelhos, mais cabos e carregadores poderiam ser reaproveitados.

A Apple é a maior crítica a esse projeto. Ela usa o mesmo argumento do lixo eletrônico: se iPhones forem forçados a mudar de conector, todos os seus cabos se tornarão inúteis com o passar dos anos, o que também vai gerar mais descartes. A empresa de Cupertino diz que mais de um bilhão de aparelhos Apple com conector Lightning já foram produzidos.

A companhia também argumenta que uma padronização por lei prejudicaria a inovação no setor e que o próprio mercado vem convergindo para o USB-C. Isso inclui produtos da própria Apple, como iPads, MacBooks e fones da marca Beats, como o Beats Flex.

Porém, há outras razões envolvidas. Como comentou em março o analista de mercado Ming-Chi Kuo, adotar o USB-C na linha iPhone poderia afetar o programa de licenciamento para acessórios MFi (Made for iPhone), impactando as receitas da companhia.

Com informações: Yahoo! Finance

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Eduardo Papa (@EduPapa)

Ah peraí, tirar o carregador da caixa pode, aí troca o cabo pra usbC pode, aí eu que tenho os cabos e carregadores antigos me lasco. A UE tem que forçar mesmo essa troca, aí sim, o discurso de ecologia da Apple vai valer, por que hoje é muito na cara que é apenas pra aumentar a margem de lucro. (Toda empresa tem que lucrar, eu sei, mas sem abusos né??!!)

Eduardo Soares (@Eduardo_Soares)

Quando lí o título do post, não sei porque lembrei logo da apple. hahaha

Parabéns a todos os envolvidos na mudança.

TCelestino (@tcelestino)

A Apple se tornou uma empresa controversa demais.

DeadPull (@DeadPull)

“adotar o USB-C na linha iPhone poderia afetar o programa de licenciamento para acessórios MFi (Made for iPhone), impactando as receitas da companhia.”

Apple: vamos tirar o carregador pra não acumular lixo.

Tira o carregador com conector USB-A e muda o conector do cabo pra lightning - USB-C, forçando consumidores a comprarem outra cabeça com conector USB-C (e acumularem lixo)

EU: vamos padronizar o conector dos carregadores de celular para as pessoas poderem aproveitar carregadores antigos e não acumular lixo no mundo.

Apple: eu sou contra. Vai afetar meu lucro… Digo, vai acumular lixo no mundo.

Eu (@Keaton)

Ecologia é a bunda do Tim Cook. Se tu retira o carregador da embalagem, aumenta o preço do telefone e ainda vende o carregador separado… ai é bem complicado engolir.

Mateus B. Cassiano (@mbc07)

Para carregamento e transferência de dados, os principais usos para um smartphone, não, o USB-C não é uma zona. USB Power Delivery tá no mercado desde antes do surgimento do USB-C e o protocolo de transferência de dados não teve nenhuma mudança drástica, inclusive a versão mais recente ainda mantém retrocompatibilidade total com as versões anteriores.

Concordaria com você se estivéssemos discutindo os modos de transferência alternativos do USB-C (Thunderbolt, MHL, DisplayPort, áudio analógico, etc.), o que não é o caso. Qualquer carregador USB-C funciona sem problemas com um dispositivo que tenha a mesma entrada, desde que tenha a potência adequada (e caso não tenha o próprio dispositivo avisa o usuário)…

Vítor Gomes Neves Oliveira (@vctgomes)

Nem todo o USB-C é igual, mas todos tem especificações mínimas, como fornecer 5V a 500mA.

Isso já é o suficiente pra que um carregador velho que tenho em casa possa ser utilizado no telefone mais moderno que possuo.

Mas ainda é a melhor forma de se transmitir energia com o mínimo de percas. Como a desculpa para a discursão é ambiental, então o QI charger ou similares é a última solução que poderia ser adotada. Acredite, a UE já até chegou a considerar, mas desistiu depois que viu o impacto que isso causaria era maior que os prejuízos com os cabos

Mateus B. Cassiano (@mbc07)

O que eu quero dizer é que um dispositivo com um conector USB-C certificado para o USB4 suportará implicitamente o Thunderbolt, DisplayPort e o USB Power Delivery, que são modos obrigatórios nessa versão (existem outros modos opcionais, mas esses são obrigatórios).

Acabaram com a salada do USB 3.2, que poderia ou não suportar essas tecnologias e que tinha 3514 logos e símbolos diferentes para indicar quais modos uma porta USB-C específica suportava, muitas vezes implementadas de maneira inconsistente entre as fabricantes.

O USB-C não tem royalties, muito menos os outros protocolos que compartilham o conector (USB-PD, DisplayPort, etc.). O Thunderbolt já teve royalties no passado mas a Intel abriu mão deles, inclusive foi o estopim para que o USB-IF o adotasse como base para o USB4.

A fabricante só terá algum custo se optar por certificar o produto, para ter direito a usar as logos do USB e do Thunderbolt, e até onde sei é uma taxa única por produto, bem diferente do MFi da Apple, por exemplo, que cobra uma taxa anual dos participantes mais um custo fixo por cada conector Lightning vendido…