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Fone de ouvido Kuba Disco: um nacional admirável

Com uma pegada artesanal, Kuba Disco é um headphone brasileiro todo equilibrado, com som de topo de linha e poucos problemas

Darlan Helder Por
Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Você pode não conhecer a marca Kuba, mas com certeza já viu imagens do Kuba Disco nas redes sociais, afinal o seu design exclusivo chama a atenção facilmente. Mas que headphone é esse? Fundada em 2014, a Kuba é uma empresa 100% nacional e o Disco tem a proposta de ser o fone definitivo. Estamos falando de um equipamento premium, feito à mão e flexível, isso porque todas as peças são substituíveis. Consequentemente, esse diferencial adotado ajuda a prolongar a vida útil do dispositivo.

Este é um produto que visa atender aquele público mais exigente, audiófilos, em especial, que têm o ouvido mais sensível e apurado. Mas ele também faz sucesso entre o “consumidor comum”. Faz sentido pagar R$ 696 num Kuba Disco? Concedido pelo Léo Drummond, do Mind The Headphone, o Tecnoblog teve a oportunidade de avaliar o Kuba Disco e conto as minhas impressões a partir de agora.

Análise do Kuba Disco em vídeo

Aviso de ética

O Tecnoblog é um veículo jornalístico independente que ajuda as pessoas a tomarem sua próxima decisão de compra desde 2005. Nossas análises não têm intenção publicitária, por isso ressaltam os pontos positivos e negativos de cada produto. Nenhuma empresa pagou, revisou ou teve acesso antecipado a este conteúdo.

O Kuba Disco foi fornecido pela Kuba por doação e não será devolvido à empresa. Para mais informações, acesse tecnoblog.net/etica.

Design e conforto

Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Como eu adiantei na introdução deste review, o Kuba Disco é um supra-auricular com design exclusivo, com plástico, madeira e um material que lembra couro. No desenvolvimento do projeto, eu não sei se eles buscavam chamar a atenção das pessoas, mas se esse era o objetivo, a marca conseguiu. Primeiro, o fone tem uma pegada retrô e passa a impressão de produto clássico. A madeira do arco, disponível em três acabamentos diferentes, promove o DNA artesanal do Disco e, segundo a empresa, ele é todo feito à mão.

Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

As minhas impressões com o design são muito positivas. Este não é um fone só para ficar bonito na cabeça; o acabamento aparenta ser durável, além de passar uma sensação de exclusividade que deve cativar colecionadores e amantes de áudio logo de cara. Considerando que este é um gadget premium, algumas pessoas podem até criticar a marca por fornecer almofadas que imitam couro, mas a decisão, a meu ver, foi acertada, assim evita encarecer o dispositivo.

Cada concha abriga a conexão P2 e o cabo enviado é 100% removível. A parte inferior do acessório é revestida em tecido, enquanto a superior é básica, toda emborracha, bem simples. Ele já vem com botões de volume, play/pause e microfone. Eu acredito que muitas pessoas devem usar o headphone em ambientes fechados, mas a Kuba podia reforçar mais o cabo, deixando-o todo em tecido, não é?

Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Em conclusão, os materiais e o design próprio fazem do Kuba Disco um produto muito original e de qualidade. Mesmo grandalhão, você pode esperar por um headphone confortável que não pressiona as orelhas e permite o uso por longas horas. O design modular, que possibilita a troca de todas as peças, é outro diferencial e o melhor é que todos os componentes podem ser encontrados no site da empresa.

Qualidade de som

Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Antes de falar da qualidade sonora, é bom reforçar que o Kuba Disco é um fone sem restrições. Seja no Android ou no iOS, o produto vai funcionar tranquilamente em qualquer device. Eu, por exemplo, ao longo deste review, pude usá-lo num aparelho Android, no notebook com Windows, no MacBook, no iPad e no iPhone 11 (mas com um adaptador, porque a dona Apple ainda insiste no Lightning).

Eu vou direto ao ponto e adianto que o Kuba Disco tem uma sonoridade impecável, mas a experiência tende a mudar de acordo com o seu dispositivo. O que eu quero dizer é que, se o seu aparelho tiver um bom sistema de som, você vai conseguir extrair mais do Kuba Disco, tendo um áudio com muita qualidade. Nos meus testes, eu pude sentir diferenças de aparelho para aparelho, mas creio que algo assim não deve influenciar na decisão de compra.

Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Mas falando de atuação sonora, mesmo, posso dizer que o Kuba Disco tem um comportamento equilibradíssimo, para apreciar detalhes, como eu gosto de definir quando analiso fones premium. Os graves são macios e soam acentuados, enquanto os médios seguem consistentes e os agudos são nítidos e brilhantes. Música clássica e dramática, como Time, do Hans Zimmer, soa com riqueza de detalhes, sem provocar estridência, até mesmo na parte mais congestionada da trilha.

