Início » Gadgets » PineNote é uma mistura de tablet Linux com leitor de e-books

PineNote é uma mistura de tablet Linux com leitor de e-books

Criado pela Pine64, PineNote é um tablet com tela e-ink de 10,3 polegadas, 4 GB de RAM e sistema operacional Linux

Emerson Alecrim Por

Um tablet Linux que faz as vezes de leitor de e-books ou o contrário? Depende das preferências do usuário. O que importa é que o PineNote é um dispositivo que consegue executar as duas funções. Para isso, a novidade traz uma tela de 10,3 polegadas com resolução de 1872×1404 pixels, 4 GB de RAM e 128 GB de armazenamento.

PineNote (imagem: reprodução/Pine64)
PineNote (imagem: reprodução/Pine64)

O PineNote surgiu pelas mãos da Pine64, a mesma empresa que, no começo de 2020, apresentou o PinePhone, um celular que roda Linux. Os demais produtos da Pine64 incluem notebooks, smartwatches e, principalmente, placas similares à linha Raspberry Pi.

Não por coincidência, o PineNote é baseado no Rockchip RK3566, chip com quatro núcleos Cortex-A55 e GPU Mali G-52 que também aparece na placas Quartz64 (Model A e B), da Pine64. Com você já sabe, o processador trabalha em conjunto com 4 GB de RAM (LPDDR4) e 128 GB de armazenamento (eMMC).

Com esse hardware, o dispositivo possibilita ao usuário a execução de várias tarefas, entre elas, tomada de notas, modo de agenda, reprodução de mídia e até ferramentas de escritório — é possível conectar um teclado Bluetooth ao equipamento para transformá-lo em PC, por exemplo.

Protótipo do PineNote com capa (imagem: divulgação/Pine64)
Protótipo do PineNote com capa (imagem: divulgação/Pine64)

Porém, as funções podem ser limitadas pela tela. Por ser do tipo e-ink, o componente só exibe informações em tons de cinza. Assistir a um filme, por exemplo, talvez não seja uma tarefa das mais interessantes aqui.

O modo de leitura de e-books promete ser mais agradável. A tela tem densidade de 227 ppi, exibe até 16 tons de cinza e permite ajuste da luz frontal em até 36 níveis de intensidade. Pode-se também ajustar a luz para níveis frios (brancos) ou quentes (âmbar).

Só não dá para afirmar que a experiência é equivalente ao uso de um Kindle, afinal, a tela do PineNote traz uma camada de vidro que não existe na linha da Amazon. O motivo? Facilitar o uso do dispositivo com canetas (stylus).

Esse detalhe nos leva a outra característica inusitada do dispositivo: o suporte a uma tecnologia de ressonância eletromagnética (EMR, da sigla em inglês) para permitir atividades com uma grande variedade de canetas para mesas digitalizadoras.

Porta USB-C, Wi-Fi 802.11ac, um par de alto-falantes e outro de microfones fazem parte das demais especificações. A estrutura do tablet é feita de liga de magnésio, enquanto a tampa traseira é baseada em um plástico “aderente”.

PineNote: disponibilidade inicial para desenvolvedores

A Pine64 promete lançar o PineNote até o final de 2021. O preço sugerido será de US$ 399. Os primeiros compradores receberão o dispositivo junto com uma caneta EMR e uma capa magnética que, quando colocada sobre a tela, faz o tablet entrar em modo de descanso. Esses acessórios serão vendidos separadamente em uma fase posterior.

Porém, a empresa alerta que o software do PineNote ainda não está pronto para permitir leitura de e-books, escrita de notas e outras funções comuns a tablets. Por conta disso, as primeiras unidades são recomendadas apenas a desenvolvedores dispostos a empregar a novidade em projetos próprios.

Comentários da Comunidade

Participe da discussão
4 usuários participando

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação

undefined (@el_dust)

É meu sonho um dispositivo desses para leitura de PDFs (já testei com tablet e não me acertei, sem falar que… distrações), pena que no Brasil vai custar uma pequena fortuna, se é que vai chegar aqui.