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Banco Inter e Méliuz estão mais próximos de fazer parte do Ibovespa

Banco Inter e Méliuz estão em segunda prévia de carteira do Ibovespa; banco digital e plataforma de cashback tiveram altas significativas nos últimos meses

Giovanni Santa Rosa Por

Duas empresas que até pouco tempo atrás podiam ser chamadas de novatas estão perto de entrar para o Ibovespa. Na segunda prévia da próxima carteira do índice, Banco Inter e Méliuz aparecem entre as selecionadas.

Fachada do Banco Inter em Belo Horizonte
Fachada do Banco Inter em Belo Horizonte (Imagem: Divulgação)

O Ibovespa é o principal índice de ações da bolsa brasileira. Ele reúne os papéis mais negociados na B3 tanto em número de operações quanto em volume financeiro. Por isso, serve como um parâmetro do mercado financeiro nacional. A cada quatro meses, o Ibovespa é recalculado e novas ações são adicionadas ou removidas.

Tanto Méliuz quanto Inter já estavam na primeira prévia do próximo Ibovespa, divulgada no dia 2 de agosto. Uma nova pré-visualização será divulgada no dia 2 de setembro. No dia 6, a seleção será rebalanceada, e a nova carteira passa a vigorar até dia 30 de dezembro.

Além das duas empresas, Alpargatas, Banco Pan, Rede D’Or, Duratex e Petz estão entre as selecionadas, e nenhuma empresa que faz parte do índice foi excluída. Com isso, o Ibovespa deve chegar a 91 ações de 87 empresas diferentes, maior número até agora.

Banco Inter e Méliuz tiveram altas expressivas na bolsa

O Banco Inter existe desde os anos 90 como parte do grupo MRV, dedicado à construção civil. Inicialmente, ele era exclusivo para financiamentos imobiliários, mas passou a oferecer uma conta digital em 2015.

O Inter estreou na B3 em abril de 2018, com papéis negociados a R$ 18,50. Em abril deste ano, o valor chegou a mais de R$ 200 — na ocasião, a empresa dividiu cada ação em três. A empresa conta com ninguém menos que o Softbank — que já investiu em Uber, ARM e Boston Dynamics, entre outras — como um dos maiores detentores de seus papéis.

O banco não tem agências físicas e opera apenas por meios digitais, sem cobrar tarifas. Seu aplicativo, aliás, vem se transformando em um super app, como são chamados esses que fazem (ou querem fazer) tudo. Além de serviços financeiros como empréstimos, investimentos e conta corrente, ele oferece venda de gift cards, cashback em lojas parceiras, operadora de celular e até mesmo delivery.

Já a estreia do Méliuz na bolsa é mais recente. Os papéis da empresa de cashback começaram a ser negociados em novembro de 2020 a R$ 10. De lá para cá, as ações registraram alta de mais de 300%.

A companhia ficou famosa por devolver uma parte do dinheiro gasto em compras online, mas também conta com outras áreas de atuação, como um cartão de crédito em parceria com o Banco Pan (que, adivinha só, tem cashback) e uma plataforma de empréstimos.

Com informações: Valor Investe

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