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O que é o WikiLeaks? Entenda a relevância do site

Proteção para os pequenos e transparência para os grandes; saiba o que é o WikiLeaks e qual a sua relevância na web

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Na Era onde os dados são mais valiosos do que petróleo, o comportamento humano individual é o maior ativo das corporações e Estados. Veja abaixo, o que é o WikiLeaks, entenda sua relevância e a pauta defendida, além das ações marcantes do site que prega “transparência total” dos governos e grandes corporações.

O que é o WikiLeaks (Imagem: WikiLeaks.org/Divulgação)

O que é WikiLeaks?

WikiLeaks é um site que se define como uma “organização de mídia sem fins lucrativos”, lançada em 2006, com o objetivo de disseminar documentos originais – não importando serem secretos ou considerados de segurança nacional – de fontes anônimas e funcionários que “vazaram” esses documentos “secretos”.

O site foi fundado pelo Cypherpunk australiano Julian Assange – indivíduos preocupados com a complicada tecnologia criptográfica e a filosofia mais ampla do anonimato, a liberdade individual e a privacidade.

Julian é um cidadão australiano que supostamente serve como editor-chefe e porta-voz do Wikileaks desde sua fundação em 2006. Antes disso, era definido como um conselheiro. Já foi até citado como fundador do site – a imaginação popular e da mídia o equiparam ao próprio Wikileaks, com precisão incerta, a verdade é que tudo é um “mistério” nebuloso.

Qual a relevância do WikiLeaks?

Estados e corporações

Desde suas primeiras ações, o site começou a chamar a atenção de governos e grandes corporações, pela ameaça constante de ter seus “métodos” de ação, explanados para todo o público – com a ameaça de “derrubar máscaras” daqueles que parecem “corretos”, o WikiLeaks passou a ser uma grande pedra no sapato dos “gigantes”, antes intocáveis.

WikiLeaks vaza documentos secretos (Imagem: CM/Unsplash)

Usuários Individuais

O WikiLeaks tem maior relevância para os usuários com aquilo que prega – a bandeira cypherpunk – do que com as funções do site. Em relação ao site, a garantia do anonimato dos que decidem cooperar com o WikiLeaks – pela excelente criptografia – é o maior destaque.

O site assim como seu “fundador”, Julian Assange, pregam com suas ações que as grandes corporações e todos os governos adotem uma postura de transparência total, devido ao seu poder e tamanho perante os simples usuários.

Por outro lado, pregam o total anonimato proveniente da criptografia, para os indivíduos, em uma tentativa de “equilibrar” as forças díspares – com isso, nossos dados individuais e comportamentais não seriam usados como ferramenta lucrativa, contra nós mesmos, encerrando o “controle” e “manipulação” de indivíduos.

WikiLeaks prega a criptografia de dados individuais (Imagem: Pickawood/Unsplash)

As ações marcantes do WikiLeaks

No final de novembro de 2010, o Wikileaks começou a liberar lentamente uma grande quantidade de informações 251.287 telegramas diplomáticos adquiridos de uma fonte anônima.

Os documentos vieram junto com o lançamento do vídeo “Assassinato Colateral” em abril de 2010, e os registros da Guerra do Afeganistão e do Iraque em julho de 2010 e outubro de 2010 respectivamente, totalizando 466.743 documentos.

Todos combinados são considerados originários de uma única fonte, o analista de inteligência do Exército dos EUA, Pfc. Bradley Manning, que foi preso em maio de 2010, mas a informação não foi confirmada.

Imagens do vídeo “Assassinato Colateral” (Imagens: Leandro Kovacs/Reprodução)

O WikiLeaks despeja os dados na web?

Após o lançamento do vídeo “Assassinato Colateral”, o site deu início um novo modo de operar, além de simples despejo de documentos na internet. O vídeo foi uma declaração política altamente selecionada, produzida e impulsionada.

O objetivo era ilustrar um ponto de vista político, não apenas informar. Agora, o WikiLeaks tem trabalhado com parcerias, tendo início com o lançamento dos telegramas diplomáticos.

O site vem atuando em conjunto com um grupo de organizações de notícias para analisar, redigir e divulgar os materiais de forma organizada, em vez de despejá-los na Internet ou usando-os para ilustrar um ponto de vista político singular.

A princípio, foi firmado acordo com 4 gigantes da imprensa: Le Monde, El País, The Guardian e Der Spiegel, dando acesso aos documentos confidenciais antes de qualquer divulgação ao público. O Guardian compartilhou o material com o The New York Times, assim como, atualmente, é possível existir outras parcerias.

Parceria Le Monde com WikiLeaks (Imagem: RFI/Divulgação)

Esse é um breve resumo sobre o que é o WikiLeaks e qual o seu papel para a imprensa, a liberdade individual e a transparência dos governos e organizações. É importante lembrar que muitas das ações de “vazamento” são consideradas crimes de Estado, com os envolvidos sendo presos, vivendo escondidos ou sob asilo político, às ações do WikiLeaks não são “travessuras”.

Com informação: Columbia University, Technology Review.