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Mais de US$ 1 bilhão em ether foi queimado após atualização na Ethereum

Após atualização hard fork "London", rede Ethereum já retirou permanentemente de circulação quase 300 mil ethers (ETH) para cobrir taxas de transação

Bruno Ignacio Por

Em apenas seis semanas após a atualização hard fork da rede Ethereum apelidada de “London”, mais de US$ 1 bilhão em ether (ETH) já foi queimado . Quase 300 mil ETH já foram removidos permanentemente de circulação para cobrir taxas básicas de transação, mecanismo introduzido para trazer uma série de benefícios para a segunda maior criptomoeda do mercado, como custos administrativos menores e valorização de preço.

Ether, criptomoeda nativa da rede Ethereum (Imagem: Peter Patel/ Pixabay)
Ether, criptomoeda nativa da rede Ethereum (Imagem: Peter Patel/ Pixabay)

De acordo com o site de monitoramento de blockchain etherchain.org, 298.097 ethers foram queimados e permanentemente removidos de circulação desde que a atualização foi implementada em 5 de agosto.

A hard fork “London”, que foi uma atualização complexa implementada nos nodes do blockchain, ativou na rede principal da Ethereum cinco propostas de melhorias. A EIP-1559 foi a principal e mais importante delas, que introduziu a queima da criptomoeda nativa para cobrir parte das taxas de transação, que se encontravam caras e voláteis. Além disso, o recurso também foi projetado para dar à rede a capacidade de processar mais transações.

Queima de ether reduz e estabiliza taxas de transação

Agora, seis semanas após a atualização, a rede está começando a colher os benefícios da London. Embora as taxas de transação ainda estejam se aproximando de sua máxima histórica, a volatilidade do preço diminuiu. Esse valor é definido a partir de quanto os usuários estão dispostos a pagar.

Existem dois tipos de cobranças que se combinam para criar o valor da taxa de transação completa da Ethereum. A primeira se chama “taxa básica”, que é o preço obrigatório que um usuário deve pagar para que sua transação seja adicionada a um bloco. A segunda é a chamada “taxa de prioridade”, ou “gorjeta”, é discricionária e pode ser incluída para incentivar os mineradores a priorizar a transação.

A atualização implementou um aumento ou redução da taxa básica de 12,5% por bloco, dependendo do nível de demanda no bloco anterior. Após o hard fork, os mineradores ainda recebem a taxa de prioridade; entretanto, todo o ether que é usado para pagar pela taxa básica agora é “queimado” e removido permanentemente da rede.

Remoção de criptomoedas aumenta preço do ether

Preço do ether nos últimos 30 dias (Imagem: Reprodução/ CoinDesk)
Preço do ether nos últimos 30 dias (Imagem: Reprodução/ CoinDesk)

Naturalmente, a remoção de moedas digitais em circulação está aumentando a escassez do ativo, algo que não ficou despercebido pelos investidores. Assim, o ether já está passando por um constante aumento de preço, atualmente na casa dos US$ 3.500 e possivelmente caminhando novamente para sua máxima histórica de mais de US$ 4 mil.

O mecanismo de queima ainda deverá eliminar cerca de 2,56 milhões de ETH ao longo de um ano. De outra forma, o montante estaria inflando o fornecimento da criptomoeda. A preços atuais, essa quantia de ether equivale a US$ 8,89 bilhões, quase 2,2% do valor de mercado total do ativo.

A queima acelerada de ETH é resultado também da alta demanda por transações dentro da rede Ethereum, gerada principalmente pelo crescente mercado de tokens não fungíveis (NFTs). Somente o marketplace OpenSea foi responsável por retirar de circulação 42.072 ethers até hoje.

Com informações: CoinDesk

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