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Bebedouro inteligente para gatos é aprovado na Anatel

Bebedouro Felaqua, da Sure Petcare, tem design atraente para felinos e usa o microchip do gato para saber quanta água ele bebe durante o dia

Giovanni Santa Rosa Por

Quem tem gatos em casa pode contar em breve com mais uma opção para acompanhar a hidratação deles — e bem tecnológica, diga-se. O bebedouro Felaqua, da Sure Petcare, foi homologado pela Anatel. Ele se conecta ao microchip do seu animal e identifica quando ele está por perto, como forma de estimar quanta água ele tem bebido.

Gato em bebedouro Felaqua
Gato em bebedouro Felaqua (Imagem: Sure Petcare/Divulgação)

Manter gatos hidratados pode ser um problema: eles não são muito chegados a beber água. tanto que alguns precisam daquelas fontezinhas porque preferem água corrente. Por isso, os felinos costumam sofrer com problemas renais. Além disso, saber quanto líquido seu pet está bebendo é difícil, e identificar uma mudança nos padrões pode ser importante para acompanhar a saúde deles.

O Felaqua tenta resolver isso com design e tecnologia. Na parte de design, ele conta com um reservatório de água fresca e um potinho mais raso e parecido com uma poça, o que é mais atraente para os gatos. Na parte de tecnologia, o aparelho identifica cada gato cadastrado pelo microchip ou por uma coleira com sensor RFID, mostrando em um aplicativo quanto cada um bebeu no dia.

Bebedouro Felaqua e aplicativo
Bebedouro Felaqua e aplicativo (Imagem: Sure Petcare/Divulgação)

Porta e comedouro para pets também passaram na Anatel

O bebedouro da Sure Petcare não é o primeiro a passar pela homologação da Anatel. Em outubro de 2020, a agência aprovou a SureFlap, uma porta inteligente que só abre para gatos cadastrados — uma forma de evitar a entrada de animais estranhos na sua casa.

Gato passando por porta inteligente Sureflap
Gato passando por porta inteligente SureFlap (Imagem: Sure Petcare/Divulgação)

A marca também teve seu comedouro SureFeed Feeder Connect certificado em 2020. Ele é uma opção para quem tem cães e gatos no mesmo ambiente, ou mesmo animais em diferentes fases da vida ou com necessidades específicas de alimentação. O comedouro se conecta a um aplicativo. Ali, o tutor pode cadastrar o microchip ou a coleira de cada um e escolher para quem o comedouro vai abrir sua tampa. Assim, um não come a comida do outro.

Cachorro comendo no SureFeed Feeder Connect
Cachorro comendo no SureFeed Feeder Connect (Imagem: Sure Petcare/Divulgação)

Em todos os casos, a homologação foi feita a pedido da empresa E3Tech, de Sumaré (SP), especializada em representação comercial e certificação no Brasil. O processo é necessário porque esses produtos usam identificação por radiofrequência RFID, já que são ativados a partir da proximidade do microchip dos animais. Todos os aparelhos funcionam a base de pilhas, dispensando o uso de cabos e tomadas.

Cetificado de conformidade técnica do bebedouro Felaqua
Cetificado de conformidade técnica do bebedouro Felaqua (Imagem: Anatel/Reprodução)

No exterior, o Felaqua tem preço sugerido de US$ 100 (R$ 517, em conversão direta); as portas SureFlap custam a partir de US$ 140 (R$ 752); e o SureFeed Feeder custa a partir de US$ 150 (R$ 806). O Tecnoblog procurou a assessoria da MSD Saúde Animal, que é dona da Sure Petcare e tem presença no Brasil, mas ainda não há informações sobre lançamento desses produtos por aqui.

Colaborou: Everton Favretto

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Everton Favretto (@evefavretto)

Miau.

Eu francamente achei incrível o conceito das portas que só deixam os gatos (ou cachorros) cadastrados entrarem, usando o chip que o gato já tem implantado.

Luciano Pavarotti (@luvialca)

Isso não é uma crítica ao texto, mas ao Brasil.
Só no Brasil mesmo pra “donos” de animais terem que ser chamados agora de “tutores”. É o país do mimimi mesmo. Como o brasileiro virou um povo fresco. Em qualquer lugar do mundo eles continuam sendo chamados de “donos” (owners), como pode ser visto nesse link: https://www.animalcarehospital.ie/about-us/blog/national-blog?id=21971.

Mickey (@Mickey)

A galera que está discutindo por causa do termo “tutor” ou de chamar o animal de “filho” já mostra o quanto eles mesmo são mimimis

Sobre a matéria: achei essa “portinha inteligente” muito bacana, já tive problemas com invasores da vizinhança rs.

Luciano Pavarotti (@luvialca)

A minha “birra” não está na palavra “tutor”. Realmente, tendo em vista esses cuidados que nós temos com os animais, o que fazemos é uma tutoria. Mas o que me desagrada é o que está por trás da mudança de “dono” (como nós sempre chamamos) para “tutor”, que todos nós sabemos que é o mimimi de dizer “o bicho é um ser vivo, portanto, ele não tem dono”. Não coaduno com essa frescura. Aqui na minha casa, bicho tem DONO, goste ou não goste esse povo mimizento.
Quanto aos produtos da matéria, achei bem interessantes mesmo.