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Chips Intel Alder Lake serão híbridos para otimizar consumo e desempenho

Em evento, Intel confirmou que processadores Alder Lake contarão com núcleos econômicos e núcleos de alto desempenho

Emerson Alecrim Por

Esta quinta-feira (19) foi a data escolhida pela Intel para a realização do Architecture Day 2021. O evento serviu de palco para vários assuntos, inclusive para a revelação de mais detalhes da 12ª geração de processadores da companhia: os chips Alder Lake, que reunirão núcleos econômicos e de alto desempenho.

Notebook com chip Intel Core i7 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Notebook com chip Intel Core i7 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Intel Alder Lake: abordagem híbrida

Os chips Alder Lake representarão uma grande — se não a maior — mudança na arquitetura de processadores Intel. Na nova geração, a companhia deixará de formar seus chips com núcleos iguais para, em vez disso, usar uma abordagem híbrida que promete aumentar a eficiência energética do computador.

Basicamente, os chips Alder Lake combinarão núcleos de alto desempenho com núcleos econômicos no consumo de energia, mas que, apesar disso, podem lidar com tarefas simples com desenvoltura.

Trata-se de uma estratégia que lembra a tecnologia big.LITTLE presente em processadores com arquitetura ARM. Com ela, o processamento de aplicações exigentes é direcionada aos núcleos mais potentes, enquanto tarefas mais simples são executadas pelos núcleos econômicos, basicamente.

A abordagem híbrida não é novidade para a Intel. A companhia adotou esse modelo nos chips Lakefield, que aparecem no laptop Samsung Galaxy Book S, por exemplo. O problema é que esses processadores concentram quatro núcleos econômicos e apenas um para alto desempenho. A performance nem sempre é das melhores, consequentemente.

Os processadores Lakefield acabaram sendo descontinuados, mas a Intel não desistiu da ideia dos chips híbridos. A diferença é que, na família Alder Lake, essa abordagem será mais sofisticada.

Intel Alder Lake (imagem: divulgação/Intel)
Intel Alder Lake (imagem: divulgação/Intel)

Intel Thread Director

Para tanto, a Intel combinará núcleos Efficient com núcleos Performance e coordenará esse conjunto com a tecnologia Intel Thread Director.

Como o nome sugere, os núcleos Efficient correspondem aos econômicos. Eles são baseados na arquitetura Gracemont e prometem 40% mais desempenho em relação aos núcleos Skylake mantendo o mesmo padrão de consumo, assim como podem manter o desempenho destes, mas usando 40% menos energia.

Já os núcleos Performance são baseados na arquitetura Golden Cove e prometem 19% mais desempenho que os núcleos Cypress Cove dos processadores Intel Core de 11ª geração para desktops. Esses são os núcleos mais potentes já desenvolvidos pela companhia.

Por sua vez, o Intel Thread Director é um mecanismo que possibilita aos núcleos Efficient e Performance trabalharem juntos. A tecnologia distribui a carga de trabalho entre eles de forma dinâmica para otimizar o desempenho, explica a companhia.

Só para constar, os chips Alder Lake serão baseados na tecnologia Intel 7 (de 10 nanômetros), terão TDP entre 9 W e 125 W (afinal, serão vários modelos), bem como virão com suporte a padrões como DDR5, Thunderbolt 4 e Wi-Fi 6E.

O processador mais poderoso da linha deverá ter 16 núcleos e 24 threads. Por que não 32 threads, como de praxe? Porque os oito núcleos Performance terão dois threads cada enquanto cada núcleo Efficient contará com apenas um.

A 12ª geração de processadores Intel Core deve ser anunciada oficialmente ainda em 2021.

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