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Os riscos de recorrer a jogos piratas

Com uma aparente conveniência, os jogos piratas podem oferecer graves problemas aos sistemas do usuário; conheça os riscos

Ricardo Syozi Por

Então você queria curtir um jogo, mas não queria desembolsar aquela grana. A forma mais comum para resolver essa situação pode ser navegar pela internet e achar uma versão pirata do título, mas há muitos riscos envolvendo os jogos piratas que as pessoas desconhecem. Conheça alguns problemas em potencial.

Saiba os riscos de usar jogos piratas (Imagem: Unsplash / Glenn Carstens-Peters)

O fato de ser uma prática ilegal é algo claro para todos. A pirataria é um crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal, com pena de até quatro anos de prisão, além do pagamento de multa. Para a pessoa que compra um produto pirata ciente disso, o artigo 180 do Código Penal pode punir com um ano de prisão, além de multa.

Há outros riscos de recorrer a jogos piratas como veremos abaixo.

1. O cruel Malware

Malware por causa de jogos piratas
O malware pode estragar o seu sistema (Imagem: Unsplash / Michael Geiger)

Ao fazer o download de jogos diretamente pelos meios oficiais, é comum acreditar que receberá exatamente o que comprou. Por outro lado, ao baixar jogos piratas de sites desconhecidos e não oficiais, há uma enorme chance de receber um pouco mais do que gostaria.

O malware pode estar junto do arquivo que baixou, podendo oferecer um grave risco ao seu computador ou qualquer outro dispositivo. Este tipo de software é feito especificamente com a intenção de causar algum mal à máquina do usuário. Podendo destruir dados, corromper arquivos e até mesmo roubar informações importantes como contas de e-mail ou dados bancários.

Há muitas chances de ao realizar o download de um jogo pirata, o usuário acabe recebendo junto um vírus extremamente desagradável. Lembrando que nos sites nos quais este tipo de conteúdo existe, há sempre links de redirecionamento ou similares que podem adicionar extensões ou outros tipos de malware em seu PC ou dispositivo. Será que vale o risco?

2. O jogo pode não funcionar

Muitos desenvolvedores acabam adicionando maneiras diferentes e criativas de estragar a brincadeira dos piratas de plantão. Games que são pirateados podem oferecer experiências desagradáveis como níveis impossíveis de passar, mensagens para os criminosos e até mesmo crashes forçados em momentos do jogo.

O jogo independente Game Dev Tycoon de 2012 é um belo exemplo desse tipo de defesa. A obra é um simulador de criação de jogos no qual o jogador precisa desenvolver e vender suas obras. Os estúdios Greenheart Games e Rarebyte soltaram na internet uma versão de isca para piratas digitais.

Nesta versão pirateada, o estúdio fictício do jogador é tomado por piratas que roubam seus jogos, o impedindo de vender e ter lucro. Pessoas que adquiriram essa versão da obra correram para os fóruns reclamar, se incriminando no fim das contas.

Há vários outros exemplos que envergonham aqueles que roubam produtos e acabam não conseguindo nem ao menos curtir o jogo pirata.

3. Atualizações podem atrapalhar a sua vida

PC com jogos piratas
Jogos piratas podem trazer problemas de autenticação (Imagem: Unsplash / Markus Spiske)

Tanto em consoles quanto em PCs, as atualizações de firmware são frequentes. Se estiver usando um sistema como um PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch ou similares, um jogo pirata pode estragar muito mais da sua festa do que parece.

As empresas estão sempre buscando formas de acabar com a pirataria. Uma delas é a de bloquear ou até banir a conta do usuário, por exemplo. Dessa maneira, a jogatina online seria permanentemente proibida, arruinando uma das experiências modernas mais comuns.

Há até situações onde o sistema acaba parando de funcionar. O chamado brick pode ocorrer muitas vezes por causa do próprio jogo pirata ou por causa de um mecanismo de defesa colocado pela empresa dona do console. Seja lá qual for o motivo, este é um risco que sempre está sendo atualizado.

Como escapar dos jogos piratas

A verdade é que há formas melhores para curtir aquele jogo que está na sua lista pessoal faz tempo. Há alternativas para garantir que sua carteira não sofra tanto ou que o seu sistema, console ou PC, se mantenha no mais perfeito estado.

  • Lojas oficiais: Se você gosta de ter a mídia física em sua coleção, nada melhor do que procurar pelos melhores preços em lojas oficiais. Assim, a garantia de ter o produto no melhor estado possível é algo presente nas aquisições;
  • Descontos: De tempos em tempos, as lojas oficiais oferecem descontos que podem beirar os 90%. Ficar atento a isso é uma prática interessante e que pode salvar um bom dinheiro do seu bolso;
  • Assinaturas: Há diversos tipos de assinaturas que oferecem jogos de diversas qualidades. O Game Pass da Microsoft permite que o usuário baixe e jogue quantos títulos quiser de seu catálogo, por exemplo. Normalmente, o custo para esse tipo de serviço é mais em conta do que comprar jogos piratas mensalmente.
Game Pass
O Game Pass é uma assinatura mensal com um grande catálogo (Imagem: Divulgação)

Ao recorrer a jogos piratas, o usuário pode não apenas trazer variados riscos à sua máquina, mas também acaba ferindo o trabalho de desenvolvedores que investiram tempo no desenvolvimento do título. Os riscos vão além da integridade do PC ou console, mas também atacam a integridade pessoal.

Com informações: MakeUseOf.

Comentários da Comunidade

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Anderson Antonio Santos Costa (@Anderson_Antonio_San)

Quando um jogo é livre de DRM, eu baixo a versão pirata para testar.
Já pirateei muitos jogos por falta de $$$. Mas, sempre que sobra um $$$, eu compro original.

Eu (@Keaton)
O jogo pode não funcionar

CyberJunk 2077 foi distribuido de forma pirata? hahaha

falando sério agora, ninguém distribui jogo sem algum interesse por trás… seja ele financeiro ou fazer botnet…

Robson c (@Robson)

boa tentativa Microsoft.

Diego M. Viegas (@Diego_Viegas)

Larguei a pirataria quando comecei a ganhar o meu próprio dinheiro e conheci a Steam, com suas promoções mirabolantes que me permitiram comprar jogos AAA por menos de 20 reais. Depois até comprei alguns jogos grandes no lançamento, não tinha problemas em pagar 130 ou 200 reais por algo que eu gosto, contanto que o investimento valesse a pena.

No entanto, nos últimos anos comecei a ter a sensação de estar sendo feito de trouxa por várias empresas; jogos quebrados, cheios de microtransações e vendidos a preços exorbitantes (No Man’s Sky, jogos da EA Games, Cyberpunk, a lista é grande…). Por conta disso andei baixando alguns títulos recentes na loja do Paulo Coelho para jogar em um PC que eu tenho só para essa finalidade, como forma de reduzir a decepção. Quanto ao meu suado dinheiro, estou usando para apoiar estúdios indie, que parecem estar se empenhando muito mais em entregar experiências de qualidade e completas.

O problema dos jogos piratas, como já foi citado na matéria e nos comentários, é que não da para confiar que o cracker seja um sujeito bonzinho que só quer disponibilizar o jogo de graça, e que o aplicativo possa ser executado tranquilamente com permissões de administrador e antivirus desabilitado.

Eu (@Keaton)

inocência é uma benção.