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Irmãos de 14 e 9 anos geram US$ 30 mil minerando criptomoedas durante férias

Dois jovens começam a minerar ether (ETH), bitcoin (BTC) e ravencoin (RVN) para pagar por suas faculdades; irmãos de 14 e 9 anos conseguiram obter US$ 30 mil no último mês

Bruno Ignacio Por

Dois irmãos de 14 e 9 anos de idade usaram suas férias de verão para se dedicar inteiramente a uma atividade um tanto inusitada para suas idades: a mineração de criptomoedas. Ishaan, o mais velho, e Aanya, a caçula, conseguiram obter impressionantes US$ 30 mil em cerca de um mês, após estudar muito a tecnologia. Eles querem usar o dinheiro para financiar sua educação no futuro e aprimorar ainda mais sua capacidade de mineração de bitcoin (BTC), ether (ETH) e ravencoin (RVN).

Mineração de criptomoedas (Imagem: WorldSpectrum/Pixabay)
Mineração de criptomoedas (Imagem: WorldSpectrum/Pixabay)

Com a lucrativa atividade de férias, eles também alugaram um data center em Dallas para aumentar sua taxa de hash e consequentemente o lucro de sua mineração. “Começamos porque queríamos aprender algo novo sobre tecnologia e também ganhar algum dinheiro ao longo do caminho”, disse Ishaan à CNBC.

Os irmãos vivem no estado do Texas, nos Estados Unidos, lugar que se tornou um dos principais destinos de mineradores de bitcoin após o êxodo que ocorreu quando a China começou a apertar ainda mais as restrições à atividade no país, chegando até mesmo a cortar energia de instalações dedicadas à extração de criptomoedas. Assim, Ishaan e Aanya já estão em uma das regiões que oferecem o melhor potencial de lucro devido à sua eletricidade barata.

Aprendendo a minerar criptomoedas no YouTube

“A mineração de criptomoedas é como a mineração de ouro ou diamante”, comentou Ishaan. “Em vez de usar pás, você mina com computadores. Em vez de encontrar um pedaço de ouro ou um diamante na mina, você encontra uma criptomoeda.” Os irmãos contaram também que aprenderam a fazer isso através do YouTube e de algumas pesquisas na internet.

Após estudarem muito, eles se sentiram confortáveis para começar. Ishaan converteu seu computador gamer em uma plataforma de mineração de ether em abril. Os PCs para jogos geralmente têm componentes, como GPUs mais potentes, que podem permitir a realização da atividade com uma boa margem de lucro, dependendo da criptomoeda que está sendo extraída e do método utilizado.

Ishaan fez a conversão usando sua placa gráfica capaz de realizar o grande volume de cálculos necessários para a mineração. Seus pais apoiaram bastante o empreendimento, como disse o jovem: “Poderíamos ter passado o verão inteiro jogando videogame, mas, em vez disso, usamos nosso tempo livre para aprender sobre tecnologia”.

Irmãos expandiram mineração para bitcoin e ravencoin

Mineração de bitcoin (Imagem: Dmitry Demidko/Unsplash)
Mineração de bitcoin (Imagem: Dmitry Demidko/Unsplash)

A dupla começou com a mineração de éter, já que a mineração de bitcoin é conhecida por ser especialmente difícil. Ishaan destacou que no primeiro dia, eles ganharam apenas US$ 3. No entanto, a dupla queria continuar de qualquer maneira, então, para oficializar seus negócios, eles criaram sua própria empresa de mineração: Filfer Technologies.

“Gostamos tanto que começamos a adicionar mais GPUs e ganhamos US$ 1.000 no primeiro mês”, acrescentou Ishaan. No final de julho, eles puderam comprar equipamentos extras como Antminers e chips gráficos de ponta que os permitiram começar a minerar também bitcoin e ravencoin, uma altcoin em ascensão. Contudo, cada GPU adquirida lhes custou cerca de US$ 2.500.

Mesmo que caro, o investimento promete aumentar ainda mais a renda dos irmãos. A dupla espera acumular cerca de US$ 36 mil nas criptomoedas mineradas até o final de setembro. “Podemos processar um pouco mais de 10 bilhões de algoritmos da Ethereum por segundo”, disse o irmão mais velho. Apesar de seus sucessos, Ishaan e Aanya destacaram que a atividade exige investimento e que o conjunto da obra definitivamente não é fácil.

Os irmãos esperam estudar medicina e se tornar médicos, com Ishaan determinado a ingressar na Universidade da Pensilvânia e Aanya na Universidade de Nova York. No ritmo atual de lucro, é bem possível que eles consigam financiar por completo seus estudos.

Com informações: CNBC

Comentários da Comunidade

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Felipe Silva (@Felipe_Silva)

pelo que pareceu eles gastaram mais do que lucraram.

Gustavo Cardoso (@Gustavo_Cardoso)

Essa é uma constante na mineração de criptomoedas.

Os caras começam a gastar e se endividar disputando por placas de vídeo nas lojas especializadas.

Ninguém tem o hábito de “planilhar” absolutamente nada. Ninguém põe os custos, de fato, na ponta do lápis.

Com o passar do tempo, o cara nem percebe, mas, ele como minerador acaba financiando o poder computacional da rede. Sempre com a promessa de payback em 1 ano, para as placas. Porém, os caras compram 1 placa por semana… rs

O payback nunca vem! Não raras são às vezes em que os equipamentos falham antes do payback e o minerador, coitado, vai literalmente financiando com suor, placa de vídeo, energia elétrica e dor de cabeça toda essa infraestrutura. Ele é a ponta que, literalmente, só se fode nesse mercado! rs

@doorspaulo

Os pais compraram os equipamentos, então as crianças lucraram hehe