Bohemian Rhapsody, do Queen, joga luz à performance generosa do headphone com os médios e médio-agudos. Sem fazer muito esforço, eu identifico o bumbo e os pratos da bateria, o piano, a guitarra e o baixo. Um pop dançante, Rain On Me, da Lady Gaga, e Skate, do Bruno Mars com o Anderson. Paak, marcadas por agudos e graves a todo momento, tocam com batidas imponentes e sem embolação. Para quem curte eletrônica, o fone é capaz de gerar uma experiência imersiva em muitas faixas, algo que não senti em outros gêneros.

Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Uma coisa legal do Kuba Disco são os controles manuais de graves que “ajustam” as frequências em tempo real. Eles ficam alocados na parte superior das conchas e podem ser movidos para frente ou para trás, assim você consegue definir a intensidade ideal. Ele não gera alterações severas, o que é bom, e ainda eu não notei diferenças em todas as faixas que eu testei. De qualquer forma, é bom saber que o usuário tem esse recurso disponível para personalizar ao seu gosto.

Eu também quero chamar atenção para o cancelamento passivo. O headphone consegue isolar eficientemente do barulho externo, o que novamente coloca o produto em destaque. O microfone, por sua vez, não é o forte do device, afinal o foco aqui é o som. No geral, a qualidade até que é boa e o único ponto fraco é a dificuldade em reduzir o ruído externo.

Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Kuba Disco: vale a pena?

Sim!

Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

O Kuba Disco é um headphone que me deixou impressionado logo nas primeiras horas. Ele tem um design icônico que passa boas impressões e o torna um item colecionável. Também estamos falando de um equipamento durável e a possibilidade de substituir as peças ajuda a mantê-lo em funcionamento por anos. É um produto nacional que não fica devendo em nada, seja em construção, som ou recursos — sua proposta é clara e honesta.

Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Kuba Disco (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Este modelo da Kuba me lembrou o Sennheiser Momentum 3, um dos melhores headphones que já testei até hoje. A habilidade de ambos reproduzirem qualquer faixa sem problemas é realmente fascinante. O Disco é equilibrado e detalhista, entregando graves ativos e, ao mesmo tempo, macios. Os médios são cristalinos e não embolam com as demais nuances, enquanto os agudos permanecem o tempo todo estáveis e brilhantes.

Custando R$ 696 em setembro de 2021, quando a análise do equipamento foi publicada, o Kuba Disco tem preço de intermediário e som de topo de linha. É um fone sem concorrentes e muito competente para audiófilos e não-audiófilos, como eu, mas que gostam de apreciar cada detalhe de uma faixa.

Atualização em 8 de setembro: diferente do informado, as almofadas de camurça não são enviadas com o produto. Ao Tecnoblog, a empresa informou que elas são vendidas separadamente.

Comentários da Comunidade

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Juliano Pereira de Castro (@JulianoJPC)

Eu tenho um há um ano e meio, acredito.
Esse arco e bonito, mas n e tão durável assim. O meu começou a rachar e meti uma cola nele e deu certo.

O cabo e de baixa qualidade. O plástico envolto começa a descascar. N tem nem dois anos e já tive que comprar outro. Tinha que ser de tecido integralmente.

Fora esses problemas, o fone é fantástico e vale o preço. Eu gostei demais, e n o troco por nada, apesar de ainda n gostar do arco e do cabo.

Islan Oliveira (@Islan_Oliveira)

Espero que Kuba lance muitos modelos de fones no Brasil, mais competição é sempre bem-vinda.

João M. (@RonDamon)

Hoje em dia fones baratos já entregam qualidade que muito fone de 3000 pra cima se gabava em ter anos atrás, principalmente OEM chineses em que grandes marcas inflacionam o preço e dizem ser exclusivas.

LekyChan (@LekyChan)

não tenho maturidade para ler seu post.

Douglas Furtado Gonçalves (@DouglasFurtado)

@darlanhelder voce disse no review que o fone se comporta diferente dependendo do dispositivo. No caso do iPhone com adaptador, como foi o desempenho dele?

🤷‍♀️ (@xavier)

Sim, esta é a visão da Kuba, mas eles não precisam lançar um monte de modelos do mesmo produto, conforme o comentário que respondi.

O Disco mesmo já está se transformando em 3 produtos diferentes, mas com a mesma base e principalmente a mesma sonoridade.
Dá pra eles serem referência em áudio e ainda assim ter poucos modelos de cada produto, ainda falta terem um in-ear cabeado, um supra-auricular (pra ser mais portátil que o Disco), além de torres, bookshelfs, amplificador, DAC… Enfim, há muitos equipamentos pra estender uma marca de áudio.